Candidaturas aqui do Extremo Sul estão apresentando as seguintes sintonias com os projetos estaduais: Cíntia Etchnandy (Rep), que disputa à Câmara Federal, Marco Antônio Mota, o Motinha (Rep), Tiago Zilli (MDB), Emerson Rocha (DC) e Karine Rafael da Rosa (Pode), que disputam a Assembleia, apoiam a reeleição do governador Carlos Moisés da Silva (Rep). Jeferson Cardoso (PTB), que disputa a Câmara Federal, José Milton Scheffer (PP) e João Cechinel (PTB), que disputam a Assembleia, apoiam a candidatura ao governo de Esperidião Amin (PP). Diego Pires (PDT), que disputa a Câmara Federal, e Mirian Feijó, que disputa a Assembleia, apoiam Jorge Boeira (PDT). Alex Bristot (PSB), que disputa a Câmara Federal, e Glauter Soares (PT), que disputa a Assembleia, apoiam Décio Lima (PT) ao governo. Andressa Ribeiro (PL), que disputa a Assembleia, apoia Jorginho Mello (PL). Bia Borges (Novo), que disputa a Assembleia, apoia Odair Tramontin (Novo) ao governo. Por sua vez, Marcelo Fontoura (PRTB), que disputa a Assembleia, oficialmente não apoia nenhum candidato ao governo, por ora.
Na política, somente 100% está interligado
Governador Carlos Moisés da Silva (Rep) quase foi cassado em duas ocasiões. O primeiro processo de impeachment foi o que mais ameaçou seu mandado. Nele, o governador era acusado de ter concedido aumento salarial aos procuradores do executivo sem autorização legislativa. Depois, respondeu a outro processo, no caso dos respiradores. Por conta disto, afundou politicamente, e teve que fazer concessões. Quem o ajudou a criar um quadro favorável de governabilidade pós-traumática foi Eron Giordani (PSD), hoje candidato a vice na chapa de Gean Loureiro (União), mesmo Gean que, enquanto deputado estadual em 2016, foi para o tudo ou nada com a família Amin, disputando a Prefeitura de Florianópolis. Na ocasião, acabou vencendo Ângela Amin (PP) no segundo turno por pouco mais de mil votos. A partir de então, construiu uma carreira política meteórica, que o credenciou a disputar o governo neste ano. Não tivesse vencido Ângela, não estaria onde está. Por óbvio, Esperidião Amin (PP), esposo de Ângela, não gostou nada daquela derrota, mas o jogo político é este, e como a roda da vida é eternamente cíclica, neste ano Amin disputa o governo contra Gean e vários outros, a exemplo de Jorge Boeira (PDT). Boeira que já foi filiado ao Progressistas de Amin, e tentou viabilizar sua candidatura ao governo pelo partido em 2018, todavia, sem sucesso. Mesmo obstruído por Amin, a amizade continuou, como também foi mantida com Décio Lima, candidato do PT ao Governo do Estado. Décio que já foi companheiro de partido de Boeira, e que o convidou a voltar para o PT para ser candidato a governador. Boeira até cogitou essa possibilidade, mas se direcionou ao PSB, e, por fim, filiou-se ao PDT, por onde concorre ao governo neste ano. Mesmo PDT que ajudou Carlos Moisés a se manter no poder, contra os interesses do PL do senador Jorginho Mello, que abrigou boa parte dos desafetos do governador na Assembleia Legislativa, após rupturas políticas derivadas dos dois processos de impeachment que quase custaram seu mandato. O primeiro processo bancado pelo defensor público Ralf Zimmer, que disputa o governo pelo Pros, tentando derrubar Carlos Moisés, agora, através das urnas, como também o faz o promotor Odair Tramontin, que disputa o governo pelo Partido Novo. Por suas vezes, contra tudo e contra todos que aí estão, até porque nada disto lhes convém, temos postas as candidaturas ao governo de Alex Alano, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, e de Leandro Brugnago, do Partido da Causa Operária.
E assim, seguindo a lógica do Universo, a política catarinense caminha através de suas órbitas. Cada corpo tem seu destino, mas todos estão interligados.
Sobe para 16 número de candidatos em nossa região
PDT de Sombrio confirmou a candidatura da pastora Mirian Feijó à deputada estadual. Com isto, o número de candidatos à Assembleia Legislativa em nossa região sobe para dez. Outros cinco candidatos disputam à Câmara Federal, além da candidatura de Jorge Boeira (PDT) ao governo estadual. Em princípio, a candidatura de Mirian não deverá atrapalhar o projeto de reeleição do deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT). Na prática, ele continua sendo o candidato “oficial” do PDT em nossa região, fazendo dobradinha com Diego Pires (PDT), de Araranguá, que concorre como candidato a deputado federal. Mirian ficou com a missão de percorrer o Estado, trabalhando principalmente as bases do segmento evangélico, de modo a tentar cooptar o voto conservador para o ninho brizolista. Por óbvio, a intenção, também, é a de potencializar a candidatura de Jorge Boeira ao governo, e a de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República em Santa Catarina. O PDT estadual mantém a expectativa de eleger no mínimo dois candidatos a deputado estadual, com apostas dando conta de um terceiro nome, e pelo menos um a federal.