Ele vai precisar ter o olho retirado cirurgicamente, mas as boas notícias estão chegando!
O bebê Artur está com sua mãe em São Paulo, desde a semana passada, realizando exames para saber qual o melhor tratamento para o retinoblastoma, câncer que ele tem no olho.
O desejo dos médicos era de que fosse possível ele ser tratado com a quimioterapia transarterial, onde a artéria receberia o medicamento. Este tratamento era uma grande chance para o bebê e evitaria que fosse preciso remover sua pupila.
Em conversa com o Portal Uaaau, a mãe relatou que Artur fez mais uma ressonância magnética e já conversou com o médico nesta manhã de quinta-feira.
A palavra do especialista é de que a artéria está bastante comprometida. Assim, o tratamento precisa ser feito com urgência e Artur precisa ter o olho removido com cirurgia, para evitar que o câncer se espalhe.
Mas a mãe comemora uma boa notícia em meio a dor: “O outro olho está intacto! É triste mas sabemos que a retirada é importante. Com uma prótese, ele vai ficar perfeito.”
Live solidária
Na noite de ontem, uma live solidária foi realizada em prol do Artur. Comandada pela cantora Kelly Collares, a live contou com a venda de centenas de produtos doados por lojas de Sombrio, Araranguá, Santa Rosa do Sul, Balneário Arroio do Silva e Balneário Gaivota.
Os produtos foram vendidos a preços acessíveis e eram bem diversos, desde maquiagem, roupas, cama, mesa e banho, assessórios, moda íntima, materiais de construção, calçados e papelaria, além dos doados por restaurantes, docerias e cafés.
“Antes de cantar a primeira música da live solidária, Kelly Collares disse que a ação “É uma união de pessoas, de anjos. Todas as pessoas que estão aqui ajudaram de uma forma incrível.”
Ritieli contou ao Portal Uaaau que a live deu um novo ânimo para sua batalha: “Foi linda a live, foi maravilhosa e conseguiu me alegrar um pouco. Todos da Casa de Apoio aqui em São Paulo assistiram. Me fortaleceu muito mais, eu consegui rir, me alegrou muito e as meninas são maravilhosas.
Entenda o caso
Artur, um lindo bebê que completa nove meses hoje, dia 24 de junho, está em uma batalha contra um câncer. Ele foi diagnosticado há duas semanas com retinoblastoma, um câncer que atinge os olhos.
A família do Artur está fazendo uma vaquinha online para ajudar a custear as despesas com o menino. Mesmo com um tratamento gratuito e o auxílio da prefeitura de Sombrio e do governo do estado com o deslocamento e ajuda de custo, as despesas têm aumentado muito e a mãe, que trabalhava em casa, hoje se dedica a cuidar do Artur.
A descoberta do câncer
Ritiele Fontoura de Moura conta que, quando Artur tinha ainda cinco meses, em um jantar com a família, ela percebeu algo em um dos olhos do bebê. “Foi numa noite jantando, ele deitou no carrinho bem abaixo da luz e eu vi uma mancha por dentro da pupila dele.”
No dia seguinte ela foi ao pediatra, que o encaminhou ao um oftalmologista, que solicitou uma ressonância de órbita. O resultado foi retinoblastoma, um tipo de câncer no olho, que está em estágio bastante avançado. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Florianópolis onde seu início a uma série de outros exames.
Em 20 de maio, Ritieli soube que Artur tem um tumor grave e galopante no olho. Tão grave, que não foi necessário fazer a biopsia, aquele exame que confirma a existência ou não de um câncer, pois a retina dele já está perdida.
Mudança na rotina da família
Ela, que é mãe de outras duas crianças, Lara de oito anos e João Lucas de seis, conta que a rotina da família mudou completamente: “tá sendo puxado, mas pelo bem do meu bebê a gente tá se virando como pode, sabe?” A família mora no bairro Raizeira, em uma casa de aluguel, dependendo hoje somente dos ganhos do marido.
Ritieli, que trabalhava em casa, parou para se dedicar aos cuidados do pequeno. Além da atenção e carinho, são viagens até para Florianópolis para fazer consultas e exames e hoje, eles estão em São Paulo. A torcida é para que, depois de exames que serão feitos no decorrer desta semana, o pequeno possa fazer a quimioterapia arterial, não disponível em Santa Catarina, mas uma grande promessa para o tratamento.
Custo de vida mais caro
“Não tenho uma base de gastos até porque é bem longe esse tratamento. Então, então toda viajem que fizemos custa dinheiro, mesmo com a ajuda. Até teste de Covid-19 a prefeitura nos ajudou. Mas precisamos de ajuda e toda ajuda é bem-vinda”
Ritieli conta que não sabe o que esperar: “Estamos fazendo uma ação de doações e apoio, para poucos gastos, se faltar alimentação, não sabemos o que nos esperar. Tem a ida do aeroporto até a casa de apoio... Não tenho do que reclamar, mas sabemos que teremos outras idas a São Paulo, outras despesas irão acontecer, nem sabemos se todos os medicamentos estarão disponíveis”.
Como ajudar Artur
A família organizou uma ação nas redes sociais para pedir ajuda, mas a mãe do bebê pede mais: “Além de dinheiro e doações, as pessoas podem ajudar com carinho, atenção, palavras boas, orações, colocar o nome do Artur nas orações, nos bons pensamentos. Não precisamos só de apoio financeiro.”
A chave Pix é janibaby21@hotmail.com
O retinoblastoma
Este é o tipo de câncer de olho infantil mais comum. É um tipo de tumor maligno e grave que se desenvolve na retina da criança. Ele provoca a chamada leucocoria, um reflexo branco no olho, popularmente conhecido como “olho de gato” e perceptível com o reflexo da luz, como aconteceu com Artur.
Muita vezes a família desconfia da doença ao tirar uma foto com flash e perceber o reflexo branco. Ele aparece quando a massa do tumor causa o descolamento de retina, fazendo com que ele seja facilmente visualizado na pupila.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, o retinoblastoma é mais comum em crianças de 2 a 5 anos de idade, no entanto, pode também acometer bebês, como o Artur. Em torno de 95% dos casos do retinoblastoma são descobertos antes dos 5 anos de idade.
Fique alerta
É importante prestar atenção em qualquer anormalidade nos olhos das crianças e bebês. Ao perceber qualquer sinal ou mesmo desconfiar, procure um médico o mais rápido possível. Quanto mais cedo a descoberta, maior são as chances de cura.
Fonte: Potyra Pereira