O Portal Uaaau conversou na noite desta segunda-feira com Jair ‘Bala’ Ferraz, o líder das manifestações dos caminhoneiros, programadas para iniciarem na manhã deste dia sete de setembro.
Os pontos de bloqueio ocorrerão em Sanga D’areia, Maracajá, Santa Rosa do Sul e Sanga da Toca, como um ponto de apoio. O ato deve ter início pela manhã no pedágio de Maracajá.
A ideia dos manifestantes é bloquear a rodovia e liberar o trânsito apenas para serviços de saúde e cargas vivas.
Questionado quanto a previsão de duração dos bloqueios, Jair foi enfático: “Não temos o tempo de parada, o tempo ainda vai ser determinado, a situação vai depender muito de Brasília, vai depender do que vai acontecer. No fim da tarde teremos respostas.”
Os grupos de manifestantes de todo o país será coordenado por outro, que está na Capital Federal. O fim da paralização dependerá das diretrizes vindas de líderes em Brasília.
Ele fez questão de ressaltar que a manifestação é pacífica e ordeira, tendo como principal objetivo um futuro melhor: “Esperamos ter um país livre, um futuro melhor para nossos filhos e netos e toda uma geração de pessoas. Queremos também que o SFT acorde e se arrependa do que está fazendo, sei que é difícil..”
O impeachment de ministros do STF é um dos pontos de pauta das manifestações que ocorrerão por todo o país, contando com a participação massiva de caminhoneiros.
O líder do movimento não esconde o orgulho que tem de sua profissão: “O caminhoneiro é uma profissão forte no território brasileiro. Se ele para, tudo para, as prateleiras ficam vazias, tudo chega através do caminhão.”
Ele ressaltou durante a entrevista que boatos sobre um possível estoque de comida estaria sendo feito pelos caminhoneiros, fato que negou veementemente: “Esta foi uma publicação infeliz, não temos reservas. Nós vamos começar a parar a partir de amanhã contando com o apoio de muitas pessoas. Temos ajuda de empresários e de três equipes de mulheres que vão fazer marmitas para aqueles motoristas q não tem alimentação ou dinheiro. Se acontecer de algum caminhoneiro ficar doente, precisar de remédios ou qualquer emergência, teremos um motorista de Uber para dar suporte.”
Por fim, ele declara a esperança nos bons frutos do ato: “Pode ser uma queda de braço, mas amanhã é um dia histórico para o país.”
Fonte: Grasi Drey