Uma grande ação está envolvendo municípios da Amesc, políticos, familiares de pessoas com deficiência e toda a sociedade. O projeto Residência Inclusiva do Extremo Sul Catarinense, idealizado por Andreia Soterio, contou inicialmente com a ajuda de Flaviana Rocho e o Jailson Mota Luiz. A ideia inicial tomou corpo e hoje conta com muitas pessoas envolvidas, que abraçam a causa e a ideia da residência segura.
O Portal Uaaau conversou com Flaviana Rocho para conhecer melhor o projeto da instituição. Flaviana é moradora de São João do Sul, mãe de um menino Autista de 10 anos e secretária do Conselho da Pessoa com Deficiência de São Joao do Sul - Compedesjs e do Conselho Municipal da assistência social – Cmas e diretora da APAE do município.
Ela contou ao Portal Uaaau sua principal motivação para este projeto: seu filho. “A grande preocupação das mães de pessoas com deficiência: e se eu morrer? Quem vai cuidar do meu filho?”
Flaviana relata uma triste e desconhecida realidade, “Muitas pessoas com deficiência, hoje, estão nessa situação: perderam seus pais, estão na responsabilidade de terceiros que, muitas vezes, não entendem a deficiência. Em muitos, muitos casos, abusam dessas pessoas emocionalmente, financeiramente, sexualmente e infelizmente, até violências de todos os tipos. Lutar pela Residência Inclusiva é saber que terá um lugar para meu filho ir caso um dia ele precise.”
Ela completa seu relato citando casos em nossa região: “Existem histórias muito tristes aqui na Amesc, como a de um menino autista que foi abandonado pelos pais adotivos e estava dormindo na rua. Tem relato de abuso sexual, violência física e muitos maus-tratos.”
A ideia da Residência Inclusiva do Extremo Sul Catarinense é um lar para atender a pessoas com diversos tipos de deficiência, que por algum motivo, precisem de um lar, seja pela morte de seus cuidadores ou por abandono. Hoje, já são seis municípios da Amesc com queixas de abusos ou abandono de pessoas com deficiência.
“Nossa ideia inicial era atender 10 pessoas da região, hoje, nosso projeto é para 20 jovens e adultos com deficiência, que não disponham de condições de autossutentabilidade e de retaguarda familiar.”
Quem já abraçou o projeto
A Residência Inclusiva ainda precisa de muita ajuda para ser instalada, mas já conta com apoiadores:
Prefeitura Municipal de Sombrio
Prefeitura Municipal de Praia Grande
Prefeitura Municipal de Santa Rosa do Sul
Prefeitura Municipal de São João do Sul
Deputada Estadual Paulinha
Vereador Jailson Mota
Todas as 12 APAEs da Amesc
Familiares de pessoas com deficiência
Vale salientar que todos os municípios da Amesc têm representantes no grupo do WhatsApp.

Como ajudar a Residência Inclusiva
Flaviana faz um apelo para que os governantes abracem a causa e se forme um consórcio intermunicipal para manter a instituição.
Para acompanhar o andamento do projeto, siga @residenciainclusiva2021 no Instagram. Para acompanhar as ações pelo WhatsApp, entre em contato com o número (48) 991087472 e peça para participar do grupo.
Por fim, Flaviana deixa seus agradecimentos: “Agradeço aos meus companheiros de luta, Andreia e Jailson e ao nosso exército de apoiadores, representante das 12 APAES, representantes dos 15 Municípios da Amesc, vereadores, prefeitos, a liberação políticas a à deputada Paulinha. Ao prefeito Almides, de Santa Rosa do Sul que doou o terreno e ao vereador Jaison, que integralmente. Meu muito obrigada”.
Fonte: Potyra Pereira