• Segunda-feira, 17 de Maio de 2021
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Imprensa livre

Um legado de 173 anos de fé, doação e união

Hoje, a Romaria de Festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens celebra seus 173 anos com o tema “Com Maria, em família, no campo e na cidade, anunciando o Reino de Deus"!
Tradicionalmente, os meses que antecedem o quatro de maio são de intenso trabalho e dedicação de muitos voluntários e religiosos. São mais de 700 pessoas envolvidas na organização deste grande momento de fé e união que já chegou a reunir cerca de 60 mil pessoas nas ruas de Araranguá.

A chegada da imagem em Araranguá

A imagem da padroeira da Cidade das Avenidas chegou no ano de 1872, vinda de Salvador, no entanto, sua história com o município é bem mais antiga.
O ano era 1848 quando a Lei Provincial N.º 272 criou a Freguesia de Nossa Senhora Mãe dos Homens, mesmo ano em que a primeira paróquia foi criada em Araranguá.
A imagem da padroeira foi esculpida em 1871, no estado da Bahia, medindo cerca de 1,60 de altura, concentrando rara beleza e, além de uma obra de fé é considerada uma obra de arte sacra.

Conta a história que, após sua vinda de Salvador, a imagem de NSMH teria ficado guardada por um período na cidade Laguna, até que o padre Cipriano Buonacore decidiu trazê-la para a paróquia.

Mas ainda não era a hora da Nossa Senhora Mãe dos Homens ocupar seu lugar de direito, pelo fato de a capela ser pequena para abriga-la.
Para resolver esta situação, a devotada comunidade se uniu e iniciou uma campanha para a arrecadação de fundos para a construção de uma nova igreja que, no primeiro dia do ano de 1902, era inaugurada pelo padre Ludovico Cóccolo.

Contam que NSMH teria vindo para Araranguá por engano, já que a cidade era conhecida como Campinas do Sul e a imagem deveria ter ido para Campinas, estado de São Paulo.
Ao saber, a comunidade achou por bem levar a Santa de volta ao povo que seria seu por origem. Foi no dia em que a “devolução” aconteceria que ocorreu uma grande enchente, tornando as ruas intransitáveis e ninguém conseguia entrar ou sair da cidade.

O jeito, foi esperar a água baixar para assim levar a Santa a Campinas e assim quase aconteceu. Não é que uma enchente maior ainda alagou as ruas?
O povo entendeu que NSMH gostaria de permanecer onde antes era Campinas do Sul e se tornar a padroeira de Araranguá.

A emoção da carreata

A carreata é uma das tradições da Romaria de Festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens e nos dois últimos anos cresceu muito devido ao isolamento social.
Os muitos carros que sempre acompanharam a carreata são enfeitados para mostrar o orgulho em ser devoto de NSMH.
Muitos esperam em casa pela passagem da Padroeira com enfeites nas fachadas, reunindo toda a família para acenar, ver o manto e o vestido novos e sentir toda a emoção e fé do povo araranguaense, dos devotos e peregrinos.

Da singela capela até o santuário

A mais antiga capela da Diocese de Criciúma já teve três templos. O primeiro deles foi erguido onde hoje é a Praça Hercílio Luz, em 1864, pelo vigário João Matos da Cunha.
Antigamente, uma capela fundada em um pequeno povoado, significava muito mais do que a fé de seus moradores e a permanência de um padre. Era também um ato político que ajudava no crescimento do lugar, do comércio, além da possibilidade do registro de nascimentos e óbitos, aumentando a sensação de pertencimento para o futuro poro araranguaense.

Esta primeira capela era uma singela construção em madeira, que media pouco mais de 10 metros de comprimento por seis de largura, com uma pequena torre lateral e aguardava ansiosamente a chegada da imagem de sua padroeira.
No ano de 1898, se iniciou a construção da nova capela que seria inaugurada quatro anos depois e, somente em 1954 é que a construção que hoje se conhece teve início, sendo inaugurada em 1957. Anos depois, em 2018, a paróquia foi elevada à categoria de santuário.

Uma história que emociona gerações

A Romaria faz parte da história de Araranguá, e já acontecia mesmo quando o município ainda pertencia à comarca de Laguna. A pandemia da Covid-19 modificou o roteiro histórico dos eventos da festa.

No entanto, a memória de araranguaenses, romeiros e peregrinos é recheada de lembranças. Ir à Romaria de Festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens é muito mais do que se reunir com milhares de pessoas em um ato de fé.

É um momento de repetir os mesmos caminhos trilhados por seus pais e avós, é relembrar as quermesses da infância, rever tantos anjinhos pelas avenidas da cidade, se emocionar com a coroação da padroeira.

Cada araranguaense e cada devoto de NSMH tem na memória a imagem da padroeira, a lembrança das promessas pagas, agradecimento de graças alcançadas.
Tem registrado no coração a emoção do coro das crianças, a dedicação de adornar seu carro para participar da carreata, de enfeitar a casa para ver a Santa passar, de se emocionar com a chuva de pétalas no final da festa e de esperar com ansiedade pelo próximo quatro de maio.

Fonte: Redação 

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