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Política

Semana está sendo agitada na política catarinense

O decurso desta semana tem sido bastante agitado na política de Santa Catarina. Vários fatos marcantes têm pautado os últimos dias, motivados, por certo, por conta da proximidade com o período das convenções partidárias, a serem realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. Por conta disto, cada dia é um dia a menos, diante de um cenário totalmente nebuloso até o momento.

Três situações desencadeadas nesta semana se ressaltam dentre tantas vivenciadas pelos caciques políticos do Estado. A primeira diz respeito ao embate entre Décio Lima (PT) e Dário Berger (PSB), para saber qual dos dois será o candidato ao Governo do Estado pela Frente Democrática. Qualquer que seja o processo de escolha, o nome a ser levado adiante pela maioria dos oito partidos que compõe a Frente será o de Décio Lima. O problema é que Dário não concorda com isto e já ensaia o lançamento de uma candidatura autoral a governadoria do Estado. O cancelamento da vinda do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao Estado, para escapar da pressão do PSB em favor de Dário, é algo bastante sintomático.

Este cenário remete a real possibilidade de o PSB lançar Dário Berger como candidato ao governo estadual, o que pode tirar as chances de um candidato da Frente Democrática chegar ao segundo turno, algo que é plausível, diante das múltiplas candidaturas que vêm sendo construídas na disputa pelo comando do executivo catarinense.

O segundo fato marcante está ligado ao encontro do pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Antídio Lunelli, com o grupo de deputados estaduais do partido que pretendem apoiar o governador Carlos Moisés da Silva (Rep) em seu projeto de reeleição. Encontro do qual derivou uma reunião entre Antídio e o próprio governador, na quarta-feira à tarde. Interessante observar que o grupo ligado ao governador interpretou o movimento de Antídio como sinal de que ele irá ceder, e anunciar apoio a Carlos Moisés. Por sua vez, o grupo de Antídio interpreta o movimento como uma tentativa de trazer os deputados simpatizantes do governador para dentro do projeto autoral do MDB. Impressões a parte, o fato é que o MDB decidiu dar uma trégua interna e irá jogar para o diretório estadual a decisão relacionada ao futuro do partido. Antídio está apostando que as bases do MDB irão pressionar o diretório estadual pela manutenção de sua candidatura. Ele argumenta que 70% do MDB catarinense quer candidato próprio ao governo. Já os deputados estaduais apostam que, através dos prefeitos do partido, o diretório estadual será pressionado para aceitar apoiar à reeleição de Carlos Moisés.

O terceiro fato a ser ressaltado diz respeito ao posicionamento do senador Esperidião Amin enquanto pré-candidato ao governo pelo Progressistas. Nesta semana ele voltou a reafirmar sua disposição em disputar a governadoria, e chegou, até mesmo, a comunicar este fato pessoalmente ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Amin foi mais longe, a exemplo de Antídio Lunelli, diz que não aceitará imposições, e que qualquer que seja o destino do Progressistas, este deverá passar por convenção partidária.

Dion Elias volta à Camara, e Diego Pires faz lançamento hoje

Depois de três meses licenciado de suas atividades parlamentares, vereador Dion Elias (PP) retomou seus trabalhos no legislativo sombriense. O pedido de licença do vereador objetivou dar oportunidade para que os três primeiros suplentes da legenda assumissem, cada qual, por um mês uma cadeira na Câmara Municipal. Já, em Araranguá, vereador Diego Pires (PDT) fará o lançamento, hoje, de sua pré-candidatura a deputado federal. O evento acontecerá à noite, no salão comunitário do bairro Sanga da Areia, reduto eleitoral do parlamentar. O lançamento deverá contar com a presença do deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT), com quem Diego fará dobradinha, e também com o ex-deputado federal Jorge Boeira (PDT), que é cotado para disputar a vice-governadoria, ou o Senado Federal, pela Frente Democrática. Em princípio, Diego deverá ser o único candidato a federal por um partido de esquerda em nossa região. Ele está alinhado com o projeto federal do ex-presidente Lula da Silva (PT).

Em cenário estranho, líderes de partidos apoiam outras legendas

Política em Santa Catarina está para lá de estranha, mesmo. Observe que o presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa, figura histórica do MDB, com quase 30 anos de parlamento, é um dos principais apoiadores da candidatura à reeleição do governador Carlos Moisés da Silva, que é filiado ao Republicanos, em detrimento da candidatura própria do partido, bancada por Antídio Lunelli. Já no Progressistas, o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, que já foi candidato a vice-governador, também declarou apoio a Moisés, e desaconselhou uma candidata de Esperidião Amin (PP) ao governo. Por sua vez, Mauro Mariani, que em 2018 disputou o governo pelo MDB e permanece filiado ao partido, declarou apoio ao projeto do senador Dário Berger (PSB) de chegar ao comando do Estado. Nestes exemplos, dentre tantos outros, temos três caciques partidários apoiando candidatos de outros partidos, que não os seus. Filosoficamente falando, trata-se de um risco à democracia real.

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