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Obra do parque belinzoni contrasta com abandono dos mananciais naturais de água e área do antigo engenho

A obra para implantação de um parque no entorno do Açude Belinzoni segue protagonizando opiniões divergentes. De um lado estão aqueles que defendem a abertura e estruturação no espaço, enquanto no outro extremo estão os críticos ao modo em que o projeto foi desenvolvido.

Nesse debate, a posição é simples: quando o cidadão deseja saber à diferença entre obra eleitoreira e obra prioritária basta observar se o investimento é essencial para o bem comum, qual o montante de recursos públicos ali aplicados, se existem ou não outras demandas mais importantes e, finalmente, se a época de execução da referida melhoria é adequada.

Nesse caso, a construção do parque pode até ser uma boa ideia, mas o vultuoso investimento (R$ 1.449.802,98), o inapropriado momento (fim de mandato, época de pandemia e crise econômica), à falta de um debate mais profundo com a comunidade sobre o tema, aliado ao abandono de mananciais naturais d’água como, por exemplo, o Açude Mané Angélica, da onde se exala cheiro de esgoto e da Lagoa do Caverá, que agoniza para sobreviver, constituem-se em prioridades não apenas para esta, mas sobretudo, para as futuras gerações.
Além disso, esse projeto desperdiçou a ímpar oportunidade de fazer um resgate histórico cultural, caso incluísse, a médio ou longo prazo, a recuperação e o aproveitamento da área do antigo Engenho Belinzoni.

Impossível não constatar que do outro lado da rua, na frente ao Parque Belinzoni, há poucos metros da Câmara de Vereadores, o espaço do antigo engenho, que deveria propagar capítulos importantes da economia e história municipal, está segregado ao abandono, servindo para descarte de dejetos, concentração de drogados e prostituição.

Nas imediações do imponente chaminé, que um dia representava a força do trabalho, a diversificação da economia e o potencial da agricultura local, o cenário é desolador, contribuindo para propagação da desagradável frase “Araranguá, a terra que já teve...”
Pensemos nisso! O amanhã é logo ali.

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