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‘Abate porco’ vira golpe que esvazia a conta bancária da vítima. Entenda!

Bandidos não pedem dinheiro à vitima, mas fazem "engorda" antes do abate. O segredo é a abordagem e como atuam nesse período.

Um golpe que aparentemente tem origem no Chile chega ao Brasil e começa a ganhar força. A fraude já ganhou nome, batizada como ‘abate porco’, mas há uma explicação para isso. Tudo acontece via redes sociais, preferencialmente pelo WhatsApp, mas também pode ocorrer via Linkedin, por exemplo.

Chama atenção a metodologia, porque envolve longo tempo até que a ação seja efetuada. Daí o nome “abate porco”, justamente por ser necessário esse “período de engorda”. Um outro detalhe é que os bandidos não pedem dinheiro diretamente, mas o fazem de modo que a vítima pense que está investindo.

Como funciona

Primeiro os golpistas se aproximam de uma vítima em potencial, por meio da internet, seja por redes sociais ou aplicativos como o WhatsApp. Normalmente informam que chegaram ao contato da pessoa por indicação de um terceiro. Alegam também ter o número salvo no celular porque se conheceram em algum lugar, sempre com um argumento vago. Muitos acreditam e se deixam lavar.

 
Bandidos não pedem dinheiro à vítima, mas fazem uma engorda antes do abate – Foto: Pixabay/Divulgação
 

A partir daí se inicia o período de engorda. Os golpistas fazem contato quase que diário, conversando sobre assuntos do dia a dia, notícias, como se faz normalmente nesse tipo de relacionamento. Assim, se estabelece uma relação de confiança, uma proximidade virtual.

Em seguida, os bandidos começam a falar sobre sistema financeiro, investimentos e coisas do tipo. Quando atraem a atenção da vítima para o tema, passam a sugerir aplicações que teriam bom retorno financeiro. Eles sugerem uma plataforma específica online de investimento, fazendo com que a vítima pense que está agindo por conta própria.

Porco abatido!

Só que essa plataforma – que pode ser um aplicativo ou um site – pertence aos golpistas. Logo depois que o dinheiro é aplicado, ela simplesmente some, sai do ar, junto com os recursos aplicados. E a vítima fica sem o retorno do investimento, bem como seu dinheiro aplicado. É o abate!

Em entrevista à BBC Brasil, o agente da Polícia de Investigações do Chile, Luis Orellana, disse que a prática lá é corriqueira. De acordo com o policial, é uma “metodologia nova, com técnicas semelhantes àquelas utilizadas nos golpes amorosos do Tinder, por exemplo”.

“A diferença deste delito é o tempo dedicado pelos criminosos para ‘engordar’ a vítima antes de ‘abatê-la’, depois que o investimento é feito”, explicou.

A recomendação é que jamais misture as amizades virtuais com dinheiro ou investimentos. Desconfie sempre quando o assunto cair nesse ramo, pois normalmente é golpe. Conforme explica o agente, “não existe dinheiro fácil, sobretudo na internet”. O máximo que se consegue é um buraco nas contas bancárias.

Fonte: ND Mais

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