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Política

Boeira por compor chama majoritária com PSB de Dário Berger

Racha entre PT e PSB, no que diz respeito a indicação do candidato ao Governo do Estado pela Frente Democrática, pode levar o ex-deputado federal Jorge Boeira a se afastar do projeto petista. Na semana passada, o presidente estadual do PT, Décio Lima, confirmou que havia convidado o ex-deputado estadual Gelson Merísio, que é filiado ao Solidariedade, para ser seu candidato a vice. Por sua vez, o senador Dário Berger (PSB), que também almeja disputar a governadoria por uma frente de partidos de esquerda, começou a conversar com a cúpula do PDT objetivando compor uma dobradinha. Em princípio, ela seria formada por Dário Berger ao governo e pelo ex-deputado federal Fernando Coruja (PDT) a vice-governadoria. Como Boeira está filiado ao PDT, ele disputaria o Senado Federal apoiando a dobradinha Berger/Coruja. Feita a composição, este grupo apoiaria a candidata presidencial de Ciro Gomes (PDT), e não a de Lula da Silva (PT). Esta possibilidade deve criar uma grande celeuma dentro do PSB, já que o partido concorrerá como vice de Lula, através de Geraldo Alckmin.

PSDB está entre Moisés e Amim

Cúpula do PSDB catarinense se reuniu ontem com o governador Carlos Moisés da Silva (Rep) e com o senador Esperidião Amin (PP), ambos pré-candidatos ao governo estadual. Os tucanos já decidiram que não irão lançar candidato ao governo, mas não abrem mão de disputar a vice-governadoria ou o Senado Federal. Querem espaço na majoritária. Carlos Moisés diz que não tem como abrir estes espaços, que já estão reservados ao MDB, todavia, ressalta que há como encaixar o PSDB na suplência de Senado do MDB. Afora isto, o partido também pode ser mais valorizado na atual e em uma futura gestão sua. Por sua vez, Amin oferece de imediato a vaga de candidato a vice na chapa do Progressistas. O senador também está de olho no PTB, e almeja ter o deputado estadual Kennedy Nunes (PTB) como candidato ao Senado em sua chapa.

A situação do PSDB é para lá de complicada, como também o é a do MDB e do Progressistas, legendas que sofreram forte assédio do governador Carlos Moisés da Silva, e cujos prefeitos vêm recebendo volumosos recursos governamentais. Recentemente, dois terços dos prefeitos do PSDB hipotecaram apoio à candidatura à reeleição de Carlos Moisés. Para o partido, o ideal seria uma disputa eleitoral em parceria com o governador, mas falta espaço na majoritária, pelo menos por ora.

Nos últimos três dias Esperidião Amin promoveu uma série de encontros reafirmando sua condição de pré-candidato ao governo. Em princípio, ele trabalha para ter o PSDB como seu vice, e o PTB disputando o senado em sua coligação. Nos bastidores se comenta que, caso este projeto não dê certo, Amin convergiria para a candidatura de Jorginho Mello (PL), influenciando o Progressistas a compor como vice deste. O PSDB, por sua vez, está observando os cenários que vêm sendo criados. De forma natural a legenda convergiria para Carlos Moisés, mas falta o tal espaço na majoritária.

O fato é que com as múltiplas candidaturas ao governo que vêm se consolidando, qualquer candidato que tenha uma boa coligação tem reais chances de chegar ao segundo turno, o que inclui uma candidatura de esquerda, se as oito legendas com este viés ideológico no Estado se mantiverem unidas.

Silêncio de Antídio Lunelli deve ser quebrado nesta semana

Semana é de expectativa em relação ao posicionamento oficial do ainda pré-candidato ao Governo do Estado, Antídio Lunelli (MDB), em relação às eleições deste ano. O diretório estadual do MDB iria se reunir ontem para deliberar sobre os rumos do partido diante de 2022. Basicamente, duas teses seriam colocadas a prova: uma, de candidatura própria, e outra, de apoio ao projeto de reeleição do governador Carlos Moisés da Silva (Rep). Antídio solicitou que o encontro fosse suspenso, o que foi feito pelo presidente estadual da legenda, deputado federal Celso Maldaner. O ex-prefeito de Jaraguá do Sul, no entanto, não abriu mão de sua pré-candidatura, o que o mantém, oficialmente, como pré-candidato ao governo catarinense, já que seu nome foi homologado como tal em fevereiro. Antídio está viajando e há a expectativa de que ele se pronuncie a respeito dos fatos a partir de amanhã. Deputados estaduais do MDB têm tentando convencê-lo a concorrer como vice de Carlos Moisés, ou ainda disputar como candidato ao Senado, o que poderia resolver a celeuma interna emedebista.

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