Entrevistei ontem o ex-deputado federal Jorge Boeira, candidato ao Governo do Estado pelo PDT. Ele passou o dia em Araranguá, reunido com líderes de seu partido, mantendo contato com a imprensa e fazendo corpo a corpo com a população local.
Em que pese estar disputando o comando estadual por um partido de médio porte, e sem a capilaridade necessárias em todos os rincões de Santa Catarina, Boeira está convicto que o jogo eleitoral neste ano está totalmente aberto. O fato do governo estar sendo disputado por dez candidatos, conforme o ex-deputado, fracionou a base eleitoral catarinense, e, por conta disto, conforme ele, “praticamente todos que estão disputando a governadoria têm chances de chegar ao segundo turno, e, depois disto, através de composições, também têm chances de vencer a eleição”.
No que diz respeito às propostas de governo, Jorge Boeira se mantém vocacionado a defender um melhor sistema de educação para Santa Catarina, com investimentos em todos os níveis e o aprimoramento do acesso ao conhecimento através de investimentos em tecnologia. “Atualmente, nossos alunos estão na era digital, mas o ensino ainda é analógico. Isto é uma disparidade, e uma grande perda de potencial intelectual, que poderia estar a serviço da sociedade num futuro bem próximo”, comenta.
Boeira também se mostra um desenvolvimentista. Defende investimentos pesados no setor de infraestrutura, de modo a melhorar o desempenho econômico do Estado. Como exemplo, cita a duplicação da BR 101 no Sul catarinense, que fez a mesorregião ultrapassar a região serrana e a Grande Florianópolis em movimento econômico em apenas uma década. Para ele, “investir maciçamente no sistema rodoviário de Santa Catarina é garantir automaticamente a geração de emprego, renda e riqueza”. Conforme Boeira, a falta de investimentos no setor viário, como também no setor energético, tem amarrado o desenvolvimento estadual, “e trazido prejuízo para toda a sociedade”.
Basicamente, enquanto candidato, Jorge Boeira defende investimentos nos chamados gargalos econômicos, sociais e educacionais. Para ele, Santa Catarina não carece de mega projetos, mas sim de projetos que desobstruam aquilo que está estancado por falta de iniciativa e gestão. Ele cita como exemplo os milhões de reais que deixam de ser investidos nas pequenas propriedades rurais, através da compra de alimentos, meramente porque o agricultor não tem acesso a nota fiscal eletrônica para poder promover sua venda para o governo. “Trata-se de uma contradição”, comenta o ex-deputado. “As escolas precisam de merenda, o agricultor produz a base da merenda escolar, mas não consegue vender porque na maioria das vezes ele não tem acesso à tecnologia para emitir uma nota fiscal eletrônica. O governo precisa ir de encontro a isto e resolver o problema. É obrigação do governo fazer isto”, ressalta.
A entrevista completa com Jorge Boeira você pode acompanhar no Portal C1.
Moisés começa a fazer o que já deveria ter feito
Governador Carlos Moisés da Silva (Rep) começa a fazer o que deveria ter feito há muito mais tempo para se viabilizar politicamente diante do pleito deste ano. Paralelo ao projeto de deixar o governo interinamente, permitindo a posse do presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa (MDB), como governador, Moisés irá nomear o deputado estadual Romildo Titon (MDB) como Secretário da Agricultura. Com isto, a primeira suplente do MDB, Dirce Heiderscheidt, assumirá novamente uma cadeira no parlamento estadual, a exemplo do que fez quando o deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB) era Secretário da Educação. Tivesse entregue pelo três secretarias ao MDB há mais tempo, e oportunizado uma maior relação com o parlamento, Moisés estaria muito melhor na foto na atual campanha com vista a sua reeleição.
Diego Pires diz que “campanha está leve”
Candidato a deputado federal pelo PDT, vereador araranguaense Diego Pires diz que sua campanha “está leve e superando as expectativas”. Conforme ele, “os eleitores do Sul do Estado têm entendido que não adianta votar em candidato de fora, que, se eleitos, acabam aparecendo por aqui somente depois de quatro anos, para pedir votos novamente”. Diego está fazendo dobradinha com o já deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT), o que lhe tem aberto muitas portas na região de Criciúma e também de Tubarão. “Estou em campanha por todo o Sul de Santa Catarina, e a receptividade tem sido muito boa, especialmente porque o Jorge Boeira (PDT), que é candidato ao Governo do Estado, também é um sulista como eu e o Minotto”, comenta.