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Política

PSDB está dividido entre Amin e Moisés

PSDB catarinense ainda não conseguiu chegar a um consenso quanto ao destino do partido nas eleições catarinense deste ano. A cúpula do partido, fortemente influenciada por figuras como o ex-governador Leonel Pavan e o ex-presidente da assembleia Legislativa, Gilmar Knaesel, mantém forte tendência de buscar um alinhamento com o senador Esperidião Amin, que será candidato ao Governo do Estado pelo Progressistas. Amin já ofereceu a vaga de candidato a vice em sua chapa aos tucanos, e, nos bastidores, admite até mesmo ceder também a de candidato ao Senado ao PSDB. Esta segunda possibilidade, no entanto, depende da posição do PTB, que lançou o deputado estadual Kennedy Nunes como candidato a senador de forma autônoma, que, por enquanto, permanece sem manifestar apoio a nenhum candidato ao governo. De todo modo, se o PTB fechar com Amin, e Kennedy disputar o Senado em uma aliança com o Progressistas, ainda resta a a vaga de vice a ser ofertada aos tucanos.

A tese de aliança com o Progressistas sofre forte resistência da grande maioria dos prefeitos do PSDB, que querem o partido aliado ao governador Calos Moisés da Silva (Rep). Dois terços destes prefeitos já assinaram até mesmo carta aberta, declarando apoio ao governador. O prefeito de Balneário Gaivota, Kekinha dos Santos (PSDB), por exemplo, diz que seu partido não pode ser ingrato. “Em nenhum outro momento da história catarinense os prefeitos do PSDB foram tão beneficiados por uma gestão estadual. Afora isto, o PSDB também não se preparou para disputar uma majoritária. Não temos pré-candidato ao governo, nem a vice, nem ao Senado. Então, o melhor a se fazer é manter o alinhamento com o governador”, comenta o prefeito gaivotense.

Também filiado ao PSDB, o prefeito de Santa Rosa do Sul, Almides da Rosa, endossa a posição de Kekinha, enfatizando que o PSDB não pode virar as costas para quem ajudou os prefeitos do partido. “Santa Rosa do Sul nunca recebeu tantos recursos do governo estadual em tão puco tempo. Pessoalmente, eu não tenho nem como trabalhar por outra candidatura ao governo que não seja a de Carlos Moisés”, comenta Almides.

A convenção estadual do PSDB está marcada para o dia primeiro de agosto. Pavan e Knaesel têm trabalhado de forma afincada, junto às bases do partido, para tentar levar a legenda para o lado de Esperidião Amin. Sábado passado, Pavan e Knaesel estiveram na convenção do Progressistas, que homologou o nome de Amin como candidato ao governo. Já na segunda-feira, durante encontro de líderes tucanos em Florianópolis, o que incluiu prefeitos filiados ao partido, quem deu o ar da graça foi Esperidião Amin.

De todo modo, mesmo que o PSDB opte por apoiar Amin oficialmente, a absoluta maioria dos prefeitos do partido deverão trabalhar pelo projeto de reeleição de Carlos Moisés.

Finais

Em que pese o fato do PDT catarinense já ter marcado sua convenção para o próximo sábado, às 9h, em Florianópolis, para homologação do nome do ex-deputado federal Jorge Boeira como candidato ao governo pelo partido, nos bastidores o PT ainda tenta convencer os brizolistas a aceitarem a vaga de vice, em chapa a ser encabeçada por Décio Lima (PT). O PDT, no entanto, tem sido categórico, e diz que a aliança com o que restou da Frente Democrática não é mais viável. No embalo, tem convidado a militância do partido para se fazer presente na convenção de homologação de Boeira.
Por ora, o que causa estranheza na história é o fato do PDT não ter anunciado ainda os nomes daqueles que completarão a majoritária a ser encabeçada por Jorge Boeira. Enquanto o PDT não fechar sua majoritária, as especulações dando conta do retorno de uma aliança com o PT continuarão.


Não foi só o PDT que pulou fora da Frente Democrática, grupo que inicialmente reunia oito partidos de esquerda do Estado. O Psol, do vereador de Florianópolis Afrânio Boppré, também saiu do grupo, assim como a Rede Sustentabilidade. As duas legendas têm convenção marcada para o próximo sábado, ocasião em que pretendem homologar o nome de Afrânio como candidato ao Senado. Se Psol e Rede mantiverem um projeto autoral, tudo se encaminha para que Santa Catarina tenha quatro projetos majoritários de esquerda. Dois deles já homologados, com Décio Lima (PT) e Alex Alano (PSTU) como candidatos a governador. Há ainda o de Jorge Boeira (PDT), igualmente como candidato ao governo, e o de Afrânio, que postula o Senado. Com este fracionamento de forças, a esquerda vai ter que se quebrar para colocar um representante no segundo turno.

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