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Grupo Açor Sul de Sombrio volta aos ensaios presenciais

O Grupo Açor Sul Catarinense completa 22 anos em 2021 e comemora a volta aos ensaios presenciais.

A pandemia da Covid-19 fez com que o grupo estivesse desde março de 2020 sem se reunir presencialmente para os ensaios. O tempo de pandemia, segundo conta Mateus Coelho, coreógrafo do Grupo ao Portal Uaaau, foi difícil: “O isolamento pra gente foi bem complicado. Não ensaiamos nem uma vez... Nossos ensaios são sempre com contato físico e mãos dadas. Todas as danças tem o contato. Assim, mesmo com as orientações de que se poderia ensaiar no isolamento a gente preferiu se resguardar e não voltar.”

 

A saudade era grande, mas a consciência coletiva era maior. Agora, os ensaios voltaram e o grupo luta contra o tempo e tenta voltar ao ritmo, mesmo com o cansaço a mais provocado pelo uso da máscara.

A palavra do momento é entusiasmo, como conta Mateus “Estamos todos muito entusiasmados para voltar, com saudades de abraços, mas sempre com o distanciamento possível, de máscara e muito álcool. Todos, de todas as idades estão muito conscientes e cooperativos.”

Mateus dá aos leitores do Portal Uaaau aquele spoiler que todo mundo ama: “Logo teremos novidades para mostrar à população, vamos mostrar que o nome de Sombrio irá para muito longe.”

Uma vida no Açor Sul

Não seria exagero dizer que o Mateus Coelho cresceu no Grupo Açor Sul. Dançando há mais de 19 anos, ele entrou no grupo ainda no 3º do ensino fundamental e hoje, aos 26 anos, às vésperas de se formar em engenharia agronômica, é o coordenador de danças do grupo e coreógrafo.

 

Outra pessoa que dedicou a vida ao Grupo foi Clair Fermiano, a grande idealizadora de todo este sonho que conquistou renome não só em Santa Catarina.

Mateus não poupa elogios: “Dona Clair vai ser eternamente nossa presidenta. Se ela decidir que não, a gente convoca ela de volta! Ela é nossa mãe! Levou o grupo à frente com unhas e dentes, renunciou muito para estar com a gente. Temos muto a agradecer a ela e sua família.”

A Tocata

A Tocata, como é chamado o conjunto de músicos que acompanha os dançarinos, retornou aos ensaios assim que as normas de distanciamento foram flexibilizadas.

Conversamos com Franklin Fraga, músico de origem roqueira que hoje toca bandolim na Tocata. Ele conta que “Logo que algumas restrições da pandemia diminuíram, nós começamos a ensaiar. Sempre em uma sala grande, com todo os cuidados, todos longe uns dos outros e sempre usando máscaras, mesmo quem canta estava de máscara.”

Sobre voltar a ensaiar com os dançarinos, Franklin não esconde a felicidade: “Agora vamos retornar os ensaios com a dança e todos os cuidados, claro. Estamos bem animados, é uma motivação a mais ensaiar com os dançarinos. Vamos até ensaiar mais de tão animados.”

Franklin é músico há quase vinte anos e nos últimos 15, se dedica profissionalmente a arte. A transição do bom e velho rock para a música açoriana começou antes dos ensaios. “Eu já estava em transição e abrindo os horizontes, eliminando os estereótipos, meio que preparado. Estava ouvindo samba de raiz, baião, MPB, estava em um momento de ampliar muito a busca por novas sonoridades.”

O resultado, logo será possível de ver e ouvir.

O Grupo Açor Sul

O grupo foi fundado em 1999, através de um trabalho escolar coordenado pela então professora Clair Fermiano, hoje presidente do grupo.

Juntamente com os alunos do 4º ano, ela realizou uma mostra cultural sobre os hábitos, curiosidades e cultura açoriana, onde foram apresentadas danças, músicas e saberes dos açorianos.

De lá pra cá, o grupo vem se apresentando por todo o litoral e demais cidades do estado de Santa Catarina, com um currículo cultural de encher Santa Catarina de orgulho!

Além de configurar entre os melhores grupos de dança açoriana do estado, já se apresentou em cidades do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e, no ano de 2010 realizou o um sonho de fazer um intercâmbio para os Açores.

Nos últimos 10 anos, o grupo tem o diferencial de ser acompanhado com música ao vivo, com a honra de contar com uma viola açoriana diretamente dos Açores, além de dançar com trajes originais.

Nas coreografias, o Grupo ainda dança e toca músicas referentes às nove ilhas que compõem o Arquipélago dos Açores.

“Venha fazer parte do Açor Sul”

Este é o convite que o Mateus deixa para os leitores do Portal Uaaau: “Convidamos todos aqueles dispostos e comprometidos com a cultura, afim de levar o nome do grupo e do município por todo os locais onde apresentamos.”

Para conferir um pouco do trabalho do Grupo Açor Sul ou matar a saudade, vamos disponibilizar dois links.

Este, disponível no Instagram, conta a história do Grupo, com financiamento da Lei Aldir Blanc de incentivo à cultura.

O segundo, é uma apresentação em modo remoto e foi produzido especialmente para a prefeitura de Itajaí.

Vale muito a pena conferir!

Fonte: Potyra Pereira

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