• Sexta-feira, 23 de Abril de 2021
  1. Home
  2. Agronegócio
  3. Secretaria da Agricultura monitora impactos da cigarrinha-do-milho nas lavouras de Santa Catarina

Agronegócio

Secretaria da Agricultura monitora impactos da cigarrinha-do-milho nas lavouras de Santa Catarina

A cigarrinha-do-milho tem causado estragos nas lavouras de Santa Catarina. As estimativas apontam para uma quebra de 20% na produção esperada de milho, fechando em 2,07 milhões de toneladas. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural trabalha em conjunto com a iniciativa privada, universidades e suas empresas vinculadas para buscar soluções que minimizem as perdas e evitem o mesmo problema na próxima safra.

"Os produtores que tiveram prejuízos devido ao ataque da cigarrinha podem buscar a Cidasc e a Epagri para apoio na elaboração dos laudos de renegociação de parcelas de financiamentos junto aos bancos. Já levamos essa demanda também para o Ministério da Agricultura para que juntos possamos apoiar os produtores rurais de Santa Catarina", destaca o secretário de Estado da Agricultura, Altair Silva. 

Na última safra de milho de Santa Catarina sofreu com dois fenômenos inesperados: a estiagem e a cigarrinha-do-milho. O estado, que esperava colher 2,9 milhões de toneladas, terá uma redução de 20% na produção esperada. Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), os produtores catarinenses deixarão de colher mais de 800 mil toneladas de milho, principalmente nas regiões de Chapecó e São Miguel do Oeste.

Governo do Estado trabalha em projeto de monitoramento

Desde setembro do ano passado, pesquisadores da área de fitossanidade da Epagri/Cepaf estão capacitando técnicos das equipes de extensão rural e de cooperativas para monitorar o problema, inclusive com a realização de testes moleculares para avaliação de populações infectivas.

A Secretaria da Agricultura, Epagri, Udesc, Cidasc, Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e a empresa CropLife se uniram em um comitê multi-institucional buscando construir ações proativas e proposições técnicas para subsidiar as ações do Governo do Estado e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O próximo passo é o investimento em um projeto de monitoramento da cigarrinha-do-milho, visando delimitar a presença da praga em solo catarinense, o monitoramento constante e a melhoria da comunicação com produtores. Será possível comunicar os órgãos de defesa sempre que houver sintomas de enfezamento em suas áreas e também receber alertas quando houver ocorrência de cigarrinha na região. O grupo de trabalho espera monitorar 20 pontos em todo o estado.

O projeto será submetido ao Conselho de Desenvolvimento Rural (Cederural) na próxima reunião, que deve ocorrer ainda nesta semana.

Conscientização dos produtores

A cigarrinha-do-milho já esteve presente nos milharais de Santa Catarina em outros períodos, porém em baixas populações ou taxas de incidência.  O que aconteceu na última safra foi que as condições ambientais favoreceram a sobrevivência do milho voluntário (conhecido como tiguera) nas regiões de menor altitude e encostas de rios. Há possibilidade ainda de ter acontecido um fluxo de populações migrantes de outras regiões de cultivo para Santa Catarina.

O grupo de trabalho estuda ações para conscientizar os agricultores da importância de eliminar o milho “tiguera” no período de outono/inverno, além de outras práticas culturais que podem reduzir os impactos.

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural

Para não coincidir com vacina da Covid-19, idosos ficam para segunda etapa da campanha contra gripe Próximo

Para não coincidir com vacina da Covid-19, idosos ficam para segunda etapa da campanha contra gripe

Fiéis participam da Abertura da Festa da Misericórdia com Padre Antonio Maria Anterior

Fiéis participam da Abertura da Festa da Misericórdia com Padre Antonio Maria

Inscreva-se em nossa Newsletter

Fique por dentro das nossas novidades.