Administrador, pós-graduado em Gestão Pública, empresário e advogado, Ricardo Ghelere confirmou nessa terça-feira, que está se desligando do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Ele contabilizou 7.050 votos, o que corresponde a 19,61% dos sufrágios válidos nas eleições para prefeito de Araranguá. A candidata a vice-prefeita, nessa “chapa pura”, foi a ex-secretária municipal de Assistência Social e Habitação, Claudete Bianchi.
Concorrendo pela primeira vez e representando um partido novato em nível local, Ricardo Ghelere foi a principal novidade na disputa majoritária de Araranguá no ano passado. Embora tenha ficado na terceira posição no pleito - superado pelo prefeito eleito César Cesa (MDB) e pelo ex-presidente da Câmara Municipal, Daniel Viriato Afonso (PP) - ele conquistou números significativos. Sobram fatores para justificar a relevância desse desempenho.
O PRTB - que não utilizou recursos do Fundo Eleitoral - é a sigla do vice-presidente da República, Coronel Hamilton Mourão, teve candidatos a prefeito em 326 municípios brasileiros, porém só conseguiu eleger cinco nomes. Ainda assim, todos as vitórias foram em cidades de pequeno porte, sendo a maior delas em Nova Ubiratã, no Mato Grosso, que possui aproximadamente 13 mil habitantes. Além disso, o PRTB elegeu chefes do Executivo em Nova Oiapoque (AP), Inaciolância (GO), Frei Lagonegro (MG) e Santana do Garambéu (MG).
Nesse exercício de soma e subtração, Ricardo Ghelere consolidou-se como o candidato a prefeito do PRTB mais votado em Santa Catarina no pleito de 2020. Ele teve maior adesão nas urnas do que nomes como Alexander Brasil, candidato a prefeito de Florianópolis, que recebeu 6.982 votos num universo de 235.957 sufrágios válidos.
Concretizada a saída PRTB, a dúvida, agora recai sobre seu futuro político. Ele tem recebido convites e sondagens de diferentes siglas, no entanto, revela que - ao menos por enquanto - deve permanecer desfiliado, dedicando-se a questões familiares, pessoais e profissionais.