• Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020
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Bem estar

Vencendo a ansiedade

Além do Covid-19, o Brasil sofre uma outra epidemia silenciosa chamada Ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país possui o maior número de pessoas ansiosas do mundo. Aproximadamente 19 milhões de brasileiros (9,3 % da população) convivem com a ansiedade. 

E diante de todas as incertezas do momento atual, como não ficar ansioso? Como não ser tomado por tal sentimento? Nesse cenário de isolamento e incertezas, estar ansioso é praticamente a regra. 

O medo se apresenta e nos perturba. Quantas dúvidas, inúmeros questionamentos... Iremos morrer? A vida daqueles que amamos será preservada? Nosso emprego será mantido? Conseguirei pagar minhas contas? E a vida quando voltará ao normal? Perguntas que não encontramos respostas.

Dúvidas, lamentações, profundas reflexões...Normal? Mas o que seria esse “voltar ao normal”? Seria voltar aquela vida, onde não tínhamos tempo para nada, onde as conversas eram escassas, a presença incerta... Reflexão, não era necessário! Não tínhamos tempo para essas besteiras. 

Esse tempo passou. O aprendizado clama, a vida nos chama: para dentro, mais fundo, profundo. E lá, onde a tal normalidade da vida nunca deixou ficarmos, hoje somos obrigados a estarmos. Na companhia de nós mesmos. Olhar para aquilo que realmente importa. 

O ser humano sempre buscou fugir de si mesmo. Difícil se encarar, difícil se aceitar, mais difícil ainda se amar. A ansiedade nada mais é que uma resposta natural do nosso corpo, algo fisiológico essencial para nossa sobrevivência. Nesses momentos de preocupação intensa entra em ação um mecanismo de defesa que prepara o corpo para fugir ou enfrentar a situação. Apresenta-se uma luta interna, cujo o efeito pode ser sentido como ansiedade. Quando ela nos paralisa, bloqueando ações e impedindo o indivíduo de realizar atividades cotidianas, temos ai um grande problema. Buscar ajuda profissional se faz necessário, isso é sinônimo de lucidez. 

Em tempos como este, devemos priorizar a busca pela nossa saúde mental e física. Buscando aprender a controlar e conviver com a ansiedade. Manter-se atualizado diante desse cenário pandêmico se faz necessário, mas devemos estar atentos aos excessos de informações. O trabalho das mídias é apresentar os fatos, mas cabe a cada um filtrar os mesmos.

 Nesses momentos devemos colocar nossa saúde mental em primeiro lugar. Buscando organizar uma rotina diária, tendo momentos para si mesmo. Filmes, livros, atividades expressivas (pintar, desenhar, escrever...) se fazem extremamente úteis. Poder expressar suas emoções através da arte, pode ajudar a aliviar as tensões, eliminando as angústias e os medos. E nem preciso falar da importância da prática de exercícios físicos. O quanto eles ajudam no combate ao estresse, a ansiedade e a depressão.

Enfim, que possamos, mesmo nesse momento caótico, estarmos conscientes do nosso papel enquanto humanidade. Quanto mais nos conhecermos, melhor nos relacionaremos com nossas emoções e sentimentos e dessa forma teremos uma vida mais plena, muito mais feliz.

“Quem sofre pelo futuro ou rumina o passado destrói o único tempo em que é possível ser feliz, saudável e desestressado: o presente.” Augusto Cury

 

Psicológo Juliano Cechinel

Contato: (51) 994640131

 

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