• Domingo, 31 de Maio de 2020
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Imprensa livre

Não houve acordo entre MDB e PSD

A aguardada reunião entre lideranças do MDB e PSD ocorreu na noite dessa terça-feira, dia 19, mas embora tenham debatido o cenário político, feito projeções, comentado sobre os efeitos do Covid-19 e analisado os pós e contras da atual administração municipal, emedebistas e pessedistas não “bateram o martelo”- longe disso - sobre coligação visando a eleição majoritária deste ano.

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O MDB reiterou que Cesar Cesa é pré-candidato, chegando a revelar que, pode apostar até em chapa pura. O partido parece obcecado pela vitória no pleito municipal. Por um lado, essa determinação é positiva, até porque é o maior partido do Brasil quando o assunto é quantidade de filiados ou número de eleitos nas três esferas. Além disso, em Araranguá, o último prefeito emedebista eleito foi o advogado Neri Garcia, no longínquo 1992. Faz tanto tempo que, naquela época, Príncipe Charles e Diana oficializaram a separação; o São Paulo FC conquistava sua primeira Taça Libertadores e Mundial Interclubes; houve o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello.

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Porém, avaliando esse projeto político emedebista sob outro prisma, pela primeira vez na história da Cidade das Avenidas, o MDB não possui vereadores na Câmara de Araranguá: Ronaldinho Soares migrou para o PDT, enquanto Jorginho Pereira transferiu-se para o PP. E, em 2012, os emedebistas também investiram em chapa pura para a eleição majoritária, com à dupla Cesar Cesa e Anisio Premoli fazendo expressiva votação, mas tendo que se conformar com o chamado “vice-campeonato. Naquela ocasião, Sandro Macie (PT) e Rodrigo Turatti (na época no PDT) elegeram-se prefeito e vice, contabilizando 13.565 votos contra 12.935 da dobradinha emedebista. De lá para cá muita coisa mudou; o próprio Anisio trocou MDB por PDT.

Enfim, houve intenso diálogo entre as cúpulas de MDB e PSD, mas essa “paquera” não transformou-se em “casamento”. O encontro não resultou em ruptura, nem proporcionou avanços, por isso a situação permanece em “stand-by”.

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Entre os pessedistas, existe consenso que Tano Costa, vereador araranguaense mais votado no pleito de 2016 e ex-progressista, é o nome certo para candidatar-se a vice-prefeito. Ao mesmo tempo, a sigla transmite a impressão de que, analisa o cenário e os projetos de governo para definir seu ingresso numa coligação.

O PSD descarta um possível acordo com os progressistas. Paralelamento, Tano Costa caracteriza seu mandato na Câmara por votar com autonomia, inclusive tecendo críticas e votando várias vezes contra a bancada da situação quando ainda era filiado ao PP. Mais do que isso: nas duas eleições, ele não votou na chapa liderada pelo presidente Daniel Viriato Afonso (PP).

Outro fato é que, a “turma do 55” ficou mais robusta após o encerramento da “janela de transferência partidária”, transformando-se na “noiva mais sonhada” na conjuntura eleitoral araranguaense. Sobram motivos para justificar essa elevação de patamar. Vejamos a situação na Câmara de Vereadores: antes o PSD tinha um vereador (Paulinho Souza), mas agregou mais três nomes (Tano Costa, Neno Fontoura e Adão Vidrinho dos Santos).

Hoje, os pessedistas são a segunda maior bancada do legislativo municipal, mas tem maior densidade eleitoral do que o próprio PP, representado por cinco vereadores. O cálculo é simples! Somando as votações de Tano Costa (1870), Paulinho Souza (1797), Neno Fontoura (961) e Vidrinho (822) resulta o montante de 5.450 sufrágios, contra 4.661 dos vereadores progressistas Daniel Viriato Afonso (1348), Márcio Tubinho (976), Jacinto Dassoler (970), Paulo Roldão (772) e Jorginho (595 votos).

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O PSD também tem o tempo a seu favor, até porque o pleito previsto para 4 de outubro, pode ser transferido para novembro. Nesse sentido, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que a data das eleições municipais deve ser adiada em razão da pandemia do novo coronavírus. Ele também revelou avançados diálogos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) sobre a possibilidade de adiamento do pleito, além de revelar que é consenso entre líderes de que não haverá prorrogação de mandato.

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