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Dia Internacional Contra a Homofobia: consideramos justa toda forma de amor

Hoje, 17 de maio, é o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, criado para conscientizar a população sobre a luta diária contra a discriminação que sofrem homossexuais, bissexuais, transexuais e transgêneros. Este dia é de conscientização e as estatísticas alarmantes colocam o Brasil pelo 13º ano como o país que mais mata pessoas gays e trans no mundo.

Muitos e muitas sofreram preconceito, superaram, se aceitaram, foram aceitas e vivem o amor que sempre sonharam.  O Portal Uaaau ouviu histórias de quem vive o amor em sua forma mais linda: a sua, do seu jeito, sendo quem se é. Tem aquele da Sibele e da Paula que foi um encontro de almas ou o da Raquel e da Rosana que nasceu de uma amizade.

O Portal Uaaau deseja uma nova sociedade, baseada na tolerância, garantindo a representatividade, visibilidade e acima de tudo, no respeito a todos e todas.

Raquel e Rosana: Eu, moça da cidade. Ela, do campo

Raquel & Rosana, na Pousada Saltinho em Morro Grande/SC

Nosso relacionamento começou da melhor forma possível, através da amizade. Uma paixão nasceu de repente, não esperávamos por isso, duas mulheres tão diferentes, gostos tão diferentes. Eu, moça da cidade. Ela, do campo, 8 meses depois eu estava pedindo ela em namoro no almoço com a família na casa dela, foi tão emocionante

Raquel Conceição

Porque só o amor gera a transformação que a nossa sociedade precisa.

Hoje, com 5 meses de namoro, traduzimos nossa relação com a palavra sororidade. Em tudo que fazemos o apoio é mútuo, nossos sonhos, nossos projetos. Agimos juntas para que todas as mulheres tenham a chance de ser felizes e bem sucedidas do jeitinho que elas querem. Que haja mais amor há começar por nós. Porque só o amor gera a transformação que a nossa sociedade precisa.

Rosana Martins e Raquel Conceição

Sibele e Paula: Um encontro de almas, tenho certeza

Eu acredito q todo mundo já sabia menos eu

Me descobri lésbica com 14 anos, ainda na adolescência e foi bem difícil me aceitar no começo. Era uma mistura de medo do que estava acontecendo comigo, do que o mundo ia pensar, porque a família tradicional era o normal para todo mundo. Levou tempo e minha aceitação de fato só aconteceu aos 21 anos.

Foi nesta época que chamei minha mãe e contei pra ela q eu era lésbica. Ela entendeu, mas pediu que eu não contasse ainda para meu pai, e assim eu fiz. Passei mais um ano sendo lésbica, mas ainda não podendo viver e ser quem eu era de verdade.

Um dia alguém contou para minha avó e ela me perguntou. Neguei! Mas ela insistiu e disse assim “a vó vai te amar do mesmo jeito, nunca vou te recriminar, conta pra vó”. Aí eu confirmei e algo mudou em mim, pensei que se até uma idosa entendia, qualquer pessoa poderia entender. Confirmei pra ela.

Agora era a hora de contar ao meu pai e quando ele soube, perguntou para minha mãe: “sério? Agora que tu soube?” Sempre tive um estilo mais despojado de me vestir, de me comportar, acho que ele sempre percebeu. Eu acredito q todo mundo já sabia menos eu. Mas foi a partir daqui que me assumi para todos e comecei a viver quem eu realmente era. Hoje, minha esposa é chamada de nora pelo meus pais, o filho dela é chamado de neto. Somos uma família, nós duas e nossos filhos.

Um encontro de almas, tenho certeza

Meu relacionamento foi um amor à primeira vista. Quando vi a Paula pela primeira vez, senti algo desconhecido, foi um encontro de almas. Pra mim, a gente se reencontrou nesta vida.

Hoje temos uma relação muito bonita, com muita liberdade de expressão. Nos amamos, uma a outra, mas acima de tudo, temos o amor próprio. Eu me amo em primeiro lugar e ela se ama em primeiro lugar. A gente não se completa, a gente soma.

Conhecimento é poder

Estudo muito sobre gênero. É importante se conhecer, conhecer o outro, aprender sobre gênero, ensinar às pessoas com paciência, ajudar o outro a entender. Os sentimentos são importantes, mas tanto o amor quanto o medo vão passar. O conhecimento fica. Conhecimento é poder. Ele que me trouxe até aqui e vai me levar para um lugar maior. Hoje sou do setorial LGBT do Grupo de Apoio a Conscientização da Inclusão Social - GACIS, de Balneário Gaivota e faço curso de técnico em enfermagem e, a convite da Paula, serviço social.

Estudo muito, tanto no curso e graduação, quanto sobre o empoderamento LGBT. É muito importante saber, se conhecer, transmitir conhecimento para o outro. A luta é bem grande e ela poderia ser maior se todos entendessem que conhecimento é poder.

 

 

Fonte: Potyra Pereira

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