• Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
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Essas são as melhores séries de acordo com o Emmy (e por quê você deve vê-las)

A cerimônia do Emmy aconteceu nesse último domingo 22 e além de marcar a última participação de Veep e Game Of Thrones na premiação, nos entregou algumas surpresas muito bem-vindas após vários anos sem grandes surpresas entre os principais premiados. Justamente pelos últimos anos da premiação terem sido bem previsíveis a surpresa ao ver Phoebe Waller-Bridge vencer alguns dos principais prêmios e desbancando a grande favorita Veep foi bem inesperado ao mesmo tempo que muito merecido. Phoebe é a criadora e protagonista de Fleabag, série da Amazon que mesmo não tendo recebido nenhuma indicação ao Emmy por sua primeira temporada foi muito aclamada pela crítica. Já Veep, é um dos maiores sucessos da HBO  que arrematou vários prêmios ao longo de suas 7 temporadas, para citar alguns, foram 3 de melhor série de comédia e 6 prêmios seguidos de melhor atriz em série de comédia pra a sua maravilhosa protagonista Julia Louis-Dreyfus, e por essa ter sido a temporada final da série era quase certo para todos que esses dois prêmios iriam mais uma vez para Veep fazendo Julia entrar para a história mais uma vez ao levar 7 prêmios por 7 temporadas. Mas ninguém contava com Phoebe Waller-Bridge que ainda arrematou os prêmios de direção e roteiro. Fleabag é uma série de humor feminista que foi inspirada na peça escrita por Phoebe, e em resumo a primeira temporada traz a protagonista, cujo nome jamais é mencionado, lidando com a perda de sua mãe e da melhor amiga, com um café temático de porquinhos-da-índia mal administrado, uma madrasta pé-no-saco e constantes desilusões amorosas. A série já foi concluída e possui apenas duas temporadas de 6 episódios de 25 minutos cada, então não tem nem desculpa que cole para não começar a maratonar pra ontem.

Desde que saíram as indicações para o Emmy desse ano era sabido que haveria uma disputa acirrada entre Chernobyl da HBO e Olhos que Condenam da Netflix, duas minisséries baseadas em terríveis histórias reais e de altíssima qualidade. Ambas retratam verdade, justiça e oficiais do governo que colocaram suas ambições pessoais acima do bem público. No fim, Chernobyl levou a melhor e recebeu 10 prêmios, entre eles, de direção, roteiro e melhor minissérie, enquanto Olhos que Condenam rendeu à um de seus protagonistas, Jharrel Jerome o prêmio de melhor ator em minissérie o tornando o mais jovem ao levar o prêmio aos 21 anos. A história que Chernobyl retrata todos já conhecemos e por mais difícil que seja de assistir a série, é importantíssimo para compreender tudo o que envolveu o que foi o maior desastre nuclear da nossa história. Já Olhos que Condenam é revoltante, a série conta a história de 5 adolescentes negros que foram presos pelo estupro brutal de uma mulher no Central Park injustamente e mostra o racismo por trás de suas prisões. São duas séries duras e muito importantes.

Ainda falando sobre minisséries temos outros dois importantes momentos da noite voltadas para a categoria, o primeiro foi o discurso impactante de Patricia Arquette que levou o prêmio de melhor atriz coadjuvante em minissérie pela incrível The Act e que pediu mais tolerância para pessoas Trans relembrando a irmã que faleceu em 2016. Depois foi a vez da fantástica Michelle Williams vencedora do Emmy de melhor atriz em minissérie por Fosse/Verdon que pediu por melhor remuneração salarial – especialmente à mulheres não brancas – e agradeceu por ter recebido o mesmo salário que seus colegas homens, ter sido ouvida e respeitada durante a produção da minissérie. “Quando você dá valor a uma pessoa, isso empodera aquela pessoa de maneira que ela se autovaloriza, e isso será refletido no trabalho dela. Então, da próxima vez que uma mulher, e especialmente uma mulher não branca – pois ela ganha apenas 52 centavos em comparação a cada dólar que um homem branco ganha – te diz o que ela necessita para fazer o trabalho dela, escute-a, acredite nela. Porque um dia ela pode chegar até você e dizer ‘obrigada’ por você permitir que ela fosse bem-sucedida por causa do ambiente de trabalho e não apesar dele”. Que esses discursos sejam ouvidos e nunca esquecidos.

Uma grande surpresa da noite foi a vitória de Melhor Atriz em série de drama, um dos mais importantes prêmios. Em uma categoria dominada por veteranas quem saiu vencedora foi Jodie Comer de Killing Eve, a vilã da série concorria com sua colega de elenco e veteraníssima na premiação Sandra Oh. Precisei falar da série porque ela é tão fantástica quanto suas protagonistas, a trama é centrada em Eve (Sandra Oh) que é uma agente secreta que fica obcecada em conseguir capturar uma misteriosa assassina (Jodie Comer), o que a leva a embarcar em uma perigosa caçada. Outra informação importante da série é que Phoebe Waller-Bridge (olha ela aqui de novo) é a criadora da série. Então já dá pra ter uma noção do quanto vale dar uma chance para Killing Eve.

 Por fim, o Emmy homenageou algumas séries que chegaram ao fim esse ano – e esqueceu de outras, como a absolutamente maravilhosa Crazy Ex-Girlfriend – e levou ao palco parte do elenco de ambos Game Of Thrones e Veep. Das 32 indicações que Thrones recebeu esse ano eles levaram 12 para casa, 10 delas foram entregues no pré-Emmy. Peter Dinklage, nosso eterno Tyrion Lannister, recebeu seu quarto Emmy por Thrones como melhor ator coadjuvante em série de drama e acabou sendo o único dos 10 atores da série concorrendo aos prêmios de atuação a levar o prêmio para casa. A série também levou para o maior prêmio da noite, por melhor série de drama e mostrou que mesmo a temporada final sendo sua mais polêmica e criticada não tirou de Game Of Thrones o título de uma das melhores e maiores séries de todos os tempos, e ainda a fortaleceu como recordista do Emmy com 59 prêmios acumulados ao longo de suas 8 temporadas. A partir do próximo Emmy uma nova era se inicia nas premiações da tv, é bem verdade que um Emmy sem Game Of Thrones e Veep não será a mesma coisa, então só o que podemos fazer agora é torcer para que novas séries surjam com o mesmo padrão de qualidade dessas duas queridinhas de público e crítica.

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