Criminosos ligam para as empresas dizendo que irão entrar nos locais atirando, caso dinheiro não seja repassado.
Criciúma
Nos últimos dias, alguns comerciantes de Criciúma estão vivendo momentos de pânico na mão de marginais. Pelo menos quatro estabelecimentos foram alvo dos bandidos, que usam da extorsão e pressão psicológica para conseguir dinheiro das vítimas. Na semana passada, uma farmácia e uma loja, no Rio Maina, receberam ligações ameaçadoras dos golpistas. Nesse fim de semana, mais dois casos foram registrados pela Polícia Militar de Criciúma, em restaurantes dos bairros Michel e Comerciário.
De acordo com informações da PM, o funcionário do estabelecimento do bairro Michel recebeu uma chamada e o suspeito informou que estaria em frente ao comércio, armado, e que entraria no local atirando caso não atendesse a solicitação. “Num primeiro momento, o criminoso impôs que fosse realizado um depósito na sua conta no valor de R$ 3 mil. Posteriormente aumentou o valor para R$ 20 mil. A transação deveria ser feita via PIX. O
bandido informou ainda, que estaria em um Focus, com película escura”, explica Alexandre Valdemar da Rosa, sargento da PM.
As guarnições até chegaram a ir ao restaurante, mas nenhum veículo com características semelhantes foi encontrado. “Nesse caso não ocorreu nenhum prejuízo financeiro”, ressalta o sargento. Porém, 30 minutos depois, na rua Almirante Barroso, uma vítima teve prejuízo de R$ 1 mil. “Os bandidos usaram o mesmo modus operandi”, completa Rosa.
Agir com calma, pede a PM
As ocorrências começaram a ser investigadas pela Polícia Civil. E para que novos casos não sejam mais registrados, a Polícia Militar informa que os criminosos estão utilizando números com o DDD 47 (região de Itajaí). “Esse ou outro número, certamente serão utilizados para tentar ludibriar outras vítimas. Os golpistas não dormem!”, enfatiza o sargento.
Os empreendimentos que precisam ficar mais atentos a tais situações são aqueles que trabalham até mais tarde da noite. Além disso, a PM alerta para a prevenção. “Agir na prevenção, orientar os funcionários, que quando se deparar com uma situação dessas, tenha calma e chame a Polícia Militar”, conclui Rosa.
Fonte: TN Sul