• Sábado, 27 de Fevereiro de 2021
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Política

Choque de gestão

Secretário alerta sobre débitos de aproximadamente R$ 1 milhão em ações trabalhistas e desajustes, mais dívida ativa de R$ 80 milhões e gastos de R$ 6milhões anuais em convênios

 

Novo secretário de Administração de Araranguá, Volnei Roniel Bianchin da Silva, Rony da Silva, ex-presidente da Câmara de Vereadores, já tem em mãos, importantes subsídios sobre a situação do Município.

Uma de suas maiores preocupações é definir uma fórmula de resgatar a dívida de aproximadamente R$ 80 milhões decorrentes da dívida ativa - quando o contribuinte deixa de pagar débitos, como IPTU, ISS, entre outros.

Segundo ele, os valores devidos terão que ser ajuizados e cobrados pelo Município. “Esses débitos vinham literalmente sendo empurrados com a barriga. Assim, o acúmulo de valores afetava diretamente sobre a receita do Município, inviabilizando, maiores investimentos em obras, bem como ampliação e maior qualificação dos serviços públicos. Essa inércia acaba prejudicando a coletividade”, ponderou.

AÇÕES TRABALHISTAS E DESAJUSTES

O secretário também lamentou a existência de dívidas na ordem de 800 mil a um milhão de reais devido a ações trabalhistas, questões e erros lamentáveis praticados pela antiga Administração Municipal. “Quem acaba pagando esta conta são os munícipes que deixam de receber novos projetos, obras e melhorias”, salientou.

R$ 7 MILHÕES EM CONVÊNIOS

Rony da Silva revelou ainda que, em ação conjunta as secretarias de Administração e Finanças estão providenciando uma criteriosa análise dos contratos firmados pelo último governo junto a entidades assistenciais e beneficentes, entre outras. “Números preliminares indicam que só no ano passado foram investidos cerca de sete milhões de reais nessa espécie de modalidade.

Estamos verificando caso a caso para saber quanto cada entidade receber, onde aplicou estes recursos e, também se os serviços previstos foram realmente executados”, comentou.

O objetivo, de acordo com ele, é garantir maior transparência, dinamizar os serviços e reduzir despesas. “Além disso, existem situações pontuais onde o trabalho fruto destes convênios pode ser feito pelo próprio município”, enfatizou.

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