Áureos tempos aqueles em que o 7 de Setembro era comemorado com entusiasmo. Nos dias de hoje, o patriotismo acabou se transformando em sinônimo de pieguice ou radicalismo de direita. Tratam-se de conceitos totalmente equivocados. Primeiro, porque ser patriota não significa ser piegas. Não há nada de antiquado em amar seu país. Segundo, porque a independência de um país não tem partido, e, por conta disto, não tem bandeira política. Ser independente significa ter soberania, ter leis próprias, ter a possibilidade de traçar seu próprio destino, algo impossível enquanto colônia. Sendo assim, toda independência de um país tem que ser comemorada, e comemorada por toda a Nação. É claro que estamos longe do ideal enquanto Nação, mas isto não deveria ser motivo de menosprezo, muito pelo contrário. Deveria ser motivo de estimulo, para buscarmos o ideal.
Jorginho começa a entender campanha
Senador Jorginho Mello (PL) começou a entender por onde deve trilhar, se quiser assegurar presença no segundo turno da eleição para o Governo do Estado. O discurso social-democrata, que marcou o início da campanha do senador nos debates e entrevistas, começou a mudar, ganhando uma tonalidade conservadora, alinhada com o pensamento bolsonarista, como sugere o figurino de 2022 em Santa Catarina.
Se mantiver este perfil até o final do primeiro turno, explorando também o horário eleitoral, é muito provável que Jorginho Mello consiga se descolar do senador Esperidião Amin (PP), o mais conservador de todos os candidatos que estão disputando o governo catarinense. Amin tem potencial eleitoral até mesmo para vencer a eleição estadual, mas como está há muito tempo na vida pública, sua possibilidade de crescimento é inferior à de Jorginho, dentro do chamado espectro político de direita.
Na eleição governamental deste ano em Santa Catarina, é muito provável que o segundo turno seja marcado pela presença de um candidato conservador ou liberal, e de um candidato social-democrata. Pelo que está se desenhando, o conservadorismo ou liberalismo será representado por Jorginho ou Amin, e a social-democracia pelo governador Carlos Moisés da Silva (Rep). Gean Loureiro (União) poderia estar disputando uma vaga para o segundo turno com Jorginho e Amin, mas ele insiste, sabe-se lá porquê, em não sair do espectro social-democrata, o que limita seu potencial de crescimento junto às bases da sociedade catarinense. Carlos Moisés, por sua vez, precisa ficar atento ao crescimento de Décio Lima (PT), que colou sua imagem 100% a figura do ex-presidente Lula da Silva (PT), o que o torna um forte referencial social-democrata. Convém referenciar que em política, sempre que um grupo social se torna grande, ele acaba ganhando um antagonista natural. Sendo assim, quanto mais o movimento bolsonarista crescer no Estado, maiores são as chances do petismo crescer também, residindo ai o grande perigo de Carlos Moisés.
No entanto, faltando menos de 30 dias para a eleição no primeiro turno em Santa Catarina, o cenário ainda é tumultuado, mas com claro indicativo de que quem estiver mais próximo do presidente Jair Bolsonaro (PL), no que diz respeito ao discurso ideológico, terá mais chances de vitória. Em princípio, quem estiver afinado com o bolsonarismo, aumentará sensivelmente suas probabilidades de avançar para o segundo turno. Estando lá, também terá mais chances de vitória.
Maioria dos cândidos parece não conhecer realidade da Amesc
Com exceção de Jorge Boeira (PDT), que é de Araranguá e, por conta disto, conhece bem as demandas aqui do Extremo Sul Catarinense, os demais candidatos ao Governo do Estado ainda não conseguiram ser pontuais em relação a seus compromissos de campanha com nossa região. A maioria se refere aos interesses de Criciúma, ou de Tubarão, como se isto tivesse alguma relevância para quem mora aqui no Extremo Sul. Esses dias entrevistei um candidato ao governo e ele começou a falar da necessidade de se desassorear o rio Tubarão. Sem dúvidas que isto é importante, mas para quem mora em Tubarão e naquela região. Levando em conta que ele estava concedendo uma entrevista para a imprensa aqui de nossa região, seu foco deveria estar centrado aqui. Infelizmente, a absoluta maioria ainda acha que Santa Catarina termina em Criciúma.