A Prefeitura Municipal de Araranguá publicou Edital de Licitação com o objetivo de selecionar propostas para aquisição e transporte de 18.090 quilogramas de trilhos de trem, modelo TR 45 (29 barras de 6 metros e 19 unidades de 12 metros), que serão utilizados como estacas para o retaludamento das margens do Rio Araranguá, trecho interditado, na Rua Rui Barbosa. Nessa compra, o poder público municipal pretende investir até R$ 39.798,00. Os interessados em participar do processo devem providenciar habilitação e entregas propostas até às 9h45min do dia 7 de agosto, sexta-feira. A sessão da disputa de preços, via Pregão Presencial, inicia às 10h da mesma data.
Sinceramente, esperava a apresentação de um projeto mais abrangente, que não fosse apenas paliativo, mas que tivesse condições de conter - por um bom período - a constante erosão de solo as margens do Rio Araranguá, na Rua Rui Barbosa e, ao mesmo tempo, viabilizasse a implantação de infraestrutura naquele nobre espaço.
Claro, que o atual governo está em fase final de mandato, o que naturalmente dificulta investimentos de grande porte e que demandem maior tempo de execução.
Por outro lado, em decorrência desse problema, o local está interditado há mais de um ano e dois meses, espaço mais do que suficiente para que houvesse adoção de medidas eficazes.
Enfim, é lamentável verificar, naquele trecho, que os pedestres não possam utilizar o passeio público e que os motoristas trafeguem seus veículos em meia pista. O abandono transformou o local num verdadeiro cartão postal ao avesso, inclusive servindo de cenário para acidentes, processos judiaiais, “churrasco do aniversário de um ano”, registro junto ao Google Maps, bem como o recebimento de pseudônimos pejorativos como “buraco de fulano, beltrano e cicrano”, algo que esta coluna discorda em respeito aos agentes públicos mencionados.
O Rio Araranguá é um dos cartões postais da cidade, emprestando seu nome para o município polo do Extremo Sul Catarinense, integrando capítulos importantes da história e cultura local. Sobram motivos para que fosse mais valorizado, despoluído e dotado de infraestrutura necessária, elevando sua contribuição para maior desenvolvimento econômico e turístico, por exemplo. Ali, a mata ciliar padece, não existem sequer lixeiras públicas, enquanto a sinalização e iluminação são precárias.