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Adiado ICMS do agronegócio

Na reunião com o setor agropecuário não restou alternativa ao governador Carlos Moisés, teve que recuar no caso do ICMS sobre os defensivos agrícolas. A reunião aconteceu na tarde desta quinta-feira. A isenção sobre os defensivos agrícolas será mantida até o dia 31 de dezembro deste ano. A partir de 2020 haverá taxação de escalonada de acordo com o grau de toxidade dos produtos. A decisão agrada o setor, pois permite iniciar o período de plantio com mais tranquilidade. Já em relação à proposta a ser adotada no ano que vem leva-se em conta que temos pela frente uma reforma tributária que pode regular a competitividade dos Estados, que é uma das preocupações que havia em decorrência do que o governo vinha anunciando.

Políticos excluídos

Mais uma vez o governador cometeu um erro estratégico ao pedir para que a reunião sobre os defensivos agrícolas fosse sem a presença dos deputados. Isso porque o setor do agronegócio tem se apegado ao parlamento para reverter a decisão. Tanto isso é verdade que a maioria dos dirigentes agropecuários saiu da reunião com o governador e passou a procurar os deputados para agradecer e informar sobre o anunciado pelo governador. Já os deputados “cravam” mais uma punhada nas costas e guardam isso como crédito político junto ao governador. Na hora certa devem cobrar.

Moisés caiu no alçapão

Foi bem mais fácil do que os adversários do governador Carlos Moisés esperavam. Ele procurou sozinho o caminho da arapuca e ainda puxou o fiozinho para a casa cair sobre a sua cabeça. Desde que assumiu o cargo a torcida por sua queda vem crescendo e as chances de isso acontecer crescem na mesma proporção. Se mantiver o ritmo da marcha atual ele não conclui o governo. Isso não é previsão, mas sim uma percepção lógica dos fatos de um mundo que Moisés parece desconhecer. Se o poder embriaga o bom de vinho da agronômica está cambaleando. Tem gente tão afoita que já analisa como seria o seu impeachment. É como se o suicida usasse a própria arma, quando ele balança – e deve cair – implodindo a sua ponte no próprio partido. Como espectadores de camarote os seus adversários só assistem o desastrado governo.

Santa ingenuidade

De quarta-feira, quando surgiu a informação de que o governador estava pedindo a expulsão da Jessé Lopes e Ana Campagnolo, até esta quinta-feira o discurso dos dois se tornou ainda mais contundente. Ao contrário do que se poderia imaginar, os dois foram para as redes sociais e os microfones que os oferecem e metralharam Moisés. Ouvi do próprio Jessé que “ele – o governador” deveria assumir que quer expulsá-los e não jogar no colo da Executiva estadual ou nacional. Ora, será que Moisés pensou que pediria a expulsão e nenhum político revelaria isso para os possíveis expulsos??? É muita ingenuidade.

Texto: Joâo Paulo Messer

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