• Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022
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Política

Os três erros que podem custar caro em SC

Três erros estratégicos podem ser considerados crassos na política catarinense com vistas as eleições deste ano. O mais grotesco deles está ligado ao fato do governador Carlos Moisés da Silva (Rep) não ter aceito o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB), como seu candidato a vice. Cabe ressaltar, que esta decisão do governador sofreu forte influência de emedebistas que também não queriam Antídio como seu representante, e sim o ex-prefeito de Joinville, Udo Döehler (MDB). O problema é que o MDB caminha a passos lagos para um racha, o que pode levar o grupo de Lunelli para o lado de Gean Loureiro (União), que também vai disputar o governo catarinense. Na prática, algo que poderia ser resolvido sem maiores problemas, meramente com a cessão da vaga de vice a Antídio, pode acabar se transformando numa situação caótica dentro da coligação do governador.

O segundo erro estratégico está ligado a dissolução da Frente Democrática, grupo que inicialmente era formado por oito partidos de esquerda e que agora está na iminência de ter três chapas majoritárias, duas delas ao Governo do Estado. O PT errou feio ao não ceder a cabeça de chapa ao senador Dário Berger (PSB), concorrendo como vice deste, e abrindo espaço para que o PDT indicasse Jorge Boeira ao Senado. As chances da Frente chegar ao segundo turno seriam infinitamente maiores em um cenário como este, assim como também as chances de composição para vencer as eleições na segunda etapa da eleição.

A insistência do PT em ter Décio Lima como candidato ao governo, acabou fazendo com que o PSB exigisse a vaga de candidatura ao Senado, o que excluiu o PDT do projeto da Frente, pavimentando caminho para o lançamento da candidatura do ex-deputado federal Jorge Boeira ao governo. Afora isto, mesmo que o PT avance para o segundo turno, as chances de vitória são muito escassas, por conta do perfil conservador do eleitorado catarinense. Perfil este que é comungado por Dário Berger.

Terceiro erro, que está na iminência de ser concretizado, diz respeito a falta de unidade entre PL e Progressistas, ou vice-versa, para a disputa majoritária deste ano em Santa Catarina. Os dois principais partidos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) devem sair divididos no Estado mais bolsonarista do país. Para Bolsonaro isto é excelente, pois se abrem duas frentes oficiais de trabalho para seu projeto nacional. No entanto, isto divide pela metade as chances de um candidato a governador bolsonarista chegar ao segundo turno. Esperidião Amin (PP) já está homologado como candidato ao governo. A convenção que homologará Jorginho Mello (PL) ao mesmo cargo só acontece dia 5 de agosto, mas, de acordo com ele, o projeto é irreversível.

Finais

Corre a boca graúda informação dando conta que governador Carlos Moisés da Silva estaria em franca conversação com o PSDB, para ceder a vaga de candidato ao Senado Federal ao partido. O Republicanos, que é a legenda que abriga a filiação do governador, realizou convenção no último sábado, ocasião em que homologou sua candidatura à reeleição, tendo o ex-prefeito de Joinville, Udo Döehler (MDB), como candidato a vice. Todavia, o deputado federal Celso Maldaner, que venceu a convenção do MDB para concorrer ao Senado, não foi homologado na chapa majoritária do Republicanos. Na prática, o partido de Carlos Moisés pode abrir espaço para qualquer sigla dentre desta majoritária, o que inclui o PSDB, no que diz respeito a vaga ao Senado. Sempre é bom lembrar que Maldaner é aliado de Antídio Lunelli, que já foi fritado pelo grupo de Carlos Moisés, como também por emedebistas ligados aos ex-governadores Paulo Afonso Vieira e Eduardo Moreira. Quem frita um, frita dois.

Pré-candidato do PDT a deputado federal por nossa região, vereador araranguaense Diego Pires diz que candidatura do ex-deputado federal Jorge Boeira (PDT) ao Governo do Estado é fato consumado. “O partido está apenas trabalhando, agora, na montagem da chapa majoritária. Não há mais volta, nem chances de aliança com o PT”, comenta. O ex-deputado estadual Dalmo Claro de Oliveira (PDT), de Joinville, tem sido cotado para concorrer como candidato a vice de Boeira. Ele é médico e já foi Secretário de Estado da Saúde no governo de Luiz Henrique da Silveira (MDB). Dalmo tem passagens pelo PT, PSDB, MDB, PSD e PSL, sigla que chegou a ajudar a coordenar na região Norte do Estado. Para prestigiar a geografia das urnas, o PDT tem procurado um candidato ao Senado entre lideranças brizolistas do Oeste do Estado. A convenção do partido para a homologação de sua majoritária está confirmada para sábado, dia 30, em Florianópolis.

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