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Política

Prisão de ex-ministro acende alerta na campanha de Bolsonaro

Prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, sob a acusação de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência, ocorrida ontem, é um balde de água fria no projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de Ribeiro, também foram presos alguns pastores ligados a ele, que são apoiadores contumazes de Bolsonaro. O fato é que o presidente tem dito de peito aberto que em sua gestão não existe corrupção. Na via inversa, se utiliza de operações como a Lava Jato para ressaltar “a roubalheira que acontecia à luz do dia nos governos do PT”. Basicamente, tem se utilizado desta retórica para tentar se diferenciar do ex-presidente Lula da Silva (PT), que será seu principal adversário no pleito eleitoral deste ano. Se cair na vala comum, Bolsonaro não terá muito o que argumentar junto ao eleitorado, especialmente àquele que ainda está indeciso. Articulada, a oposição tem se dedicado a jogar o governo Bolsonaro no mármore do inferno, por conta das supostas falcatruas de Milton Ribeiro, que, ao que tudo indica, tinha gostava muito de pedir favores financeiros em troca da liberação de recursos de sua pasta.

Mota diz que agora todos estão em casa

Confirmação da aliança entre o governador Carlos Moisés da Silva e o MDB foi comemorada de forma diferenciada pelo ex-deputado estadual Manoel Mota (MDB). Emedebista histórico, o ex-parlamentar está apoiando o projeto de pré-candidatura a estadual de seu filho, Marco Antônio Mota, o Motinha, que é filiado ao Republicanos, partido do governador. Caso o MDB não fechasse coligação com Carlos Moisés, o partido mais próximo de fazer isto seria o Progressistas, sigla que rivaliza diretamente com os emedebistas, principalmente no Sul de Santa Catarina, base eleitoral de Mota.

Para o ex-deputado, a solidificação da aliança entre o Republicanos e o MDB acabou criando um cenário extremamente favorável ao projeto de Motinha. “Agora estamos todos em casa, acabou a agonia. Posso pedir votos de cabeça erguida para meu filho na casa de qualquer emedebista”, comenta Mota. De acordo com ele, “o clima, a partir de agora, é outro”.

Por sua vez, para Motinha, a dobradinha entre Carlos Moisés e o MDB “irá facilitar em muito a campanha, e aumentar de forma substancial as chances de eleição”. O pré-candidato também não perde a oportunidade de dizer que, caso permanecesse no MDB, precisaria de 40 mil votos para se eleger, “enquanto no Republicanos são necessários apenas 20 mil”. Este, aliás, deve ser um de seus principais argumentos de campanha. “É claro que eu vou assumir compromissos de campanha e todos sabem que eles estarão ligados às necessidades de nossa região. Os demais candidatos, dos partidos tradicionais, também farão isto, e nem poderia ser diferente. A diferença é que eu só vou precisar de metade dos votos que os outros precisarão para se eleger”, comenta Motinha, se referindo a suposta baixa legenda do Republicanos. Basicamente, quanto mais candidatos fortes um partido tem, menores são as chances de alguém se eleger com baixa votação. Na via inversa, se um partido não contar com muitos candidatos fortes, as chances de eleição com baixa votação aumentam. Ivan Naatz, por exemplo, foi eleito deputado estadual pelo PV, em 2018, com 14.645 votos. Já em 2014, Cleiton Salvaro se elegeu para o mesmo cargo, pelo PSB, com 14.986 votos.

Maldaner minimiza declarações de Carlos Moisés

Presidente estadual do MDB, deputado federal Celso Maldaner, minimizou o fato do governador Carlos Moisés da Silva (Rep.) não ter citado o nome do ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB), durante coletiva de imprensa, logo após os emedebistas terem declarado apoio a seu projeto de reeleição. Sem entrar no mérito da questão, Maldaner disse que a primazia de indicar o vice de Moisés cabe ao MDB, como caberia a qualquer outro partido que aceitasse uma coligação nestes moldes. “Se a vaga foi oferecida ao MDB, cabe ao MDB referendar o nome que irá representar o partido”, comentou, de forma diplomática, o presidente da legenda. Deputado federal Carlos Chiodini (MDB) era o preferido de Moisés para a composição da dobradinha. Ontem, durante incursão por nossa região, o parlamentar disse que não tem interesse em concorrer como candidato a vice, e ressaltou que o nome para a empreitada é o de Antídio Lunelli. Questionado sobre uma possível disputa ao Senado Federal, Chiodini saiu pela tangente. Não disse que sim, nem que não. Em princípio, o MDB deverá indicar o candidato ao Senado a ser apoiado pela aliança de Carlos Moisés até a próxima segunda-feira.

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