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Primo Menegalli

Aos 87 anos e residindo em Barras do Bugres, no Mato Grosso, onde é um bem sucedido empresário do setor da pecuária, o ex-prefeito Primo Menegalli ainda possui inúmeros discípulos políticos em Araranguá.
Desde que deixou de governar à Cidade das Avenidas, seu nome é especulado como candidato ou apoiador. Ele é pai de Primo Menegalli Júnior (PL), que mesmo sendo vice-prefeito rompeu as relações com o chefe do Executivo Mariano Mazzuco Neto e, em consequência disso, não participa ativamente das decisões político administrativas.
 
APOIO DISPUTADO
 
Na campanha eleitoral deste ano, o nome de Primo novamente volta à tona no cenário político local. O candidato a prefeito de Araranguá, Cesar Cesa (MDB) destaca, frequentemente, que com seu trabalho e evolução profissional ajudou no crescimento da empresa Dimasa, do empresário e ex-prefeito Primo Menegalli.
Já Igor Gomes Batista (PL) tem reiterado que Primo Menegalli e seu filho Junior Menegalli (PL) estão apoiando sua candidatura. Igor, inclusive, já gravou e exibiu vídeos com depoimentos de ambos enaltecendo sua candidatura a prefeito.
 
HERANÇA MALDITA
 
Na verdade, Primo Menegalli deixou um legado positivo nos dois mandatos em que governou Araranguá. Quando ele assumiu a Administração Municipal havia muitas dívidas, carência de crédito financeiro, atraso no salário dos servidores e um ambiente interno nada agradável em decorrência da administração 1993/1996, cujo prefeito era Neri Francisco Garcia (MDB).
Na época, Primo, não apenas “colocou à casa em ordem”, como foi responsável direto pelo resgate da autoestima e credibilidade do Governo Municipal. Não por acaso, venceu o pleito municipal de 1996, reelegendo-se em 2000.
O sucesso dele foi tamanho, que Primo passava impressão de ser imbatível na disputa das urnas. Em 2004, ele não pode concorrer em virtude das regras eleitorais, que não permitem duas reeleições consecutivas para o Paço Municipal.
 
CRIAS x CRIADOR
 
Mas, apesar deste bom histórico, do elogiado desempenho administrativo e do cacife político, Primo (então do DEM) voltou a disputar uma eleição municipal em 2008. Na época, contabilizou 16.208 votos contra 19.631 sufrágios do prefeito eleito, Mariano Mazzuco Neto (PP).
A eleição de 2008 apresentou várias peculiaridades. A primeira delas é que Primo teve como candidato a vice, o ex-vereador Marco Antônio Mota, Motinha (MDB).
Já a segunda curiosidade é que, em 1996, Primo elegeu-se prefeito municipal superando o pai de Motinha, Manoel Mota, ex-deputado estadual, que havia governado Araranguá entre 1983 e 1989.
O terceiro fator é que Primo foi superado na eleição por Mariano Mazzuco Neto (PP), que fora seu vice em duas administrações. Na ocasião, muitos inspiravam-se num famoso jargão popular dizendo que “a cria derrotou o criador”.
Já a terceira curiosidade é que Cesar Cesa, então no PPS (atual Cidadania), ex-funcionário e considerado “braço direito” de Primo na empresa Menegalli, optou por ficar em lado oposto na disputa política, elegendo-se vice na chapa liderada pelo progressista Mariano.
 
CESAR CESA
 
Durante os debates, o candidato a prefeito de Araranguá pelo MDB, Cesar Cesa (MDB) não poupa críticas à atual Administração Municipal, inclusive utilizando um contundente vocabulário ao mencionar aquilo que considera falhas.
“Os problemas são muitos, incluindo o “buraco na beira do rio”, a ponte da Barranca - que já foi turística e encontra-se literalmente jogada as traças -, a questão de se falar em turismo só quando tem eleição, a ausência de uma secretaria municipal de turismo, entre outros”, comenta.
 
IGOR BATISTA GOMES
 
O candidato a prefeito pelo PL, Igor Gomes Batista, tem advertido que a situação econômica do município já não era boa antes e agravou-se com os impactos da Covid-19.
Ele também lembra débitos na ordem de R$ 25 milhões decorrentes de condenações judiciais do governo municipal, além do provável acréscimo de mais 13 milhões, mais os débitos provenientes de empréstimos e este problema de arrecadação.
 
DANIEL VIRIATO AFONSO
 
Em pelo menos três momentos, o candidato a prefeito pelo PP, Daniel Viriato Afonso associou seu plano de governo à gestão que preside na Câmara de Vereadores. Ele enaltece o fato de que, desde o início do mandato, o Legislativo Municipal apresentou uma economia de aproximadamente R$ 5 milhões, dinheiro repassado para obras, aquisições de veículos/equipamentos e melhorias em entidades como Polícia Civil, Polícia Militar, APAE, Lar Beneficente São Vicente de Paula, associações de moradores,
ASESC e ADEAR.
Daniel também enfatizou que, durante os governos municipais que tiveram prefeito ou vice do PP, nunca se ouviu falar em denúncia de corrupção, desvio de recursos públicos, ou mau prestação de recursos.
 
RICARDO GHELERE
 
Por sua vez, o candidato a prefeito de Araranguá pelo PRTB, tem valorizado o trabalho realizado pela candidata a vice-prefeita, Claudete Bianchi, enquanto secretária municipal de Assistência Social e Habitação, a qual priorizou em situação de vulnerabilidade social.
Ele também tem ponderado que, a cidade apresenta muitos problemas, alertando sobre situação recorrentes na infraestrutura, saúde e economia, neste caso mencionando especificamente sobre a ineficaz geração de emprego. Ele lamenta a inércia das últimas administrações municipais, pregando a necessidade de renovação no meio político municipal. “Se continuarmos seguindo os mesmos caminhos, os resultados serão os mesmos que estamos presenciando”, observa.
Ricardo manifesta intenção de “zerar a fila por exames e cirurgias, construir uma policlínica municipal, implantar uma usina de asfalto e uma fábrica de lajotas, além de desenvolver uma política para incentivo às empresas, micros e pequenos empreendedores e adoção e um programa para expansão e atração de indústrias.
 
FELIPE DAMÁSIO
 
Em várias manifestações públicas, o candidato a prefeito de Araranguá, Felipe Damásio tem solidarizado-se com as famílias das vítimas da pandemia, que de acordo com ele, não constitui-se em simples resfriado ou gripezinha, alertando para adoção de medidas preventivas em relação à Covid-19.
Ele defende maiores investimentos na área educacional. “Sou um exemplo de que, quando é dado oportunidade à classe trabalhadora, a gente consegue chegar lá. Minha mãe era solteira, só tinha o Ensino Fundamental. Ali aprendi que quando tu nasce pobre, estudar é um ato de rebeldia,”
O candidato do PSOL ressalta que, como conquistou o título de Doutor, sabe qual o caminho para buscar recursos públicos em Brasília/DF e investir no município. “Essa estratégia consta em nosso plano de governo, então eu não preciso de deputado amigo, senador amigo. Eu não tenho rabo preso com ninguém.
Felipe afirma ainda que, o projeto do PSOL não é “chutado”, ele foi construído nos últimos quatro anos. O PSOL, segundo ele, é fruto da construção coletiva, que promove inclusão social, pensa no setor mais vulnerável da sociedade e está ao lado do trabalhador. “Um exemplo disso ocorreu no Congresso Nacional, onde representantes do PSOL lutaram para que o valor do Auxílio Emergencial fosse de R$ 600,00 e não apenas de R$ 200, 00 e também que essa quantia fosse dobrada para as mulheres”, exemplifica.
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