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Saúde

Quarentena de 5, 7 e 10 dias: entenda as alterações no isolamento de Covid-19 e como fica em SC

Apesar de anunciadas, medidas ainda não foram oficializadas; alterações no isolamento em SC ainda estão em análise técnica.

O Ministério da Saúde anunciou na noite desta segunda-feira (10) que irá reduzir o período de isolamento da Covid-19. Os prazos serão diferentes dependendo da situação dos pacientes, variando de 7 a 10 dias. Até a tarde desta terça, as medidas ainda não haviam sido oficializadas – o governo de Santa Catarina ainda não se posicionou quanto a adoção.

Mesmo com as possíveis mudanças, medidas como o uso da máscara, a higiene das mãos e evitar contato com pessoas imunocomprometidas ou de risco deverão ser mantidas até o 10º dia após os primeiros sintomas, ressaltou a a pasta.

O isolamento é, segundo a pasta, “a separação de indivíduos infectados dos não infectados durante o período de transmissibilidade da doença. É nesse prazo que é possível transmitir o vírus em condições de infectar outra pessoa”.

Em Santa Catarina, as alterações serão analisadas pela equipe técnica da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), informou a pasta. Ainda não há previsão para a resolução. O órgão aguarda a atualização no plano nacional

Hoje os pacientes infectados com o novo coronavírus no Estado devem permanecer dentro de casa em um período 10 a 20 depois dos primeiros sintomas (veja os detalhes abaixo). Especialistas e entidades veem as mudanças com cautela ou negativamente.

O que o governo federal propõem?

Após a medida ser oficializada, e em caso de adoção pelo governo de Santa Catarina, as regras de isolamento seriam as seguintes, segundo o Ministério da Saúde:

Confirmados para a Covid-19 deverão ficar em isolamento por sete dias, desde que não apresentem sintomas respiratórios e febre, há pelo menos 24 horas e sem o uso de antitérmicos.

Exceção: Quem fez teste e negativou para o vírus no 5º dia, poderá sair do isolamento antes do prazo – desde que sem sintomas e febre. Já quem positivou deverá permanecer isolado até o 10º dia.

Quem manter sintomas no sétimo dia deverá realizar testagem. Se o resultado for negativo, a pessoa deverá aguardar 24 horas sem sintomas respiratórios e febre, e sem o uso de antitérmico, para sair do isolamento;

Com o diagnóstico positivo, deverá ser mantido o isolamento por pelo menos 10 dias contados a partir do início dos sintomas, sendo liberado do isolamento desde que não apresente sintomas respiratórios e febre, e sem o uso de antitérmico, há pelo menos 24h;

Quem não fez teste até o 10º dia, mas está sem sintomas respiratórios e febre, e sem o uso de antitérmico, há pelo menos 24 horas, poderá sair do isolamento ao fim do 10º dia;

Como é o isolamento hoje em SC?

Atualmente a Dive/SC conta com regras diferentes para pacientes com síndrome gripal leve (SG), quadros graves (SRAG) e assintomáticos – prazos maiores do que o proposto pelo governo federal:

  • Positivados “leves” para a Covid-19 só podem sair do “isolamento após 10 dias do início dos sintomas, desde que o paciente permaneça afebril sem o uso de medicamentos antitérmicos há pelo menos 24 horas e com sintomas respiratórios em remissão”. Os sem confirmação podem deixar o isolamento após 24h, desde que estejam afebris e sem sintomas;
  • Casos graves ou de SRAG confirmados só podem sair do isolamento “após 20 dias do início dos sintomas, desde que permaneça afebril sem o uso de medicamentos antitérmicos há pelo menos 24 horas e com sintomas respiratórios em remissão”.  Casos não confirmados devem realizar um segundo teste 48h após o primeiro. Se este vier com resultado negativo, poderá ser retirado do isolamento; e
  • Aos assintomáticos positivados deve-se “manter isolamento, suspendendo-o após 10 dias da data de coleta da amostra. Aos pacientes imunossuprimidos as medidas de isolamento e precaução só podem ser suspensas após 20 dias da data de coleta da amostra.

O que dizem os especialistas?

Ao Estadão, o professor Júlio Croda da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul destacou que as alterações do Ministério da Saúde e o proprio tempo ideal de isolamento não são consenso na comunidade científica. Para o especialista, que também atua na Fundação Oswaldo Cruz, as decisões consideram principal a perda de força de trabalho.

Ele explica que 18% dos infectados ainda podem transmitir o vírus entre o sexto e o 9º dia após o diagnóstico – período no qual pacientes positivados retornariam ao convívio social, caso as alterações sejam aplicadas. Há ainda um estudo japonês preliminar que mostra as pessoas param de transmitir o vírus apenas a partir do 10º dia.

“Cinco dias é um tempo muito curto, bastante arrisco, com alto risco de transmissão. A maioria dos especialista considera o mínimo de uma semana para a quarentena, pelo menos, independente de ser assintomático ou não”, pontua Leonardo Weismann, infectologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Fonte: Agência Estado

 
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