Somando e subtraindo nomes, as dúvidas que não querem calar são as seguintes: qual será o percentual de renovação nas cadeiras da Câmara de Araranguá? Vai prevalecer o conservadorismo ou haverá renovação? Difícil, quase impossível fazer esse prognóstico, até porque, a pandemia alterou à rotina e, pela primeira vez, a legislação eleitoral proibiu as coligações na eleição proporcional.
A realidade é que, faltando 19 dias para as Eleições Municipais de 15 de novembro, à busca pelo voto é intensa, incluindo divulgações nas redes sociais, caminhadas, carreatas, corpo a corpo, telefonemas e visitas. Essa labuta pelo eleitor é tamanha, que às vezes gera descuidos na prevenção a Covid-19, algo que é essencial.
PREÇO DA INÉRCIA x MÉRITO DA COMPETÊNCIA
A Câmara de Araranguá somente vai retomar o calendário de sessões em 18 de novembro, ou seja, três dias após o resultado das Eleições Municipais. Conforme esta coluna já divulgou, essa mudança decorre do ajuste de datas, pois tradicionalmente as sessões são realizadas nas três primeiras segundas feiras e nas três primeiras quartas-feiras do mês, exceto em situações pontuais ou feriados.
Assim, quando ocorrer a retomada do calendário, faltarão 12 sessões - seis em novembro e seis em dezembro- para encerrar o ano legislativo. Significa que poderá ocorrer o contraste, com alguns vereadores comemorando reeleição e outros preparando-se para despedirem-se da Câmara.
4 DE 15
No mandato anterior, apenas quatro dos 15 vereadores - Jacinto Dassoler, João Abílio Pereira, Ronaldinho Soares e Daniel Viriato Afonso - conquistaram a reeleição, o equivalente a 26,66%.
Além disso, outros dois nomes teriam votação suficiente para reelegerem-se - Lourival João, o Cabo Loro e Alexandre Pereira - porém apresentaram problemas na campanha eleitoral, sendo punidos com a cassação dos respectivos mandatos.
Ambos, inclusive, estão inelegíveis, portanto, fora da disputa eleitoral deste ano.
VOO SOLO
Mas não é só isso: pela primeira vez na história, três vereadores em exercício de mandato abdicaram de tentar permanecer no Legislativo Municipal para investir no chamado voo solo, participando do pleito majoritário: Igor Gomes Batista e Daniel Viriato Afonso - os dois como cabeça de chapa, além de Tano Costa, candidato a vice-prefeito na dobradinha liderada por Cesar Cesa.
VOLTA AO COMEÇO
Em compensação, dois vereadores que tentaram reeleição em 2012, mas não lograram êxito, tentam retornar à Casa Legislativa: Ozair da Silva, o Banha e Adair Jordão, o Professor Jordão, ambos do PT.
Quem também planeja voltar à Câmara é Eduardo Merêncio, o Chico (PT), que em 2016 candidatou-se a prefeito municipal.
MELHOR PROPAGANDA
Durante a campanha, muitos candidatos e apoiadores apresentam ideias, outros preferem fazer críticas, porém no caso dos vereadores em exercício, a melhor e mais eficaz propaganda ou argumento de convencimento popular, deveria ser as ações do próprio mandato. Infelizmente, entretanto, alguns não aproveitaram adequadamente os quatro anos na Câmara, limitando-se a votar sempre com a maioria, além de apresentar indicações ineficazes - troca de lâmpada, pinturas de faixas de segurança, implantação de lombadas físicas, roçada da vegetação, etc) e exagerar nas homenagens - a maioria delas com cunho eleitoreiro -, por isso, é iminente a lacônica despedida.
Enfim, que o eleitor saiba valorizar a democracia, analisando os prós e contras de cada candidatura, elegendo representantes competentes, trabalhadores e comprometidos. O pesquisador, poeta e historiador americano, Henry Thoreau (1817-1862), já ensinava: “Dá teu voto inteiro; não uma simples tira de papel (hoje digitação na urna), mas toda a tua influência”.