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Política

Lula ainda não mostrou a que veio

Ano está chegando ao fim e o governo Lula da Silva (PT) ainda não mostrou a que veio. O fato é que os alaridos do início de mandato se esgotaram sem que nenhuma ação efetiva, mesmo que de pequeno impacto, fosse tomada pela gestão federal. O atual mandato do presidente Lula lembra muito o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), que parecia meramente imerso a questões burocráticas. Até mesmo a terceira edição do Programa de Aceleração do Crescimento deverá sair do papel somente em 2024, para desespero da absoluta maioria das prefeituras do país, que têm visto seus caixas decrescerem por conta das constantes quedas ao Fundo de Participação dos Municípios. O fato é que 2023 ainda não fez brotar nenhuma resenha positiva, de grande monta, vinda do Governo Federal.  

Por conta disto, é muito provável que o movimento bolsonarista volte com a corda toda nas eleições municipais do ano que vem. Um governo, seja qual ele for, nunca consegue colher seu plantio de imediato. Pelo andar da carruagem, Lula pretende começar sua semeadura depois das eleições municipais de 2024, focado em seu projeto de reeleição em 2026. Por conta disto, aqueles candidatos que estiverem defendendo sua gestão durante o processo eleitoral municipal do próximo ano, terão muitas dificuldades em conseguir emplacar seus projetos.  

Talvez as exceções estejam nos grandes centros urbanos, onde a população acaba não sentindo de forma tão presencial as ações do poder público. Nestes cenários, as rotinas do dia a dia consomem a todos, e as discussões políticas passam a ser quase que completamente ideológicas. Cá embaixo, no entanto, uma máquina a mais para a prefeitura, um novo ginásio de esportes, ou uma nova ambulância para o SAMU, fazem toda a diferença. Nestes quesitos, no entanto, o governo Lula ainda não deu o ar de sua graça.  

Finais 

PSD e Partido Novo formalizaram protocolo de intenções, no dia de ontem, para concorrerem unidos em Joinville, na eleição municipal do ano que vem. O acordo no maior município do Estado deve servir mola-mestre para que outras alianças, entre as duas siglas, também sejam acordadas Santa Catarina afora. Ainda que os comandos das duas legendas tentem passar a impressão de que esta composição é natural, ela afronta os princípios dos dois partidos. O PSD tem se tornado um partido cada vez mais social democrata, já o Partido Novo é fracamente vocacionado ao liberalismo. Por seu próprio histórico, o PSD está fazendo a sua parte, ao buscar alianças com gregos e troianos. Por sua vez, o Novo, ao se aliar ao PSD, joga fora a grande chance de se distanciar da mesmice no cenário político eleitoral catarinense.     

MDB de Balneário Gaivota voltou a ficar dividido, depois de dois anos de trabalhos consensuais. De um lado está uma ala do partido que anseia por uma composição com o Progressistas e o PDT, bancando um candidato de oposição. Do outro lado está a outra ala, que defende o alinhamento com a administração do prefeito Kekinha dos Santos (PSDB), para colaborar com seu projeto de reeleição. Pelo andar da carruagem, a exemplo de 2020, o partido entrará em campo, ano que vem, com os dois grupos mantendo seus posicionamentos. É muito provável que oficialmente o MDB se alie a oposição, e que o grupo de emedebistas que defende a gestão do prefeito Kekinha reedite o Movimento Ulysses Guimarães, que já lhe manifestou apoio no último pleito municipal.  

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