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A história do Ironman de Araranguá

Triatleta Rafael Alves contou como foi a preparação para realizar seu sonho

Ser um triatleta era um sonho antigo. Começou no ano de 2003, quando o bombeiro Rafael Alvez tinha apenas 18 anos. Ele tinha acabado de finalizar uma prova de salvamento aquático, que é realizada pelo Corpo de Bombeiros todos os anos, e por vista conheceu um homem que fazia triatlo.

“Ele jogava bem, corria muito bem e aquilo chamava atenção. Curioso, eu perguntei a um amigo quem ele era. Ele me contou que o cara era triatleta e que já tinha participado algumas vezes do Ironman. Fiquei me questionando o que era um triatleta e o que era o Ironman”, contou.

O amigo explicou que tratava-se de uma prova que envolvia nado, pedalada e corrida por grandes distâncias. “Eu achei massa. Me chamou a atenção. Me despertou o interesse em fazer aquilo. Só que é um esporte que não é barato. Os equipamentos e provas são bem caros. Então, ficou sendo apenas um sonho por aproximadamente 15 anos”, revelou o triatleta.

No ano de 2017, com a aquisição de uma bicicleta apropriada, Alves sentiu que aquele era o momento. A partir daí, ele começou a treinar e realizar provas para se preparara para o grande desafio. “Na primeira prova que eu fiz, tive um resultado bom e já pude buscar patrocinadores. Eu tinha a ideia de ser o primeiro araranguaense e morador da Amesc a completar o Ironman”, lembrou.

Para o atleta que também é Bombeiro Militar, a profissão também o ajudou na preparação física. “Uma boa parte dos profissionais desta área buscam ter um bom condicionamento físico, porque é necessário. A escala de trabalho também me permite treinar bastante, eu trabalho um dia e tenho dois de descanso, onde eu busco adequar os treinos para cumprir a minha planilha”, explicou.

Paixão pelo esporte

Alves conta que o esporte sempre fez parte de sua vida. Já aos 14 anos ele começou a surfar. “Sempre gostei de esportes com adrenalina. Isso sempre me chamou atenção. Depois eu comecei a pedalar de forma recreativa. O pedal só se tornou uma competição para mim nestes últimos dois anos”.

Treinamento

Foi no mês de junho de 2017, há exatos dois anos, que o bombeiro resolveu treinar para triatlo. Para Ironman, que exige um treinamento mais intenso, foram quatro meses de treino. Os treinos mais longos para a tão esperada prova teve um preço: uma lesão na canela, conhecida como canelite.

“Essa canelite veio acompanhada de uma pequena fratura, que é uma lesão por estresse que acabou sobrecarregando o osso. Desta forma, tive uma fratura na tíbia e no pé. Isso foi algo que me preocupou bastante, porque a qualquer momento poderia romper de forma total. Ou seja, o osso poderia partir ao meio”, revelou.

A solução foi diminuir a carga e fazer treinos mais curtos. “A corrida era algo que preocupava bastante. Para a natação e a bike eu estava tranquilo, mas a corrida para mim era uma caixinha de surpresas. Não sabia o que ia acontecer depois do quilometro 25. Mas deu tudo certo e só fui sentir dor no quilometro 29”, contou.

“Toda volta que eu fazia, eu conversava com o meu treinador e ele me perguntava como eu estava. Eu falava que não sabia o que estava acontecendo, mas não sentia nada. Ele disse pra eu manter. Antes de fechar a terceira volta, eu senti muita dor, eu encontrei ele e ele me disse algo que me marcou muito: ‘Rafa, agora já foi. Esquece o corpo e corre com o coração!’. Faltava um volta, eu comecei a chorar”, relatou.

   

Significado

Para Rafael Alves, completar o Ironman foi a realização de um sonho que traçou há muitos anos. Ele conta que o desafio sempre chamou sua atenção e foi o que o motivou a seguir em frente. “Se fosse fácil todo mundo faria. Na verdade, qualquer um tem como fazer, mas tem que ter esforço. Treinar, se alimentar bem, dormir bem e realmente cumprir o que for preciso”, explicou.

Texto: Clara Floriano

Fotos: Júnior Melos

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