O prefeito reeleito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), na primeira foto, aposta todas as suas fichas na disputa para o Governo Catarinense, em 2022.
Além de colocar seu nome à disposição para o pleito majoritário, ele articula uma série de ações. Se, de fato, quiser concorrer ao Executivo Estadual, Gean teria que licenciar-se da prefeitura, deixando o cargo, ainda em abril, para o atual vice-prefeito da capital, Topázio Neto (Republicanos).
PROJETO INCLUI DEPUTADOS
Em março, Gean assume a presidência estadual do Democratas, sucedendo João Paulo Kleinübing. O projeto inclui, ainda, a possível filiação de deputados estaduais, como Keneddy Nunes (PSD), Ricardo Alba (PSL), Paulinha Silva (PDT) e Felipe Estevão (PSL). Já existe diálogo nesse sentido, mas cada caso é tratado de maneira isolada, respeitando as peculiaridades.
REGIÃO
Já, nível de Região Extremo Sul Catarinense, o Democratas pode filiar nomes como Ricardo Ghelere, candidato a prefeito de Araranguá, que deixou o PRTB; Tadeu Pereira, Bacharel em Direito e ex-suplente de vereador na Cidade das Avenidas, além de João Cardoso, que concorreu a prefeito de São João do Sul em 2016 pelo PPS (atual Cidadania) e na última eleição, concorrendo pelo Solidariedade, ficou como suplente da Câmara de Vereadores.
MAIA PLANEJA DESEMBARQUE
Soma de um lado, subtração de outro. Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem negociado a saída do DEM. Ele já conversou com o Cidadania, embora sem convite formal, e iniciou tratativas com o PSL, segundo maior partido da Casa.
Maia planeja levar consigo, caso migre mesmo de legenda, cerca de 40 políticos, a grande maioria filiada ao DEM, seu atual partido. Na lista estão governadores, prefeitos, deputados federais e deputados estaduais com os quais cultivou relação próxima em seus quase cinco anos como presidente da Câmara.
JANELA PARTIDÁRIA
Diante do nível de dificuldade que a próxima eleição deverá apresentar com a proibição das coligações proporcionais, a exemplo do que já ocorrem na disputa proporcional dos pleitos municipais de 2020, a expectativa é de que a troca de partidos entre os deputados seja movimentada.
Pelas regras eleitorais, seis meses antes das eleições, ou seja, em março de 2022, os parlamentares poderão mudar de partido sem correr o risco de perderem o mandato. É a chamada "janela partidária".