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Centenária! Com 100 anos, Dona Flor Costa revela segredo para vida longa

Araranguá

Em um de seus diários, certa vez a escritora Virginia Woolf (1882-1941) disse não acreditar no envelhecimento, mas sim em mudanças da alma. “Eu acredito em alterar para sempre o aspecto de alguém para a luz. Eis o meu otimismo”, escreveu a intelectual britânica. A reflexão, que transborda sabedoria e resiliência, foi feita em 1932, parece servir como luva para Florisbela Alves Costa, a Dona Flor, araranguaense simples, que viveu sua infância na comunidade de Lagoa da Serra, hoje com 100 anos, e que provavelmente nunca soube da existência de Woolf.

Araranguaense

Dona Flor sempre morou em Araranguá, terra onde nasceu, cresceu, e constituiu família. Até os 13 anos, ela residia com a família na localidade de Lagoa da Serra. A subsistência deles provinha da labuta da terra. Aos 9 anos de idade foi preciso superar a precoce perda da mãe. Já aos 13 anos foi a vez de mudar de endereço, transferindo-se para a moradia da prima, na comunidade do Caverazinho, outra região que na época era essencialmente agrícola.

Amor Eterno

Dona Flor casou-se aos 16 anos com Otávio Heleodoro Costa, que foi seu companheiro, amante, confidente, amigo e parceiro. “Foi amor à primeira vista. A mãe estava noiva de um rapaz, mas conheceu o finado pai – que se apresentava em uma banda musical - durante um baile. Houve troca de olhares, bilhetes com recados e aquela afinidade foi arrebatadora”, conta Maria Aparecida Costa, a Cida, ex-secretária municipal de Saúde, ex-secretária municipal de Governo e terceira mulher a conseguir eleger-se vereadora em Araranguá.

Cida Costa, aliás, é exemplo da “veia política”, uma das características da família, que desde cedo aprendeu a defender os interesses da comunidade, lutando por melhorias e defendendo a igualdade. “Além de ingressar no setor público, vários integrantes da família são pequenos empreendedores, atuando em diferentes setores, mas trabalhando para garantir renda e, ao mesmo tempo, contribuindo na geração de impostos e criação de postos de trabalho”, observa Cida Costa.

Esfera Política

Além dela, a família descendente de Dona Flor e o esposo Otávio Heleodoro Costa – que empresta seu nome para à rua onde vários membros da família residem, no Bairro Coloninha - também revelou para a política, o ex-vice-prefeito e ex-diretor de Obras, Habitação e Serviços Urbanos de Maracajá, Everaldo Pereira (Everaldinho); o ex-vereador, atual suplente e ex-presidente da Câmara de Araranguá, Ozair da Silva (Banha); o ex-vereador, atual vice-prefeito de Araranguá, Cristiano da Silva Costa (Tano). O trio de agentes públicos, está entre os netos do casal.

Família Une Gerações

A família, aliás, sempre foi motivo de orgulho e alegria para Dona Flor. Tornou-se tradição anual promover uma festa para celebrar o aniversário dela. O evento, cuja a sede é o Bairro Coloninha - une diferentes gerações de descendentes. O casal teve 18 filhos, quinze deles vivos – Janete, Josefa, Fátima, Maria, Jovita, Isaurina, Cida (sete mulheres), mais Mozart, Otávio Heleodoro, José Otávio e Edemar Otávio, além de 41 netos, 58 bisnetos e 15 tataranetos.

Quisera o destino que, nesta quarta-feira, 17 de novembro, data do aniversário de Dona Flor, ela recebesse como presente a benção do nascimento da tataraneta Rafaela. “À festa de aniversário para nossa progenitora foi crescendo ano após ano, na mesma proporção que a família foi recebendo novos integrantes. Devido à precaução decorrente da pandemia da Covid-19, tivemos que interromper a realização do evento, mas mesmo assim usamos a criatividade para demonstrar nossa união e apreço pela mãe, promovendo uma carreata”, comenta

Lições de Vida

Comunicativa e irradiando alegria com o centenário e história da mãe, Cida Costa revela que, Dona Flor constitui-se em exemplo de vida e fonte de inspiração: “A todo momento aprendemos com a mãe, uma centenária, que não teve oportunidade de estudar, mas compensa isto com sua ímpar sabedoria e estilo de vida. Não esqueço quando ela foi indagada pelo médico sobre qual a receita para dispor de uma perfeita saúde. Sem pensar, a resposta foi que, primeiro é necessário manter fé em Deus e, em segundo lugar, amar e dedicar-se a família. Enfim, é por estas e outras que a mãe nos privilegia com sua agradável companhia, requerendo atenção, carinho e ensinando a ter paciência e discernimento”, disse.

Gratidão

A ex-vereadora e secretária municipal salienta que, Dona Flor vive a felicidade plena. “Ela está em estado de graça e, literalmente, nos demonstra que é possível viver o céu aqui na terra”, filosofou, esforçando-se para conter as lágrimas de alegria e gratidão.

Bem acomodada em uma confortável cadeira, Dona Flor fez questão de acompanhar a entrevista, interagindo com palavras certeiras, um inigualável sorriso, muita elegância e simpatia.  Na noite que antecedeu a comemoração de seu aniversário, a centenária senhora embalava em seu colo uma boneca - sua inseparável companheira – que recebeu o nome de Maria Terezinha, cujo nome representa homenagem póstuma a uma de suas filhas, falecida ainda bebê, mas que até hoje vive na memória e no coração desta nobre vovó.

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