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A importância da mãe da mãe

Tudo bem confesso que é clichê fazer uma temática relacionada ao dia das mães bem na semana da data. Mas fala sério, tudo que é clichê só tornou-se assim porque deu uma boa repercussão. Além do mais, na semana dessas datas comemorativas nossos corações sempre ficam mais reflexivos, isso inclui o meu.

Bom, vocês sabem que eu amo falar sobre o amor de mãe. Em todos seus nichos ou seja: o amor da mãe para com o filho, o amor do filho para com a mãe etc. Porém a ideia hoje é trazer um pouco da imensidão que é você tornar-se mãe e passar a enxergar a SUA mãe de uma nova forma (lembrando que talvez a pessoa que exerça esse papel na tua vida pode ser sua vó, tia, até sogra.)

Quando ficamos grávidas nossas mães levam um choque. Não importa quantos anos você tenha. Já pensou como deve ser maluco você parir uma menininha e sei lá, uns 25 anos depois essa menininha parir outro bebezinho? Quando ganhamos nossos bebês, tudo que eles mais precisam é de nós: as mães, e por mais engraçado que seja, quando ganhamos nossos filhos tudo que mais precisamos é das nossas mães. A frase “eu quero a minha mãe” é dita por nós desde os 2 anos de idade nas mais variadas situações. Impressionante como ela nunca mais sai do nosso vocabulário. Você pode crescer e ficar maior que ela, pode cuidar mais dela do que ela de você. Mas cara, o colinho de mãe e a segurança de saber que ela está ali é inexplicável.

Minha mãe levou um tiro no peito quando soube que eu estava grávida. Tá meu pai também, várias pessoas também mas a minha mãe que é uma rocha de forte queria se desmanchar, mas eu precisava dela e ela não desmanchou! Os outros sim: choraram, fugiram, se afastaram. E pouco me importou porque quando minha mãe me perguntou como eu estava eu disse que só faria isso se ELA estivesse comigo! E ela esteve.

Em todos os exames, todos os vômitos, enjoos ela esteve. Quando eu recebi a notícia que tanto temia (fazer uma cesária), o pai do Pedro veio pra sala onde eu estava colocar aquelas vestimentas para poder me acompanhar na cirurgia e eu disse a famosa “eu quero a minha mãe”. E ela esteve na minha cirurgia. Quando disse naquele dia do susto que só conseguiria se ela estivesse comigo eu estava certa. Eu não teria conseguido MESMO sem ela. E quando ela me disse que faria tudo que pudesse, ela também estava certa. Fez e faz até hoje tudo o que pode.

Não me refiro a apenas as ajudas: cuidar do Pedro, me trazer lanches de madrugada pra eu não passar mal quando amamentava, me ajudar no banho enfim todas as milhões de coisas que por mais que o seu marido faça nunca vai chegar aos pés de como a sua mãe faz. Mas também a questão emocional sabe. Eu simplesmente não posso imaginar o quanto deve doer para uma mulher passar o dia das mães sem a sua, mas pior: ter um bebê sem ter a sua mãe.

Eu me tornei mãe e tudo que eu mais precisava era da minha! Era chorar no seu abraço, era desabafar com alguém que realmente entende o quanto nos culpamos por não sermos as mães que idealizamos, era fazer o Pedro dormir no meu colo e depois deitar no dela pra lembrar que eu ainda sou filha e que não tô sozinha. A gente se torna mãe e do nada

queremos ser a mãe de tudo e de todos. Dar conta de tudo, ser aquela mãezona que cuida da casa, do filho, dos amigos, dos bichos. Este instinto ficou forte em mim! Eu saio com 17 anos dizendo pra todos por aí colocarem casaco porque vai esfriar e dando meu colo para os outros chorarem. A única pessoa que consegue me fazer lembrar que eu não sou responsável por tudo isso e que eu ainda sou um bebezinho que merece colo é ela.

A minha mãe nunca foi (e ela encara isso como uma crítica mas não é) daquele tipo de mãe tradicional em vários sentidos. Minha mãe é original, diferentona e despachada. Mas é a minha mãe, sabe? A minha sogra, ou a minha madrasta, ou a minha irmã talvez sejam mais desse tipo, mas elas não são a minha mãe, entende? Aqui em casa gente ri porque eu digo que o meu colo é “seco” porque sou magrela, então tecnicamente o Pedro deveria não ficar tão confortável, mas eu posso ter todos os defeitos do mundo, o meu colo pode ser meio durinho mas é o colo da mãezinha dele. É uma analogia perfeita, não é?!

Muitas leitoras minhas não tem filhos ainda, então se este é o seu caso tire proveito do que foi dito aqui e olhe para sua mãe de outra forma. A gente sempre “quer a nossa mamãe” e a gente sempre vai querer. Porque elas são únicas. E fico feliz em saber que sou isso tudo que minha mãe é pra mim, para o Pedro. Talvez nem tanto porque ao longo da vida ele ainda vai descobrir muito mais do que sou pra ele, assim como eu descobri muito mais do que minha mãe é pra mim. Ser filha é mesmo muito incrível, ser mãe ainda mais. Mal posso imaginar oque é ser avó.

Muito obrigada mãe, por absolutamente TUDO. Te escolhi e te escolheria de novo. Dica: mandem o link dessa coluna para suas mães e acrescentem um “obrigada por tudo mãe”, vale bem mais que uma panela antiaderente. Com muito carinho, compartilho mais este tópico contigo! Espero que tenhas gostado.

Por Sofia Dessuy

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