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Boeira é confirmado como candidato do PDT

PDT catarinense confirmou no sábado a candidatura do ex-deputado federal de Araranguá, o engenheiro Jorge Boeira, ao Governo do Estado. Seu candidato a vice será médico e ex-deputado estadual, e ex-secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira (PDT). Os brizolistas também homologaram a candidatura ao Senado Federal da vereadora e educadora de Itajaí, Hilda Carolina Deola.

O PDT concorrerá com chapa pura às eleições deste ano em Santa Catarina. O partido era uma das oito legendas de esquerda do Estado, agrupadas na Frente Democrática, que vinham trabalhando pelo lançamento de um projeto único, que acabou não vingando. Deste grupo, derivaram três projetos distintos. Um, que já homologou a candidatura de Décio Lima (PT) ao governo, e que deverá contar com Gelson Merísio (SD) como seu vice, tendo Dário Berger (PSB) ao Senado; outro, que bancará a candidatura de Afrânio Boppré (Psol) ao Senado, em aliança com o Rede Sustentabilidade, e o terceiro, bancado pelo PDT.

O principal motivo que fez com que o PDT deixasse a Frente Democrática foi a falta de espaço autônomo na majoritária, para fazer palanque para a candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT). Este espaço só seria conseguido se o PDT disputasse o Governo do Estado ou o Senado Federal. A Frente ofereceu aos brizolistas a vaga de candidato a vice de Décio Lima. O problema é que ao concorrer como vice, o PDT ficaria anulado em toda publicidade eleitoral, já que o que prevaleceria seria a dobradinha entre Décio e o projeto presidencial de Lula da Silva (PT).

A candidatura de Boeira se junta a outros sete projetos ligados a conquista do Governo do Estado, bancados pelo Republicanos, Progressistas, União Brasil, PT, PSTU, PL e Novo, cenário que acaba trazendo esperança de chegar ao segundo turno a praticamente todos os postulantes ao comando estadual. Notadamente, por conta da aliança com o MDB, e do trabalho realizado na governadoria, uma das vagas ao segundo turno deverá ser preenchida pelo governador Carlos Moisés da Silva (Rep), que disputará a reeleição. A segunda vaga, no entanto, é uma incógnita, por conta do fracionamento das candidaturas.

Por óbvio que os chamados partidos tradicionais são os primeiros a serem lembrados quando são especuladas as chances de se chegar a segunda etapa da eleição. Convém ressaltar, no entanto, que uma significativa parcela do eleitorado está totalmente desapegadas de paixões partidária, e tende a apostar muito mais em projetos do que em legendas, que é o que serve de gás para intenções como a de Jorge Boeira.

Finais

Governador Carlos Moisés da Silva (Rep) jogou um balde de água fria nas pretensões de alguns caciques do PSDB que pretendem se aliar a ele no pleito eleitoral deste ano. A esperança deste grupo de tucanos era a de que o governador fosse abraçar o partido, criando uma vaga ao Senado Federal para a legenda, em paralelo a candidatura de Celso Maldaner (MDB) ao mesmo cargo. Alguns líderes do PSDB mais ufanistas imaginavam, até mesmo, que Carlos Moisés fosse trabalhar para desarticular a candidatura de Maldaner, a substituindo por uma candidatura do PSDB, de modo a deixar sua aliança mais robusta. O governador, no entanto, ofereceu apenas a vaga de primeiro suplente de senador do MDB ao PSDB, e algumas outras vantagens inócuas. O PSDB ainda não se posicional quanto a que caminho tomará neste ano. A legenda se reunirá hoje e deverá oficializar sua posição na próxima quinta-feira, dia 4, em convenção estadual. Tudo se encaminha para uma aliança com o Progressistas de Esperidião Amin.

Por enquanto, maior coligação das eleições estaduais deste ano em Santa Catarina está ligada ao projeto de reeleição do governador Carlos Moisés da Silva. Além do Republicanos, que é o seu partido de filiação, o governador conta com MDB, Podemos, PSC, Avante e Democracia Cristã em sua base de apoio. Interessante observar que, com exceção do Democracia Cristã, todas as demais legendas foram especuladas como destino de filiação de Carlos Moisés, quando ele anunciou que estava saindo do PSL, partido pelo qual se elegeu em 2018. A segunda maior coligação a disputar as eleições deste ano no Estado é a bancada pelo PT, de Décio Lima, que tem como aliados o Solidariedade, PSB, PV e PCdoB. Qualquer um dos dois grupos ainda pode ser ampliado, pois metade dos partidos do Estado ainda não realizaram suas convenções, com os mesmos tendo até o dia 5 de agosto para promover este expediente. A decisão mais esperada é a do PSDB, que mudou sua convenção que seria realizada nesta segunda-feira, para quinta-feira, dia 4. Hoje se discutirá. Quinta se decidirá oficialmente.

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