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Conheça o centro de tratamento contra a dependência do álcool e outras drogas Livre Viver de Praia Grande

Em Praia Grande, o Centro de Tratamento Livre Viver, acolhe dependentes de álcool e outras drogas há 15 anos e precisa de ajuda para continuar suas obras. A Associação realiza um trabalho filantrópico, sem fins lucrativos, com acolhimento de pessoas com problemas de alcoolismo e dependência química. Vale lembrar que a dependência é uma doença qualificada e reconhecida pelo Código Internacional de Doenças.

O Centro foi fundado em junho de 2006, por um alcoólatra em recuperação, Manoel Jairo da Silva Santos, inspirado por sua irmã que, já tinha na época, uma comunidade terapêutica de mesmo nome em Balneário Camboriú.

Em um terreno seu localizado no Alto da Esperança, ele fundou uma comunidade terapêutica, para lutar contra a dependência do álcool e outras drogas, salvando vidas.

Hoje, além do Jairo, sua esposa e filhos desenvolvem este trabalho na Associação Antiálcool e Dependência Química de Apoio às Famílias do Extremo Sul Catarinense Viver Livre.

O Portal Uaaau conversou nesta manhã com a psicóloga Monalice Damiani, filha do seu Jairo, para entender mais sobre o trabalho realizado pela Viver Livre e te contar como ajudar esta instituição.

A construção do Centro

Monalice relata que a instituição viveu e vive até hoje de doações: “São muitas lutas que a instituição percorreu. As angariações para arrecadar alimentos e material de construções eram feitas pelos próprios residentes, juntamente com um responsável ou monitor. Muitas vezes Jairo precisou pedir dinheiro para gasolina, pois não tinha créditos na cidade, eram muitas dificuldades vivenciadas.”

Antes, ainda não havia uma ponte para se chegar ao Centro e era preciso atravessar um rio. Nos dias de chuva intensa, quando o rio aumentava seu fluxo era ainda pior, mas seu Jairo não desanimava: “Ele passava o rio para ir atrás de alimentos, e outras necessidades.”

Toda a instituição foi construída por acolhidos e por ajuda de pessoas que doavam os materiais. “As famílias não tinham condições de pagar pelos seus acolhidos, como até hoje muitas não tem, são muitas famílias de baixa renda. Dito isto, Jairo sempre afirma: ‘Não construí, veio de Deus’.”

Público e trabalho

O principal público atendido pela Viver Livre são os dependentes químicos e alcoólicos, entre 18 e 65 anos, do sexo masculino, em especial aqueles do extremo sul de Santa Catarina.

A capacidade máxima é de 32 vagas. “Temos por meta a conscientização dos malefícios causados pelo álcool e pelos entorpecentes e, principalmente, a ajuda na recuperação e ressocialização das pessoas que têm a vontade de se verem curadas desses vícios, destas doenças que acabam com vidas, não só de quem usa, mas de quem convive com os usuários”. Conta Monalice.

O principal trabalho realizado pela Instituição é contribuir para sua reabilitação e desintoxicação, feitos através de atendimentos em grupo e individuais, atividades ocupacionais, e palestras sobre suas dependências, os riscos a sua saúde, vida e dos transtornos que causam às pessoas a sua volta, principalmente aos que amam, além de espiritualidade.

Acompanhamento de cada caso

O Centro tem uma estrutura de funcionamento que conta com uma secretária, uma manipuladora de alimento, duas psicólogas, coordenadores e monitores aplicando palestras. O popular 12 passos do Alcoólicos Anônimos e dos Narcóticos Anônimos é um dos mais importantes temas das palestras.

Segundo Monalice “Dependendo do caso clínico, a pessoa é encaminhada ao médico tanto na Unidade Básica de Saúde como também o Hospital. Entretanto, se precisar ainda de atendimento odontológico, dependendo do motivo é encaminhado a Unidade Básica de saúde ou particular caso a família colaborar.”

Missão, Visão e Valores

Missão: buscar a recuperação e o apoio aos dependentes químicos e alcoólicos, e suas famílias, sendo estas, as que mais sofrem com a situação.

Visão: Ser uma referência no estado, visando uma melhoria, um trabalho digno quanto a sua dependência, e de ressocialização devolvendo-os para a sociedade, em sã consciência de que os mesmos podem ter um convívio social normal e harmonioso com os demais, além de fazer um trabalho com a família do acolhido, pois essas pessoas mais do que qualquer outra, são peças importantes e fundamentais na recuperação do mesmo, pois a família é o alicerce para qualquer ato na vida do acolhido, e o maior apoio na sua recuperação e ressocialização.

Valores: Acolhimento digno, respeito, confiança, sustentabilidade e plano de recuperação ao acolhido.

Reconhecimento Público

“A Comunidade Terapêutica hoje é reconhecida. Participamos do Programa Reviver, desenvolvido pelo governo do estado, que cada instituição cadastrada tem direito a acolher 10 pessoas, o que facilita e é o que mantém a instituição. Como também Prefeitura de Praia Grande, São João do Sul tem convênio com a instituição, bem como, a Prefeitura de Forquilhinha que se paga por acolhido que é encaminhado do município.”

Ela elucida um ponto muito importante no tratamento dos dependentes: “Para ser encaminhado à comunidade terapêutica, a pessoa precisa ir por livre e espontânea vontade. É preciso passar por avaliação medica e necessita de encaminhamento medico, testes rápidos de HIV, hepatite B e C, sífilis e, devido a pandemia, é exigido teste do Covid. Caso a pessoa faça uso de medicação precisa de receita médica.”

Ajuda para continuar os tratamentos

A Comunidade terapêutica está precisando de doações de alimentos, roupas de inverno masculina, já que é bem comum o Centro receber muitas pessoas que não têm nada para vestir.

Outra importante maneira de ajudar é através de tempo e conhecimento: “Recebemos também profissionais ou até mesmo acadêmicos que queiram fazer trabalho voluntário.”

Para ajudar ou tirar dúvidas, basta entrar em contato: (48) 99114347 ou 991095911.

Fonte: Potyra Pereira com informações de Monalice Damiani

 

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