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Política

Chances de Tiago Zilli se tornaram bastante reais

Uma série de desdobramentos na política catarinense acabaram por transformar o projeto eleitoral do ex-prefeito de Turvo, Tiago Zilli (MDB), que almeja conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa, em algo totalmente plausível. Neste contexto, se ressalta o fato do MDB da região de Criciúma não ter lançado nenhum candidato a deputado estadual, abrindo um campo gigantesco para que Tiago pudesse trabalhar as bases de seu partido na região carbonífera. Mais do que isto, pela primeira vez na história da política catarinense, o MDB criciumense declarou apoio a uma candidatura oriunda da Amesc. Convém lembrar que em 2018 os atuais deputados estaduais Luiz Fernando Vampiro (MDB) e Ada de Luca (MDB) somaram quase 30 mil votos na região carbonífera, votação esta que, teoricamente, migrará para outros candidatos a estadual do MDB, o que inclui, preferencialmente, Tiago Zilli.

Outro fato extremamente relevante para o projeto do ex-prefeito turvense diz respeito ao contexto estadual que envolve as candidaturas do MDB à Assembleia Legislativa. Além de Vampiro e Ada, que não disputarão à reeleição, direcionando seus projetos para a Câmara Federal, há também outros três deputados estaduais do partido que não concorrerão à Assembleia Legislativa: Valdir Cobalchini, que está concorrendo como candidato a deputado federal, e ainda Moacir Sopelsa e Romildo Titon, que não estão disputando a eleição deste ano. No resumo da ópera, dos nove deputados estaduais do MDB, apenas Volnei Weber, Mauro de Nadal, Jerry Comper e Fernando Krelling estão disputando à reeleição.

O MDB não deverá eleger novamente nove deputado estaduais. A impossibilidade de coligações proporcionais e a consequente multiplicidade de partidos disputado o parlamento estadual, deverão reduzir a bancada estadual do MDB para cerca de seis ou sete deputados. Antídio Lunelli deverá ser o puxador de votos do partido. A partir daí, por uma questão de lógica, os quatro já eleitos tem mais chances de conquistar um novo mandato, mas isto não é uma verdade absoluta, fosse assim nenhum eleito perderia seu mandato. O mais provável é que o MDB reeleja três, dos quatro deputados que postulam novo mandato, que, somados a eleição quase certa de Antídio Lunelli, reservaria quatro cadeiras ao partido. Só que o MDB elegerá mais que quatro deputados estaduais. Elegerá, no mínimo cinco, provavelmente seis, e quem sabe sete.

Dentre os especulados para ocupar essas cadeiras ainda abertas estão Tiago Zilli e Rosi Maldaner, esposa do deputado federal, e candidato ao Senado pelo MDB, Celso Maldaner. Por ora, são eles os que apresentam uma maior estrutura e um maior espaço geopolítico de atuação na campanha. Todavia, é preciso que o eleitor vote.

Crítica a dinheiro para deputados é boa na teoria

Candidato ao Governo do Estado pelo Pros, defensor público Ralf Zimmer tem tecido várias críticas ao fato do governador Carlos Moisés da Silva (Rep) ter destinado cerca de R$ 500 milhões para que deputados estaduais fizessem indicação quanto a aplicação destes recursos. Na prática, por exemplo, um deputado pede R$ 300 mil para o calçamento de uma rua, em determinado município, e o governador libera. A soma destes valores, de acordo com Ralf, teria atingido meio bilhão de reais em três anos e meio do governo de Carlos Moisés. O fato é que, ainda que isto seja um combustível para lá de poderoso para que deputados se reelejam, tal expediente acaba vindo ao encontro das reais necessidades sentidas pelos municípios e seus moradores. Em princípio, a tal “farra” acaba com a ressaca de muita gente que acorda de manhã para trabalhar e tem que colocar o pé na lama, dentre outras centenas de situações.

Jorginho erra ao mirar em Gean Loureiro. Inimigo é Amin.

Candidato ao governo estadual pelo PL, senador Jorginho Mello conseguiu liminar que proíbe Gean Loureiro (União), que também disputa o governo, de usar a imagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) em seu material de campanha. O fato é que o União Brasil tem como candidata à presidência a senadora Soraya Thronicke (MS), e a imagem de Gean deveria, teoricamente, ser associada a ela, e não a Bolsonaro. O problema de Jorginho, todavia, se chama Esperidião Amin (PP), e não Gean Loureiro. É Amin quem mais tem conseguido se vincular a Bolsonaro, seja pela retórica de campanha, seja pelo histórico pessoal de alinhamento com o pensamento conservador. Afora isto, quanto mais votos Gean fizer, menos Amin fará, pois a capilaridade eleitoral dos dois é praticamente a mesma. Em tese, Gean ajuda Jorginho a segurar Amin. Neutralizar Gean ajuda Amin a decolar de vez, podendo deixar Jorginho para trás.

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