Agricultores de Balneário Gaivota reclamam da situação de abandono em que o setor se encontra. Segundo eles, a falta de apoio ao homem do campo, por parte dos órgãos públicos que coordenam a agricultura, acaba desestimulando a produção.
Na comunidade de Estiva do Rodrigues o produtor de maracujás, Leandro Pugens dos Santos, de 33 anos, conta que, por meses solicitou o trabalho de uma retroescavadeira e nunca foi atendido. Ele explica que está inscrito no projeto Mudas Seguras da Epagri, e que precisava preparar um terreno para a construção de uma estufa de produção das mudas de maracujá. No entanto, de acordo com o agricultor, após meses tentando conseguir a liberação da máquina acabou tendo que contratar um serviço privado. “Eu procurei a Secretaria de Agricultura e falaram para solicitar no setor de Obras. Chegando lá, fui informado que deveria falar com o operador da retroescavadeira. Por fim o operador me informou que o equipamento estava ocupado e que colocaria meu nome na relação. Só que o tempo foi passando e nada de me ajudarem. Sem contar que a máquina passava vários dias estacionada, sem realizar nenhuma tarefa. Por fim percebi que estavam me enrolando e nada seria realizado”, lamenta Leandro.
O agricultor e pescador, Manoel Jorge Porto, de 63 anos, conta que precisou abrir um valo em sua propriedade, com o objetivo de fazer um porto de ligação com a lagoa onde pesca. Segundo ele, após cinco meses solicitando o equipamento, nas secretarias de Pesca e Obras, a máquina veio fazer o serviço. No entanto, a surpresa maior foi quando o trabalho ficou pronto e o operador perguntou se podia imprimir os boletos para o pagamento do trabalho. “Levei um susto, então, mandei garrar vergonha na cara e disse que não pagaria boleto algum. Eu tinha solicitado uma ajuda para o trabalho e em nenhum momento me informaram que precisaria ser pago. Nós pagamos um monte de impostos e quando precisamos de uma ajuda acontece uma coisa dessas”, reclama o senhor. (AGSN)