Homem, de 40 anos, contraiu o vírus fora do município. No Sul, Araranguá é considerada infestada pelo Aedes aegypti - transmissor da doença.
Criciúma/ Araranguá
O primeiro óbito registrado por dengue em Criciúma acende o alerta para os cuidados relacionados à doença. Apesar de o homem que morreu, com 40 anos, ter contraído o vírus fora do município, ainda sim, os cuidados são imprescindíveis. Atualmente, na cidade, não há casos ativos, somente focos, que são vistoriados semanalmente pelo Centro de Controle de Zooneses (CZZ).
Conforme dados mais recentes, até ontem, Criciúma tinha quatro focos do mosquito da dengue (Aedes aegypti), nos bairros: Quarta Linha, Próspera, Nossa Senhora da Salete e Cristo Redentor. Para avaliar a condição do município, são espalhadas armadilhas por diferentes locais. Atualmente, há 610 implantadas na cidade, dessas, 170 são em pontos estratégicos, já pré-estabelecidos pelos profissionais do CZZ.
“Nós descobrimos os focos através das nossas armadilhas, que são vistoriadas a cada sete dias. Depois, coletamos as larvas nessas armadilhas e levamos as amostras para a Regional de Saúde. Assim, é realizado a leitura e apontado se é ou não Aedes aegypti. Acusando positivo, é feito uma delimitação de distância e percorremos tudo o que entra no perímetro, já que o mosquito pode depositar mais larvas”, explica a coordenadora do CCZ, Simone da Cruz.
A partir do diagnóstico positivo para a existência do vírus, inicia o processo de trabalho de conscientização e orientação, através das mídias digitais e das próprias visitas a campo da equipe técnica do Centro de Zoonoses de Criciúma. “Nós também vistoriamos tudo nesta localidade onde positivou”, enfatiza a coordenadora do CCZ.
No Sul, Araranguá é considerada infestada pela Dive
Periodicamente, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) divulga boletins sobre o panorama da dengue no Estado. No Sul, um dos municípios considerados infestados é Araranguá. Somente neste ano, três focos do mosquito Aedes aegypti foram encontrados na cidade. Não há casos notificados da doença.
“Esses focos foram registrados nos bairros Cidade Alta, Coloninha e na localidade de Soares. Nos chama atenção esse terceiro, por ser uma área considerada de interior, pouco urbanizada. Esse foco foi encontrado no cemitério”, enfatiza o coordenador do Programa de Controle à Dengue, Joélcio Anastácio.
Ainda conforme o coordenador, esta é a primeira vez que o município registra o foco do mosquito da dengue em um cemitério. “Foi deixado no local, de bobeira, um pote. Lá, foram encontradas 32 larvas positivadas para o Aedes aegypti”, acrescenta.
Por mais que a situação seja de alerta, Araranguá não teve nenhum registro da dengue neste ano. “Em 2021, tivemos uma única notificação, mas foi descartada. O município, embora seja considerado infestado pela Dive, ainda não tem a circulação viral de nenhuma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti”, finaliza o coordenador.
Situação em Santa Catarina
Entre os dias 2 e 15 de janeiro de 2022, foram notificados 394 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, cinco foram confirmados, todos pelo critério laboratorial, 75 (19%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue, e 314 (80%) estão em investigação pelos municípios.
Na comparação com o mesmo período de 2021, quando foram notificados 309 casos, observa-se um aumento de 28% nas notificações de casos em 2022 (394). Em relação às confirmações, nesse ano, até o momento foram confirmados cinco casos em Santa Catarina, sendo que no mesmo período em 2021 haviam sido confirmados 30.
No período de 02 a 15 de janeiro de 2022, foram identificados 2.282 focos do mosquito Aedes aegypti em 131 municípios. Comparando ao mesmo período de 2021, quando foram identificados 3.081 focos em 113 cidades, observa-se uma diminuição de 25,9% no número de detecções.
Em relação à situação entomológica, até a SE nº 02/2022, são 118 municípios considerados infestados, o que representa um incremento de 14,5% em relação ao mesmo período de 2021, que registrou 103 cidades nessa condição.
Fonte: TN Sul