No “Seminário dos Mil Dias” que realizado pela rádio Eldorado e Sala dos Municípios (UNESC), o prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, tocou na ferida. Entre os pontos tocados, o tamanho da dificuldade que a vinculação partidária gera aos prefeitos, pois, por vezes não conseguem verba por não serem alinhados com os governantes. Outro fato é o que ele chama de fraqueza dos prefeitos que são “engolidos” por um modelo federativo que transfere aos prefeitos a parte mais difícil da gestão e com menos recursos, sendo que mesmo sendo a maioria a classe não tem capacidade de reverter sua própria fragilidade.
A proposta
Denominado de “Seminário dos Mil Dias”, o programa de rádio que transmite ao vivo o debate de gestores municipais sobre conquistas e dificuldades desde o início da gestão até os dias atuais, o evento aproveita para inserir a Sala dos Municípios na relação mais estreita com as prefeituras. Trata-se de uma ferramenta magnífica ainda mala explorada pelos prefeitos.
Monteiro no PL
No dia 26 de outubro o líder estadual do PL, senador Jorginho Melo, virá à Criciúma para uma agenda que inclui a filiação do advogado criciumense Jeferson Monteiro. No mesmo dia o partido deve fazer uma série de outras filiações, entre elas vereadores de diversas vertentes como o atual presidente da Câmara de Vereadores de Forquilhinha, Maciel Dassoler. Seu nome está cotado para ser candidato a prefeito.
Jeferson Monteira saiu do MDB recentemente. Pelo menos em duas oportunidades já esteve na capital do Estado, reunido com o senador Jorginho Mello. O ex-prefeito Márcio Búrigo tem afirmado que já tem “no bolso” a ficha de filiação de Monteiro. É possível, entretanto, afirmar que o verdadeiro “costureiro” desta filiação é o também ex-emedebista Ricardo Beloli.
Entendam o Jorginho
O “jogo pesado” do senador Jorginho Melo, que parece ser hoje o líder que mais tem agregado nomes estratégicos na região Sul do Estado tem fácil explicação: ele é candidato a governador em 2022. Existe nos bastidores uma tese sugerindo que pode ser candidato numa aliança que teria dois partidos de posicionamento antagônico em Santa Catarina: PP e MDB. O que é ainda mais impressionante é que a tese é de que esta construção se dará começando pela construção de uma candidatura a prefeito de PP e MDB. Em Florianópolis. O ainda mais surpreendente é que ela teria Esperidião Amin e Dário Berger juntos no mesmo palanque.
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Sucedendo
Há um aspecto a ser observado na construção do PL na região sul. Tudo começou com a autonomia dada pelo senador Jorginho Melo ao jovem líder e atual presidente da Fundação Municipal de Esportes em Criciúma, Nícola Martins. Logo depois o bastão passou às mãos de Márcio Búrigo que sabidamente não afina com Clésio Salvaro e agora a batuta parece de verdade na mão de Ricardo Beloli, que tem perfil de oposição ao prefeito de Criciúma.
PP “exclui” Miri e Comin
Terminou nesta segunda-feira, às 18h, o prazo para a inscrição de chapa para a eleição complementar da Executiva Municipal do Partido Progressista em Criciúma. Reafirmando o que foi “ensaiado” no mês passado, o partido ficará comandado apenas pelo grupo liderado pelo vereador Édson Luiz do Nascimento, Paiol, que por sua vez é fortemente ligado ao ex-deputado federal Jorge Boeira. Ficam fora da cúpula do partido líderes como o atual presidente da Câmara de Vereadores, Miri Dagostion e o ex-deputado estadual Valmir Comin. Eles são acusados de andarem alinhados com o prefeito Cléiso Salvaro, do PSDB.
Lista fechada
A eleição suplementar, que acontece nesta quinta-feira, dia 3, deve referendar o nome de Abrão de Souza (primeiro vice-presidente), Velcides Fabris (segundo vice-presidente), Fabricio Cardoso Freitas (secretário geral), Kelli Ferreira (secretária), Tarciso Pereira (tesoureiro geral), e Amarildo Cardoso (tesoureiro). Lembrando que o presidente Paulo Conti já está eleito. Faltava completar a Executiva.
Alegação
A composição da chapa demorou porque o grupo agora liderado pelo presidente Paulo Conti tentava compor com o grupo de Miri Dagostin. Este exigia a presidência do partido. Diante da negativa na anulação da eleição já realizada, Miri “retirou o time”.
Escolha do caminho
Na prática a “queda de braço” no PP põe o grupo atual refém do ex-deputado federal Jorge Boeira, que se rejeitar a possibilidade de ser candidato a prefeito fragiliza muito o partido. Neste caso a ala de Miri Dagostin pode sair fortalecida. Há de se considerar que a simpatia a Clésio Salvaro não é exclusividade de Dagostin. Esperidião Amin é tido como outro que pensa assim. Se a composição do PP for mesmo com Clésio, óbvio ele irá preterir o grupo que agora exclui o time do aliado Miri.
Texto: Joâo Paulo Messer

