Diante da polêmica atual, profissional esclarece o uso dessa técnica na odontologia e quem está habilitado a exercê-la nesse contexto.
A ozonioterapia, método que utiliza uma mistura gasosa de ozônio e oxigênio para fins terapêuticos, é uma dessas descobertas, e tem se provado bastante eficiente na odontologia. As primeiras publicações acerca de seu uso surgiram em 1934, com o cirurgião-dentista Edward Fisch.
No entanto, foi somente no início dos anos 2000 que a técnica passou a ser opção terapêutica na recuperação dos pacientes. Uma das razões é que entre as suas principais características está a biocompatibilidade: a capacidade de um material ou substância de ser compatível com tecidos vivos.
Vários trabalhos científicos sobre a técnica, nas mais diversas áreas da odontologia, têm mostrado que ela é uma coadjuvante terapêutico eficaz e capaz de proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes.

Como ela funciona
Com alto poder oxidativo e ação antimicrobiana, a ozonioterapia pode ser utilizada em diversos contextos: de coadjuvante no tratamento da doença periodontal até no suporte da disfunção da articulação temporomandibular (a ATM). Os estudos mostram que o ozônio é efetivo contra os micro-organismos da cárie e reduz a sensibilidade após cirurgias. A técnica também é empregada no tratamento de quadros inflamatórios e infecciosos, em cirurgias, como auxiliar no processo de reparo dos tecidos, e em casos de necrose óssea no maxilar.
O gás é a forma mais conhecida de aplicação da ozonioterapia, mas a substância também pode ser administrada em meio a água e óleo. O uso da água ozonizada e do gás acelera a cura da infecção relacionada com o tratamento de canal, assim como é eficaz no combate a fungos que podem se aderir às próteses e dentaduras.
Já a formulação do óleo traz bons resultados no tratamento de prolemas de base inflamatória e no controle de feridas ocasionadas pelo herpes.
