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Dia dos namorados: o amor nos tempos do App

Quando Gabriel Garcia Marques escreveu Amor nos Tempos do Cólera, sobre um casal que passa anos, décadas, se relacionando através de cartas, talvez, mesmo sendo o escritor mais imaginativo de todos os tempos, não contava com a ideia da realidade de hoje. O livro relata a história de Florentino e Fermina, que trocam cartas escondidos do pai da moça e contam com a ajuda de conhecidos para manter a correspondência e o amor. Eles ficariam, no mínimo, com inveja dos casais que vamos apresentar.

O Portal Uaaau conversou com três casais que selaram o amor depois de se conhecerem por aplicativos de relacionamento e te conta os detalhes do amor, para aquecer este dia dos namorados.

Sombrio, Criciúma, Laguna, Guaramirim e Balneário Arroio do Silva, a paixão não mede distâncias. Tinder, Instagram e até o falecido Blah, criado por uma operadora de telefonia, considerada a primeira rede social do mundo, uniram estes casais. Eles estão aqui para mostrar que nem só de likes e matchs temporários vive um app.

Hilda e Vinicius

O Tinder uniu estas duas almas. Humanas e exatas. Uma artista e um jogador de poker, 113 quilômetros de distância e a Lua de Buda como madrinha.

  

“Nos conhecemos pelo Tinder, um morando em Balneário Arroio do Silva e o outro em Laguna. Uma artista e um jogador de pocker e ambos moram com as avós rsrsrs    Quando começamos a conversar foi uma conexão imediata, muito forte de sentimentos, mesmo à distância. Foi um encontro de almas.

Sabe quando a gente pensa: nossa, o que é isso? O que tá acontecendo? Ficamos conversando à distância durante quase dois meses e decidimos nos encontrar. Estávamos em meio a uma pandemia, ambos isolados, com muita vontade de nos vermos de perto. Com todos os cuidados possíveis, o encontro aconteceu, aos pés da Lua de Buda, à beira-mar. Foi muito especial.

Uma relação duradoura que nasce no Tinder, um lugar de amores líquidos é um privilégio muito grande, mas foi ali que tivemos a oportunidade de nos conhecermos. O que nós somos? A gente pensou em definições e chegamos à conclusão de que somos companheiros. É a melhor e mais linda definição. Nos acompanhamos há um ano e pouco e tivemos diferenças como todos os casais, mas amadurecemos juntos e estamos felizes em crescer juntos e compartilhar as coisas boas da vida. Sabemos o quanto cada indivíduo é único, mas também sabemos que um casal pode ser uma grande potência criadora, como somos.

Nossa união é especial. É uma relação diferente e a gente se sente muito gratos e honrados de poder vivenciar isso, em ter este encontro.”

 

 Verbenha e João

Em 2003 a vida não era solucionada por aplicativos, mas uma operadora de telefone criou a primeira rede social do mundo, a Blah. Sem fotos, vídeos ou mensagens de voz, ela unia pessoas com interesses em comum: bastava dizer o que se buscava em uma pessoa e o Blah te dava as sugestões. Assim a Verbenha e o João se conheceram, por uma pequena falha na localização do sistema e começaram a namorar mesmo antes de se conhecerem.

 

“O João procurava alguém de Sombrio para se relacionar, com o perfil descrito por ele. Em 6 de setembro de 2003, o Blah colocou a gente em contato. Eu era de Guaramirim, a mais de 400 quilômetros de distância, mas ele pensava que eu era outra pessoa, de Sombrio. Logo no dia seguinte em que começamos a conversar, quando acordei tinha um monte de mensagens bonitas, como se a gente já estivesse namorando. Aí falei pra ele: mas como assim? Tu nem me pediu em namoro ainda... Conversamos pelo Blah até novembro, quando passei meu número pra ele. A gente usava o orelhão ainda na época... Enviamos também muitas cartas um para o outro, contando como era nossa vida, falando nos nossos familiares, ficamos namorando à distância mesmo sem nos conhecermos pessoalmente.

Em dezembro marcamos de nos vermos, eu iria para Sombrio, mas minhas amigas me convenceram de que poderia ser perigoso e acabei não indo. Ele foi até minha cidade, nos conhecemos e gostamos mais um do outro. Ficamos nesta distância, ele em Sombrio e eu em Guaramirim até maio de 2004, quando fui demitida do trabalho. Vim para Sombrio e fiquei até julho, depois voltei para Guaramirim novamente. Ao todo passamos um ano e dois meses na distância até que em novembro tomei uma decisão: ou a gente casava ou terminava... rsrsrs  Nos casamos! Seis anos depois tivemos a Ludmila e três anos mais tarde a Lorena. Estamos juntos, felizes e na presença de Deus.”

 

Jéssica e Ivan

O casal se conheceu pelo Tinder, mas não é que a Jéssica desinstalou o aplicativo dois dias depois que se conheceram? Não pensem que o Ivan desistiu. Em novembro nasce a Antônia, para mostrar que o amor pode ser ainda mais lindo!

 

A Jéssica abandonou o Tinder dois dias depois de começar a conversar com o Ivan. Mas para quem tem certeza do que e de quem quer, isso não seria um obstáculo. Ele não desistiu e conseguiu encontrar a Jéssica no Instagram, muito determinado, diga-se de passagem! Entre um comentário de stories aqui e uma curtida de foto ali, três meses se passaram, sem que ela aceitasse um encontro ou café um copo d’água que fosse.

Um belo dia, moradora de Sombrio precisou ir para a cidade dele, Criciúma e algo aconteceu... “Que vontade de ver o Ivan! Vou falar com ele” Era novembro de 2019.

Hoje, o casal divide a vida juntos, sob o mesmo teto em Criciúma. Dois novembros depois, o casal terá nos braços Antônia, a menininha que tanto desejaram. Sim, o amor é lindo!

 

Fonte: Potyra Pereira

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