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Política

Fundo Eleitoral e Partidário não chegam à região

Ainda que o Brasil tenha 29 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, apenas sete deles dominam o cenário político nacional.
 
São eles, o PL, o PT, União Brasil o PSD, o MDB, o Progressistas e o Republicanos.
 
Estas sete siglas detêm 80% das cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, percentual que se estende aos comandos de prefeituras e cadeira nas Câmara Municipais de Vereadores.
 
No que diz respeito aos governos estaduais, 70% dos governadores são filiados a estas legendas.
 
Como têm maior representatividade no Congresso Nacional, estes partidos também abocanharão a absoluta maioria dos recursos públicos destinados às campanhas eleitorais neste ano.
 
Com vistas à 2024, o conjunto destas sete legendas terão a sua disposição nada mais, nada menos, do que R$ 4,5 bilhões para distribuírem aos seus candidatos a prefeito e a vereador, Brasil à fora.
 
Para os outros 22 partidos restarão ainda outros R$ 1,7 bilhão.
 
O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, receberá a maior fatia: R$ 863 milhões.
 
O PT, do presidente Lula, receberá R$ 701 milhões.
 
O União Brasil vem na terceira colocação em número de deputados e senadores, e receberá R$ 527 milhões.
 
O PSD receberá R$ 427 milhões, o MDB R$ 410 milhões, o Progressistas R$ 406 milhões e o Republicanos 332 milhões.
 
O mais interessante da história é que tais recursos dificilmente chegam aos municípios de pequeno e médio porte, como são a maioria dos que estão localizados em nossa região.
 
Desde que o Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário foram inventados, os dutos que distribuem tais recursos parecem só ter força para chegar até a região de Criciúma. E esta realidade é observada em todo o Brasil.
 
Na prática, o dinheiro oficial da política, que era para ser distribuído de forma proporcional para os partidos de todos municípios, acaba se concentrando apenas nos grandes centros, o que só aumenta a sensação de estarmos sendo vilipendiados.
 
A grande verdade é que cá embaixo estamos sendo feitos de bobos duas vezes.
 
A primeira por conta de estarmos vendo os recursos de nossos impostos sendo distribuídos para os partidos políticos.
 
E a segunda por conta de os políticos de nossa região não terem acesso a tais recursos, que em última instância poderiam ser utilizados para gerar emprego e renda a quem trabalhasse nas campanhas, durante o período eleitoral.  
 
Finais
 
Ex-prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, que disputará a Prefeitura Municipal de Criciúma pelo PT, conquistou o apoio do Psol e do Rede Sustentabilidade para seu projeto.
 
O Psol indicará a bióloga Mariana Furlan Sartor para concorrer como candidata a vice do petista.
 
A intenção do grupo de esquerda, que está se formando em Criciúma, é ter todas as legendas com esta tendência ideológica aglutinadas em torno da candidatura de Arlindo Rocha.
 
O ex-prefeito de Maracajá exerceu seu mandato entre 2017 e 2020, à época filiado ao PSDB.
 
Em 2019, no entanto, ele deixou o ninho tucano e não disputou a reeleição, mudando seu domicílio eleitoral para Criciúma.
 
Um dos principais objetivos de sua candidatura a prefeito é pavimentar o caminho para uma candidatura a deputado estadual em 2026.
 
Plano Pesquisas, empresa que atua há quase 30 anos no mercado catarinense, tem feito várias pesquisas no Estado, para observar o comportamento do eleitor em relação ao pleito deste ano.
 
De acordo com seu diretor, Flávio Coelho Mafra, o eleitorado catarinense está a procura de candidatos renovados e com propostas conservadoras, principalmente nos municípios do interior de Santa Catarina.
 
Conforme ele, os partidos de centro-direita, de direita e de extrema-direita tendem a ganhar bastante robustez em nosso Estado depois de abertas as urnas do próximo mês de Outubro.
 
Na via inversa, os partidos de centro-esquerda, de esquerda, e de extrema-esquerda, tendem a perder boa parte dos espaços que conquistaram em prefeituras e Câmaras de Vereadores nas eleições de 2020.  
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