A sensação é de alívio para quem trafega na BR-101, entre Biguaçu e Palhoça. Foi entregue, nesta sexta-feira, 17, a obra da terceira pista entre os km 216 e 200,4. Com duração de dez meses e investimento de R$ 53,2 milhões, a ampliação da rodovia nesses 15,6 km terminou três meses antes do prazo – previsto para fevereiro de 2022 – satisfazendo os motoristas locais, turistas e quem utiliza a BR-101 a trabalho. Para o prefeito de Palhoça, Eduardo Freccia, a sensação é de alívio.
“É um alívio para a mobilidade do município. O cidadão palhocense foi o que mais sofreu. Sofreu antes da existência da obra, sofria com a falta de mobilidade e o colapso da BR-101, pela falta do Contorno Viário, que deveria ter ficado pronto em 2012, e sofreu ainda mais nesse período de obra. Hoje, é um alívio, uma alegria muito grande ver essa obra pronta”, disse Freccia.
Qualidade de vida
Presente na entrega oficial da terceira pista, realizada na Praça das Bandeiras, às margens da BR, o prefeito palhocense mostrou-se satisfeito por ver a 101 sem filas e sem retenção em uma sexta-feira de final de ano.
“Em situação normal, estaríamos aqui com trânsito totalmente fechado. Isso mostra o quanto foi importante brigar por essa obra. Os cidadãos de Palhoça ganharão em qualidade de vida, as empresas em competitividade e Palhoça se torna, cada vez mais, uma cidade que atrai bons negócios e pessoas que buscam qualidade de vida”, comentou Freccia.
Ex-prefeito de Palhoça por dois mandatos, Camilo Martins (Podemos) disse que quando assumiu o município em 2013, fez um planejamento completo da cidade.
Martins ressaltou que, ainda em 2013, percebeu a necessidade da obra do Contorno Viário e, por isso, chamou a classe política, foi muitas vezes a Brasília e quando viu que a burocracia era muito grande, fez um decreto de emergência na mobilidade urbana e ingressou com ação na justiça para a retomada do Contorno Viário.
“Incluímos, nessa ação, que fosse exigida a construção da terceira faixa, de Palhoça a Biguaçu e hoje, 17 de dezembro de 2021, é um dia de celebração para Palhoça e para todos os catarinenses, principalmente os moradores da Grande Florianópolis, porque essa obra melhorou muito a mobilidade. O que se levava uma hora, do início ao destino, está se levando 15 minutos”, registrou o ex-prefeito responsável pelo início das negociações e batalhas judiciais que viabilizaram a obra.