Casa Lar Irmã Carmen esclarece etapas no processo com a chegada do mês da adoção
Maio é marcado como o mês da adoção e chama atenção para a importância de compreender os caminhos que levam crianças e adolescentes ao acolhimento institucional e, posteriormente, à adoção.
Segundo a coordenadora da Casa Lar Irmã Carmen, de Araranguá, Mauza Ramos da Cunha, ainda há muitas pessoas que acreditam que quando uma criança ou adolescente é acolhido ele será encaminhado à adoção. “Isso não ocorre. O acolhimento institucional surgiu como uma medida excepcional. Uma criança só vem para cá se for extremamente necessário. O objetivo principal, quando o jovem chega, é a reintegração familiar. Não a adoção”, explica.
De acordo com Mauza, a entidade atualmente atende 39 crianças e adolescentes e, neste momento, nenhum está em processo de adoção.
Para que uma criança seja encaminhada à adoção, o processo é delicado, envolvendo uma série de etapas legais. A princípio, o caso será julgado pelo Poder Judiciário, que busca alternativas dentro da família extensa, que são avós ou tios de primeiro grau. Somente na ausência de condições adequadas ocorre a destituição do poder familiar e o encaminhamento à adoção.
A coordenadora destaca que o encaminhamento pode ser iniciado independentemente da idade da criança ou adolescente. “Podem ser adolescentes de 12, 13 anos, podem ser bebezinhos. Não há um limite. A partir do ponto em que se entende que os genitores ou a família não têm condições de cuidar deles, eles entram em processo de adoção”.
Dados apurados pela entidade apontam que nos últimos três anos a maioria dos casos de acolhimento resultou na reintegração familiar. Em 2023 foram três adoções e 32 reintegrações (entre família biológica e extensa). Em 2024, 13 adoções e 26 reintegrações. Já em 2025 foram seis adoções e 28 reintegrações.