• Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021
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Política

O lado oculto da cruzada espiritual no Brasil

“Não é o mal que move o mundo, mas sim o bem. O bem move tudo. Aquilo que vos parece mal deve a sua vida e a sua força ao bem

Negai o mal apenas afirmando o bem. Negar o mal sem afirmar o bem não moverá a alavanca de mutação. Negar o mal verbalmente de nada serve. Nega-se o mal, recusando-se a pensar nele com as armas do mal, que são: revolta, depressão, cólera. Estas são as armas do mal.”*

O Brasil está passando por uma das fases mais tensas de sua história. Há uma guerra híbrida em curso e as pessoas em meio ao povo muitas vezes parecem atônitas e sem saber o que fazer diante de tantos embates, rompimentos e incertezas. Após um quadro de longos anos de corrupção e impunidade, no qual os governantes eleitos literalmente pilharam o país em governos que se sucederam no poder com propostas diferentes, mas com atuações idênticas, estamos atualmente testemunhando uma situação política singular.

O atual governo não só busca agir de forma totalmente lícita, como luta para impedir ilicitudes. Deflagrou-se um combate jamais visto contra a corrupção, que revelou nitidamente para toda a população brasileira o quão terríveis foram os dias dos governos anteriores, que exauriram verbas públicas, desviaram recursos para fins obscuros e tripudiaram os valores nacionalistas por décadas de manipulações, mentiras e estratagemas.

Esta constatação, cada vez mais evidente, fez nascer na maioria da população uma aversão profunda ao espectro da velha política, despertando nas pessoas um sentimento coletivo de total repúdio aos crimes praticados e a toda classe de agentes públicos desonestos envolvidos em esquemas de poder. Despertou-se uma consciência maior sobre a influência da democracia na vida de todos e sobre o grande papel que cada eleitor tem ao eleger seus representantes. Finalmente estamos assistindo brilhar o sol do civismo nos céus da nação brasileira.

Mas também estamos vendo surgir na mentalidade coletiva um comportamento vicioso por causa da revolta que estas revelações causaram. Movimentos em torno da verdade sempre causam impactos. E, de forma inédita, estes desdobramentos alcançaram praticamente todos os setores da sociedade. Tornou-se comum a discussão política efusiva e, em certos casos, destemperada. A indignação das pessoas com a corrupção e a impunidade é tamanha que extrapola o comedimento, mesmo que de forma justificada. Este é exatamente o contraponto sobre o qual será proposto o tema desta reflexão. Como tratar os temas políticos do passado com o rigor que o momento exige sem, no entanto decair mediante os sentimentos de ira e ódio que, por vezes, afloram e nos dominam.

Cada vez que um indivíduo assoma-se de ímpetos furiosos, há um rebaixamento de sua frequência, uma abertura de seu campo energético, rompendo-se o seu equilíbrio. Algo que ocorre de forma oculta, enfraquecendo-o e tornando-o vulnerável energeticamente. Porque há nestas circunstâncias o concurso de sentimentos como a revolta, a irá e a cólera e, como afirma o axioma dos Mestres Ascensos, estes sentimentos são as armas do mal. Mas por que o mal se utiliza de sentimentos humanos como armas? E como este processo ocorre?

Estas questões, dentre outras, serão contempladas ao longo de uma série de reflexões que se inicia na coluna de hoje e que se estenderá por mais duas edições, dada a abrangência do tema.
Para iniciar esta compreensão, é necessário considerar alguns princípios sobre a propagação de ondas de energia e como ocorre a sua assimilação, posto que tudo é energia.
De modo geral, embora não preditivo, todo campo vibracional, emite uma frequência de ondas que se propagam. O sinal desta onda é determinado por características como a frequência, o comprimento, a amplitude e a velocidade. Considerando um determinado tipo de energia, por exemplo a emanação eletromagnética captada por um aparelho de rádio, a frequência é identificada pelo comprimento das ondas que a compõem. É o que acontece quando sintonizamos uma determinada emissora que tem o seu sinal de ondas expresso numericamente por unidades chamadas Hertz. Ao procurarmos por esta estação, temos que ajustar o dial do rádio até encontrar os números que indicam exatamente aquela sintonia. Sintonia é a palavra chave.

Assim sendo, toda a energia que vibrar na mesma frequência torna-se compatível com estas ondas e poderá ser captada na mesma estação, causando o que chamamos de interferência, algo fácil de ser identificado com os ruídos desagradáveis que são transmitidos em meio a uma música, por exemplo. Estas oscilações prejudicam a captação das energias eletromagnéticas recebidas por aquele aparelho, embora tais variações não possam alterar a natureza das ondas. Há uma interferência no processo de transmissão, mas não há uma alteração na fonte de emissão, nem tão pouco na qualidade da energia emitida. O problema está na fidedignidade do aparelho receptor. Com o ser humano não é diferente.

Captamos e emitimos ondas vibracionais o tempo todo. Afetamos as pessoas à nossa volta com a nossa energia, do mesmo modo como somos afetados pela vibração energética alheia. Se alguém vibra negativamente à nossa volta, podemos ser atingidos e influenciados por seu campo energético. E assim ocorre com tudo o que nos causa algum impacto. Tudo é energia e nos alcança por um princípio de frequência e ressonância. Se vibrarmos na mesma faixa de onda daquela pessoa, emitindo ou alimentando sentimentos similares, tornamo-nos aptos a captar de volta energias de mesma natureza, que poderão nos dominar facilmente. Do mesmo modo ocorre com os bons sentimentos e as virtudes superiores. Se vibramos positivamente, iremos captar somente as energias positivas das pessoas ou ambientes ao nosso redor. Portanto, trata-se de uma questão de escolha e vigília.

Então, como reagir às vicissitudes humanas sem que percamos nossa própria força? Como agir com tenacidade e convicção diante dos crimes políticos e afrontas à lei, sem que rebaixemos nossa frequência? Como atrair o concurso dos bons sentimentos e permanecermos em estado de proteção? As respostas a estas e outras questões abordaremos em nossa próxima edição, na continuação deste tema. Até lá.

XXXXX

“O mal não pode vencer o mal. Só o bem pode fazê-lo.”
Liev Tolstói (pensador e escritor russo, 1828 - 1910)

* Os parágrafos foram transcritos de um livro de cunho transcendental, lançado em 1992, chamado “O PADRÃO HUMI - AS ORIENTAÇÕES DOS MESTRES”*, trecho do capítulo 1 ”O CONTATO COM O MESTRE”, escrito por J. C. Alarcon & M.N. Alarcon.

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