Obra é escrita pela Karem Suyan e aborda as suas diferentes experiências na maternidade
Um outro lugar para a maternidade. Uma visão do sentimento de dentro para fora, o laço de mãe e filho é algo tão profundo, às vezes complicado, às vezes irresponsável, mas em todos os jeitos é de uma grandiosidade profunda. Mas essa ‘papel’, tem outras vertentes, que muitas vezes não são debatidas ou trazidas à tona, como a perda de um bebê, a criação de uma criança que não é sua e o passo para a adoção. As mulheres que passam por essas situações não são menos mães daquelas que carregaram um bebê na barriga por nove meses.
Essas histórias estão reunidas no livro ‘De onde os filhos vêm?’, da escritora Karem Suyan. Na obra, que tem o lançamento marcado para o dia 9 de maio, a comunicadora da Rádio Araranguá, relata as suas trajetórias no mundo da maternidade, a experiência dolorosa de perder Catarina nos primeiros meses e depois perder a Valentina durante o parto. Ela conta sobre a sua dor e o processo que veio após estas perdas.
No livro, Karem também conta outras duas experiências. Ela criou o seu sobrinho por sete anos para que sua irmã pudesse estudar. E no outro momento, ela retrata o seu caminho na fila da adoção, após as perdas das filhas, Karem e o ex-marido ficaram três anos na fila. Ela ainda conta como surgiu a ideia de abordar esses fatos em um livro:
A comunicadora ainda ressalta que as mulheres não precisam ser mães, mas precisam sentir esse sentimento. “Elas não sabem que estão vivendo a plenitude da maternidade, isso é uma outra coisa que eu quis levantar, eu falo também de mães que perdem o filho, e como é a dor de perder um filho”, frisa. “Falo também sobre as mães que adotam. O que é adotar um filho no final de contas? Foi aí que veio a história do título porque é uma pergunta que sempre fazem para a mãe adotiva: ‘mas de onde que ele veio?’”, completa.
Ela ainda frisa que os laços sanguíneos não são as ligações mais importantes:

Reconstrução
Antes de acontecer as perdas, Karem nunca tinha pensado na adoção, a vontade veio depois. Até que teve um período, onde o ex-marido de Karem não queria mais ter o filho biológico e ela também não quis mais adotar, nesse instante já fazia três anos que eles estavam na fila.
Mas na mesma semana da decisão, o destino resolveu brincar novamente com esse sentimento de Karem. Ela conta que após uma aula o telefone tocou e era uma assistente social. A comunicadora lembra que naquele dia ela chegou em casa e teve uma conversa muito longa com seu ex-marido. Ela ainda frisa que quando ela contou sobre o telefonema, ele chorou.
Mesmo com a conversa, Karem fala que ainda estava indecisa sobre a adoção, mas teve um pequeno acontecimento que a fez ter certeza sobre a escolha. “Fazia dez anos que eu não sonhava com a minha avó, e em maio, eu sonhei com ela e ela estava segurando um sapatinho, eu pensei: ela vai entregar o sapatinho que nunca vai ser usado e eu pensei ‘ah, vó, eu sinto muito’. Mas eu só fui lembrar do sonho no meio naquela situação de decidir, eu lembrei do sonho dela. Eu entendi errado o sonho, eu entendi que ela estava devolvendo, mas ela estava trazendo. Quando eu lembrei eu sabia: ‘é ele, é meu filho’”, lembra.
A adoção do Ari Bernardo veio em 2010 e hoje ele tem nove anos. Karem também conta como foi esse primeiro encontro com o Ari Bernardo:

Livro
O livro ‘De onde os filho vêm?’ será lançado no auditório do Center Shopping, no dia 9 de maio. No evento, além do lançamento, o empreendimento fará várias atividades especiais para as mães que passarem pelo local. O valor do livro é R$ 30 e quem tiver interesse em adquirir pode entrar em contato pelo e-mail karemsuyan@gmail.com.
A editora do livro foi Meu Sul e os parceiros são Lojas Adelino, Prodapys, Extensão X, Itesc e Silvana de Lucca por viabilizarem o livro. Também são os parceiros: Center Shopping, Hobbe Assessoria de Eventos, JC Lustres e Decor, Uaaau, Tania Artes, Evaldt Produções, Poliana Peres, Kaue Mateus Bellettini e Performance Comunicação. “Tem muito mais gente, energia e amor envolvidos neste projeto, agradeço por tudo isso. É só o começo”, acrescenta.