Uma mulher na primeira dobradinha de pré-candiadtos à prefeitura de Araranguá
De acordo com o novo calendário eleitoral definido pelo TSE, entre 16 de agosto e 15 de setembro, os partidos políticos vão realizar as convenções para escolher seus candidatos a vereador, prefeito e vice. Já entre 26 de setembro é o prazo reservado para registro das candidaturas.
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Isso significa que, até lá muitas especulações vão continuar ocorrendo, especialmente para o pleito majoritário. Sempre foi assim! O povo brasileiro adora apostar na futurologia. Nesse emaranhado de projeções, a diferença é que, no mundo político, algumas suposições são planejadas com o objetivo de literalmente “valorizar o passe” na tentativa de ampliar a conquista de espaço, enquanto outras fazem parte da chamada estratégia eleitoral. Há, ainda, o impasse na formação de coligações, problemas pessoais e imprevistos.
Em Araranguá, até agora, nomes como Cesar Cesa (MDB), Daniel Viriato Afonso (PP), Rodrigo Mattos, Tano Costa (PSD), Igor Batista Gomes (PL), Anisio Premoli (PDT), Karen Suyan (PDT) e Rodrigo Turatti (PSL) anunciaram intenção de concorrer no pleito majoritário previsto para 15 de novembro. Durante o processo político, outros pretendentes poderão surgir.
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No atual cenário, entretanto, apenas uma dobradinha foi anunciada publicamente: Ricardo Ghelere, pré-candidato para prefeito e Claudete Bianchi pré-candidata para vice-prefeita. Ambos são filiados ao PRTB, cujo maior expoente em nível nacional é o vice-presidente da República, Antônio Hamilton Martins Mourão. Além disso, pela primeira vez, eles colocam seus nomes à disposição para uma eleição municipal. Claudete deixou um bom legado à frente da Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, onde atuou três anos como voluntária e um ano como agente comissionada.
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O desafio é gigantesco, tanto para Claudete quanto para as demais representantes femininas que aspiram lançar sua pré-candidatura para a Prefeitura Municipal. Ilustramos essa tese, lembrando que, desde 1947, portanto há aproximadamente 73 anos, Araranguá não possui uma mulher governando o município. Isso só ocorreu uma vez, em 1947, com a saudosa Alzira Rabela Elias, também conhecida como Dona Zizinha ou Professora Zizinha
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Este jornalista lembra que, conheceu ela em 4 de maio de 2008, coincidentemente, dia dedicado à Nossa Senhora Mãe dos Homens, padroeira do município.
Naquela ocasião, a combinação ciclone e chuva torrencial provocou enchente no município. Com o transbordamento do Rio Araranguá, naturalmente à comunidade mais prejudicada foi à Barranca, situada às margens.
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Na época, era repórter do Jornal Destaque Catarinense (hoje Jornal Amorim). Destacado para cobertura do fenômeno, acompanhei o deslocamento do Corpo de Bombeiros.
Do outro lado do rio e durante à travessia, fiz fotos, registrei depoimentos e constatei uma aflição generalizada. Quatro dias depois, o Governo Municipal decretou "situação de emergência". Centenas de famílias tiveram que abandonar suas casas, sendo alojadas em abrigos provisórios, mas antes de deixar seus lares, muitos tentavam desesperadamente “salvar” documentos, eletrodomésticos e roupas. O tempo era escasso e a maré subia verticalmente. Para acentuar a situação, chovia intensamente.
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Só mesmo uma força tarefa, senso humanitário e mobilização para amenizar a situação e acalmar os ânimos.
Lá no Bairro Barranca, além dos bombeiros e integrantes da Defesa Civil, em meio a equipe de apoio visualizei uma mulher calçando botas de borracha, vestindo capa de chuva e exercendo múltiplas funções. Ela amparava e atendia os moradores afetados, especialmente idosos e crianças. Fiquei admirado com tamanho desprendimento e coragem.
Aguçado pela curiosidade como profissional da imprensa, procurei identificá-la, já que estava radicado na cidade há duas semanas. Na ocasião, à interlocutora pediu para não conceder entrevista (nem havia tempo para isso). Ali conheci e comecei à acompanhar quem é Claudete Bianchi.
Texto: João Carlos Silva – JPSC 02012