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Política

Opinião do colunista: Por um país sem Lula, precisamos impeachmar Bolsonaro

As opiniões do colunista não refletem necessariamente a opinião do portal Uaaau.

Em 2013 o povo foi às ruas dada a tremenda insatisfação com o modus operandi do governo petista: rodízio de cargos na Esplanada dos Ministérios, mensalidades aos congressistas, superfaturamento de obras e política do pão e circo, feita com sub-planejamento e também com hiperfaturamento nas construções dos elefantes brancos. O governo PT teve seu preço. E foi alto.

Surge então o meteórico Jair Messias Bolsonaro. Apesar de estar há 30 anos no poder legislativo, Bolsonaro foi o mascote de 2018, visto como novidade política. Não importava seus 7 mandatos de Deputado Federal - custando 56 milhões de reais de dinheiro público. Não importava ter passado por 9 partidos na carreira. Não importava ter aprovado apenas 2 projetos de lei em 28 anos.

Não importava ele ter apoiado a eleição do venezuelano Hugo Chávez em 1999. Não importava ter votado a favor do aumento de 61,7% do seu próprio salário em 2010.

 

Não importava ter votado contra o Plano Real em 1994. Não importava ter votado contra a quebra do monopólio das telecomunicações em 1995. Não importava ter votado contra a Reforma da Previdência em 2003.

Não importava a proposta de governo que mais parecia um powerpoint escolar, sem nenhum plano concreto.

Aproveitou a ascensão da internet e do discurso envolvendo pautas anticorrupção, liberalismo econômico e conservadorismo - foi eleito com 55% dos votos válidos, o reflexo social da descrença com a política. Ninguém conhecia o eleito. Apenas enxergava nele o candidato passível de vender o PT.

O liberalismo estava estampado na figura de Paulo Guedes. O ministro afirmou que o dólar só chegaria a 5 reais se o governo fizesse muita besteira. Levou 11 dias. Quem nos dera se as besteiras parassem por ali.

O poder de compra do brasileiro diminui a cada mês. Os diferentes índices de inflação se aproximam de recordes. Alimentos, gás, energia, gasolina, construção civil. Não tem nada a ver com o dólar. O real foi a 6ª moeda que mais se desvalorizou em 2020.

O governo Bolsonaro não privatizou nenhuma estatal - pelo contrário, criou a poderosa NAV Brasil. A privatização da Eletrobrás foi tão mal feita que foi rejeitada por liberais natos, como Marcel van Hattem (RS) e Gilson Marques (SC).

A reforma tributária que tramita na Câmara prevê aumento de impostos. A reforma administrativa exclui a elite do funcionalismo público. O fundo eleitoral será 250% maior que o mínimo constitucional. O foco é o voto impresso.

Sob a capacidade de articulação, Lula comprou apoio do congresso através de mensalidades, o conhecido Mensalão, mas Bolsonaro deu um jeito de legalizar o processo. Triplicou as emendas parlamentares e apoiou o centrão e criminosos em cargos de liderança.

Seu guru é Roberto Jefferson, aquele do Mensalão de Lula. O presidente da Câmara é Arthur Lira, condenado em segunda instância na Lava-Jato. Os líderes na Câmara e no Senado são investigados. O agora ministro Ciro Nogueira esteve envolvido em operações milionárias da Odebrecht - e ainda apoiou Haddad em 2018. A agora ministra Flávia Arruda é esposa do maior corrupto político de Brasília, José Roberto Arruda. Todos apoiados por Jair Messias Bolsonaro. Vale o preço?

Na sua luta anticorrupção, Bolsonaro acabou com a Lava-Jato e fez réu Sérgio Moro, o herói na guerra contra a maior operação de desvio de dinheiro público da história do país.  Mas a blindagem a toda família no escândalo das rachadinhas, que envolveu mais de 20 familiares, mostrou que, assim como o presidente “luta” contra a criminalidade, o PT é capaz de fazer uma cartilha anticorrupção. Duas faces de uma mesma moeda.

O líder supremo de uma nação democrática e pluripartidária tem dificuldades para prosseguir com suas pautas, ainda que sejam poucas. Um bom conservador dialoga e coloca numa mesma mesa pensamentos distintos. Não o presidente. Bolsonaro conflita com o legislativo. Com o STF. Com o Ministério Público.Com os Governadores. Com os Prefeitos. Com a imprensa. Com a sociedade. Com quem discorda. Todos os dias. Vai aprovar alguma coisa como?

O pior de tudo é que Bolsonaro, simplesmente estando na presidência, é o trunfo político de Lula. Somente Bolsonaro consegue amaciar a memória dos brasileiros sobre todos os crimes liderados pelo ex-presidiário. Com Bolsonaro no segundo turno, a vitória de Lula é certa. Com qualquer outro na decisão, Lula perde. Ambos têm as maiores rejeições já vistas por dois políticos no Brasil. Ademais, a polarização continuará com um ou com outro.

A conta é simples: Bolsonaro atingiu 55% em 2018, no seu auge, contra um Haddad misturado com Lula preso. Isso mostra, infelizmente, a força do ex-presidiário. Desde então, não ganhou nenhum eleitor, enquanto fez questão de construir mais e mais opositores - desmantelando a direita e o liberalismo que muito lutaram em conjunto. Sua rejeição beira o atingido por Dilma Rousseff, com 70%.

O impeachment vem quando não há mais capacidade de atuação política. Quando o presidente perde a capacidade de governar. O motivo técnico é só um agente, apesar de ter mais de 100 na gaveta de Arthur Lira. E precisamos, como sociedade, expressar que não há mais capacidade intelectual, ética e política do atual governo. Não há gestão na educação, na saúde, na economia. Não há diálogo sob qualquer discordância. Não há liderança. Chega de vivermos de Tarcísio de Freitas e de Tereza Cristina. Chegou a hora de elevarmos a régua. Chegou a hora de tirarmos Bolsonaro e Lula do poder.

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As opiniões do colunista não refletem necessariamente a opinião do portal Uaaau.

 

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