• Segunda-feira, 06 de Julho de 2020
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Bem estar

O relógio da vida

No amanhecer da existência, que chamamos de infância, temos a capacidade extraordinária de sonhar: o mundo da imaginação. Heróis, princesas, vilões e dragões... A luta entre o bem e o mal, ser ou não ser, viver ou morrer. Enfrentar assim, os piores inimigos e fazer deles, grandes aliados. Desistir diante das adversidades, nunca é uma opção. Sempre há um caminho a se fazer.

O real e o imaginário se confundem. O improvável se faz presente. O impossível sempre é uma possibilidade. Afinal, a imaginação nos permite tal feito. 

Mas o relógio da vida passa, e no entardecer da existência, muita coisa muda. O poder da imaginação, muito presente na nossa infância, hoje, na vida adulta tornou-se algo obsoleto. Infelizmente, o ser humano perdeu a capacidade de sonhar, de se conectar com as imagens que lhe habitam, com o que há de mais saudável em si mesmo. A imaginação é negligenciada por uma sociedade a beira do caos. A vida adulta se tornou chata, triste e sem sentido. Um dia cinzento, sem o colorido de uma vida repleta de sentido.

 E por que deixamos isso acontecer? Por que negligenciamos a criança que existe dentro de nós? Por que buscamos uma felicidade, única e exclusivamente, baseada em conquistas materiais? Por que valorizamos tanto o que há fora de nós e literalmente esquecemos o que existe dentro de nós? 

Perguntas difíceis de responder. O ser humano perdeu o rumo de si mesmo. “O felizes para sempre”, o grande final das histórias infantis, tornou-se algo inalcançável, diante de uma vida desconectada de si mesmo. Pois jamais alcançaremos a felicidade dessa forma. E o “para sempre” é muito relativo.

 Seremos realmente felizes, quando conseguirmos suportar os momentos de tristeza, naturais da vida. Seremos realmente felizes quando pararmos de valorizar aquilo que faltou na nossa história e começarmos a agradecer aquilo que tivemos e recebemos da vida. Aquilo que a vida nos presenteou. Gratos pela oportunidade de viver, de aprender e de se desenvolver. As provações e privações que vivenciamos forjaram nosso caráter. Somos o que somos, graças as experiências que tivemos, tanto as boas como as “ruins”. 

Portanto, a felicidade é uma possibilidade, para aqueles que compreendem que a vida acontece no equilíbrio. Trevas e luz, bem e mal, alegria e tristeza...Todas essas forças nos habitam. O objetivo é tornar consciente aquilo que existe em nós. Aceitando e buscando sempre ser a melhor versão de nós mesmos. Quanto mais nos relacionarmos com aquilo que existe dentro de nós, mas fortes seremos, mais inteiros estaremos e, consequentemente, mais próximos de uma autêntica felicidade chegaremos.

E assim, no anoitecer da vida, ao olharmos para trás poderemos dizer: “Valeu a pena. Vivi uma vida bem vivida!

Assim como um dia bem aproveitado proporciona um bom sono, uma vida bem vivida proporciona uma boa morte. Leonardo da Vinci

 

Psicólogo Juliano G. Cechinel

Contato: (51) 994640131

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