• Domingo, 29 de Novembro de 2020
  1. Home
  2. Política
  3. Candidato reclama que comprou votos, mas não se elegeu

Política

Candidato reclama que comprou votos, mas não se elegeu

Candidato derrotado no pleito legislativo de Araranguá fez um desabafo via WhatsApp. Disse que contava com pelo menos 700 votos e acabou recebendo menos de cem. O cidadão diz não entender o que aconteceu, afinal de contas, relata ele, teria passado a noite de sábado para domingo distribuindo ranchos e dinheiro para garantir a eleição. No embalo, cita nome de apoiados e enfatiza que só haveria uma explicação: Deus teria apagado os votos dele da urna eletrônica, prevendo que a vida pública poderia lhe fazer mal. Infelizmente esta é uma triste realidade que nos acomete. A compra de votos nas eleições municipais tem marcado de forma significativa o destino de nosso país. Infelizmente, um destino sempre para pior.  

 

A polêmica das 13 vagas na Câmara de Sombrio 

Encerrada a eleição municipal em Sombrio, um tema passou a dominar a política local: a discussão quanto a possibilidade do município passar a ter 13 vereadores a partir da próxima legislatura, a ser iniciada em janeiro. Atualmente, Sombrio tem 11 vereadores, já que na eleição de 2016 o município contava com menos de 30 mil habitantes. De acordo com a Constituição Federal, municípios entre 15 mil e 30 mil habitantes precisam ter 11 vereadores. Entre 30 mil e 50 mil o número de vereadores sobe para 13. De acordo com a atualização do Censo Demográfico do IBGE, realizado neste ano, Sombrio tem cerca de 30.700 habitantes, o que o credencia a ter mais duas cadeiras na Câmara Municipal.  

De acordo com a legislação, o jogo eleitoral precisa ser adequado um ano antes da eleição. Como a eleição deste ano estava marcada previamente para acontecer no dia 4 de Outubro, então a Câmara Municipal de Vereadores deveria ter solicitado à Justiça Eleitoral, até dia 3 de Outubro de 2019, que o número de cadeiras no legislativo municipal fosse aumentado de 11 para 13. Só que isto não foi feito.  

Pelo crescimento demográfico do município, já em 2019 havia mais de 30 mil habitantes em Sombrio, mas, mesmo assim, não foi solicitado o aumento de cadeiras. Agora, o assunto volta à tona, principalmente porque nem todo vereador que foi eleito no último domingo de fato conseguirá assegurar seu mandato. É que existem quatro candidatos que aparecem no sistema do TRE como impugnados, mas seus votos deverão ser liberados. Isto fará com que haja uma reconfiguração no que diz respeito aos eleitos, fazendo com que candidato que se elegeu perca o futuro mandato, e candidato que não se elegeu ganhe uma vaga. A solução para agradar gregos e troianos seria fazer valer o tal direito a 13 cadeiras legislativas. O sistema eleitoral brasileiro é bastante rígido e, dificilmente, as regras do jogo serão alteradas depois dele já finalizado. Nenhum juiz, no entanto, está escape de uma boa conversa.  

 

Vários líderes antigos foram derrubados nas urnas  

Urnas foram ingratas neste ano com vários líderes políticos históricos na região. Em Turvo, Pisca Dagostin (MDB) não conseguiu se eleger prefeito, depois de cinco mandatos consecutivos como vereador, e mais um como vice-prefeito. Em Araranguá, o vereador Jacinto Dassoler (PP), que está no legislativo desde a década de 1990, também não conseguiu se reeleger. Em Sombrio, Nego Gomes (MDB), que tentava o quinto mandato de vereador, também não foi reeleito. E assim estão multiplicados os casos por toda região. A onda de renovação na política, iniciada em 2016, e acentuada em 2018, de fato, parece que não vai parar tão cedo.  

 

Mulheres foram bem votadas em São João do Sul  

Mulheres mostraram sua cara na política em São João do Sul. Das nove cadeiras no legislativo, três foram conquistadas por elas, e as duas primeiras vagas de suplentes também estão reservadas às mulheres. Isto significa que se dois homens eleitos no último domingo, numa justa homenagem, solicitarem licença por um período, a partir do ano que vem, a Câmara de Vereadores de São João do Sul seria composta por cinco mulheres e quatro homens. Todas estavam irmanadas ao projeto de reeleição do prefeito Moacir Teixeira (MDB), eleito com a maior diferença percentual de nossa região: 72% dos votos.  

 

MDB pode viver impasse regional por conta da derrota em Turvo  

MDB da região passa a viver uma incógnita por conta da derrota da sigla na disputa eleitoral deste ano em Turvo. É que, em princípio, as apostas dão conta de que o prefeito Tiago Zilli será o candidato da sigla a deputado estadual, por nossa região, em 2022. Todavia, agora, Tiago está em um cenário em que não elegeu seu sucessor. Das duas, uma. Ou ele encara mesmo assim uma disputa legislativa estadual, ou o MDB tentar criar um outro nome para o próximo embate eleitoral. O grande problema desta decisão é que ela só deverá se dar no final do ano que vem. É que Tiago já disse, mesmo antes do pleito deste ano, que dedicará boa parte de 2021 aos negócios da família, e não quer falar em política eleitoral por um bom tempo. Até lá, fica o mistério. 

Incêndio em Turvo nessa madrugada (19) Próximo

Incêndio em Turvo nessa madrugada (19)

Moradores fazem protesto e impedem tráfego de caminhões que desrespeitam decreto Anterior

Moradores fazem protesto e impedem tráfego de caminhões que desrespeitam decreto

Inscreva-se em nossa Newsletter

Fique por dentro das nossas novidades.